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Câmara avança: Motta põe PEC da imunidade e fim do foro na pauta desta semana

Política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu na Ordem do Dia desta semana duas propostas de emenda à Constituição que mobilizam a oposição e partidos do Centrão: a chamada PEC da Imunidade e a PEC que extingue o foro privilegiado. Ambas devem ser votadas entre quarta (27) e quinta-feira (28).

PEC da Imunidade reforça proteção parlamentar

Apresentada originalmente em 2021 pelo então deputado e hoje ministro do Turismo Celso Sabino, a PEC da Imunidade amplia garantias para deputados e senadores. O texto determina que qualquer ação penal contra congressistas só possa avançar com autorização do Plenário da Casa respectiva e limita prisões a situações de flagrante por crimes inafiançáveis. Mesmo nesses casos, o Parlamento deverá analisar em até 24 horas se mantém ou revoga a ordem de prisão.

A matéria tornou-se prioridade para a oposição liderada pelo PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para parlamentares do Centrão. Esses grupos veem na proposta um antídoto contra decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que, na avaliação dos congressistas, relativizam a imunidade parlamentar. Casos envolvendo Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) são citados como exemplo de interferência do Judiciário sobre manifestações em plenário.

Além da questão institucional, líderes do Centrão buscam proteção em meio a investigações do STF sobre o uso de emendas parlamentares. Estima-se que mais de 100 deputados e senadores sejam alvos de inquéritos na Corte. O relator designado para a PEC é o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), que deve entregar parecer final ainda hoje (26).

Fim do foro privilegiado volta ao debate

A segunda proposta incluída por Hugo Motta trata da restrição do foro por prerrogativa de função. A PEC 333, aprovada no Senado em 2017, mantém o foro apenas para o presidente da República, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo, além de seus vices. Todas as demais autoridades passariam a responder em primeira instância.

A oposição trabalha para aperfeiçoar o texto. Deputados articulam emendas que limitem o foro ao período do mandato, o que transferiria para a Justiça comum qualquer processo contra ex-presidentes, inclusive Bolsonaro, após o fim de seus mandatos. A intenção é garantir que investigações abertas pela Polícia Federal e remetidas ao STF sejam redirecionadas ao juiz natural de primeira instância.

A votação da PEC do foro era uma das três condições impostas pela oposição para suspender a obstrução física do plenário, iniciada no começo de agosto. As outras exigências foram a votação do projeto que concede anistia aos presos de 8 de janeiro de 2023 e a abertura, no Senado, de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Calendário apertado e negociação política

A intenção de Hugo Motta é concluir a apreciação das duas PECs ainda nesta semana. Para a PEC da Imunidade, o relator já tem acordo avançado e deverá apresentar parecer favorável. A expectativa é de quórum elevado, visto o interesse conjunto de oposição e Centrão. Já a PEC do foro exige articulação extra: o presidente da Câmara ainda não nomeou relator e parte dos partidos quer discutir mudanças de última hora.

Nos bastidores, aliados de Arthur Lira (PP-AL) — ex-presidente da Câmara e principal patrocinador da PEC da Imunidade — ajudam na costura para acelerar a tramitação. Lira foi o responsável pelo acordo que desbloqueou a pauta legislativa após semanas de obstrução.

Contexto institucional

O avanço simultâneo das duas propostas ocorre num momento de tensão entre Legislativo e Judiciário. Deputados reclamam de “excessos” do STF e defendem fortalecer o sistema de freios e contrapesos previsto na Constituição. Na visão de parlamentares alinhados à direita, as PECs restabelecem o equilíbrio de poderes e oferecem segurança jurídica para o exercício do mandato.

Por outro lado, críticos alertam que ampliar imunidade e restringir foro pode dificultar o combate à corrupção. Apesar das divergências, a tendência é que a maioria se una para aprovar pelo menos a PEC da Imunidade, considerada prioritária para a base de apoio de Motta.

Enquanto a Câmara se prepara para as votações, o Senado acompanha de perto, já que qualquer alteração constitucional precisa de aprovação nas duas Casas. Se confirmados os prazos, os senadores devem receber os textos ainda em setembro.

Para acompanhar outras movimentações recentes no Congresso, consulte a seção de política do nosso site em geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em resumo, a Câmara acelera duas PECs decisivas que podem redefinir o alcance da imunidade parlamentar e o foro privilegiado no país. Fique atento às votações e compartilhe esta notícia para que mais pessoas entendam o impacto dessas mudanças.

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