Greve nacional dos Correios: General Carneiro também tem funcionários em greve

Desde terça feira, dia 19, funcionários dos Correios estão em greve e a agência de general Carneiro também aderiu.

Dos quatro funcionários, duas estão em greve desde o primeiro dia, fortalecendo a greve nacional e também lutando por reivindicações específicas para a agência da cidade.

A greve nacional foi deflagrada após mais de 50 dias de negociação, sem sucesso. Entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

As funcionárias de General Carneiro ainda reivindicam mais segurança e melhores condições de trabalho, tendo em vista que a agência atende também as funções do Banco do Brasil, que está funcionado parcialmente desde agosto de 2016. Importante lembrar que uma das funcionárias teve sua família rendida por assaltantes, ainda este ano.

Elas estão distribuindo um panfleto que explica à população o porque da greve, leia:

População de General Carneiro

Pedimos desculpas a todos pelos transtornos que uma greve dos correios venha causar; Mas gostaríamos de esclarecer e pedir a compreensão de todos aos motivos que nos elvaram a fazer isso:

-a falta de segurança, que nos expõe a riscos;

– a falta de apoio de funcionários, mesmo com o caos do atendimento bancário;

– Nenhum diálogo para tentar resolver o problema do banco, que gerou estresse e desgaste, tanto para nós, quanto para quem precisa do atendimento precário e insuficiente que temos a oferecer;

– Hoje, a nível nacional, ameaçam retirar direitos e benefícios já conquistados e não apresentam proposta nenhuma para o acordo coletivo de trabalho, a não ser ameaçar quem luta por seus direitos fazendo greves;

– ameaça constante de privatização, alegando prejuízos e colocando em risco nossos empregos e também o acesso da população aos serviços de correios, já que  possivelmente uma empresa privada não venha a ter interesse em manter agências em cidades do interior.

A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) é um patrimônio do povo brasileiro. Contamos com o apoio do povo à nossa luta.

Ato na agência dos Correios em União da Vitória. A Polícia Militar chegou a ameaçar retirar arbitrariamente os funcionários que estavam impedindo a entrada dos caminhões.

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