Crise nos Correios de União da Vitória: Greve continua após o fim da greve nacional

A greve nacional dos correios terminou, mas em União da Vitória os carteiros ainda permanecem parados, por conta das reivindicações específicas contra o assédio moral, praticado pelo gestor do Centro de Distribuição Domiciliar, contra os funcionários, há mais de um ano.

Mesmo depois do fim da greve nacional, que ocorreu no dia 06 de outubro, os funcionários dos correios de União da Vitória permanecem parados, exigindo que seja atendida sua reivindicação, que é a substituição do gestor do CDD da cidade. Segundo os funcionários, já tem mais de um ano que o gestor pratica assédio moral contra a equipe, humilhando e aterrorizando os trabalhadores, tornando o ambiente de trabalho um local de adoecimento e dos funcionários. O assédio moral causa depressão, além de poder levar inclusive ao suicídio.

A empresa não negocia com a categoria e não quer admitir que esteja havendo um conflito. Para esconder o caso, remanejou funcionários de outras cidades, para que atendam a demanda de serviço na distribuição de correspondência nos domicílios. Na chegada ao CDD, os funcionários, vindos de Curitiba, disseram que não sabiam que estava acontecendo uma greve em União da Vitória e que achavam que apenas iriam ajudar a reorganizar o trabalho acumulado da greve nacional.

Na segunda feira, dia 09, os funcionários foram recebidos na Câmara dos Vereadores de União da Vitória, onde receberam apoio de parte dos vereadores. A imprensa local não divulgou a greve, nem conversou com os funcionários.

O GdN conversou com um ex-funcionário, o qual, por conta da gravidade do assédio sofrido na empresa, pediu demissão. Ele relatou que constantemente recebia ameaças de demissão por justa causa, caso não aumentasse sua produção.

Até o fechamento desta matéria, nenhuma providência havia sido tomada, por parte da empresa, para solucionar o problema.

Veja o vídeo:

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