PR 170 é interditada pelo MST que exige solução para conflito de terras no Pinhão

Trabalhadores sem terra, do município do Pinhão e redondezas, estão interditando a PR 170, desde quarta feira, dia 06, exigindo a presença do INCRA para tentar solucionar o problema das reintegrações de posse na região.

A justiça suspendeu a reintegração de posse de mais de duas mil famílias, que estava prevista para este quinta feira, dia 07, com a condição de que, em dez dias, o INCRA se manifeste se pretende negociar a área para reforma agrária. Sendo assim, os trabalhadores resolveram realizar o fechamento da PR, para pressionar os responsáveis pelo INCRA, para que se manifestem o mais rápido possível a respeito dessa negociação, para que seja evitada uma tragédia.

O deputado Tadeu Veneri, presidente da comissão de direitos humanos da assembleia legislativa, já havia alertado, na tribuna da assembleia, nesta segunda feira, dia 04, que se essa reintegração for acontecer essas duas mil famílias vão resistir e isso pode gerar um conflito, descrito por ele como uma das maiores tragédias da história do Paraná. Além disso, o deputado explicou que o governador Beto Richa é o chefe do Estado e, se ele não fornecer apoio policial, a reintegração e o conflito não acontecem. O governador já permitiu que a Polícia acompanhasse o lamentável caso de reintegração que aconteceu no dia 01, na comunidade de Alecrim, também no Pinhão, onde famílias foram despejadas e tiveram suas casas demolidas com uso de máquinas pertencentes à empresa.

Segundo informações de pessoas que acompanham a questão fundiária da região, outras reintegrações já haviam sido determinadas pela justiça, mas o governador Requião não permitia o uso da Polícia Militar, portanto as famílias não eram despejadas. A proposta de quitação das dívidas da empresa madeireira com o governo, em troca dos terrenos, para que fossem usados na reforma agrária, nunca foi aceita pela empresa.

O fechamento da PR  continua, até que o INCRA resolva se manifestar.

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