Copom mantém juros em 15% e reforça alerta sobre riscos externos e fiscais

Política

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, sinalizando continuidade da estratégia de cautela adotada nos últimos encontros. O nível permanece no maior patamar em 15 anos e, segundo o Banco Central, deverá ser preservado por um período “bastante prolongado”.

Cenário internacional pesa na decisão

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom destacou dois fatores externos que justificam a manutenção do aperto monetário. O primeiro é a aplicação de tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que aumenta a incerteza sobre o desempenho das exportações e o fluxo de capitais.

O segundo elemento é a postura do Federal Reserve. Na semana passada, o banco central norte-americano manteve suas taxas entre 5,25% e 5,50% ao ano e evitou sinalizar cortes no curto prazo. Com isso, as apostas de redução a partir de setembro perderam força, reforçando a perspectiva de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo. Para o Copom, esse cenário pressiona as condições financeiras globais e exige vigilância adicional sobre possíveis efeitos na inflação doméstica e na taxa de câmbio.

Política fiscal brasileira segue no centro das atenções

Além dos fatores externos, o Copom voltou a enfatizar a importância da trajetória das contas públicas para o comportamento dos ativos financeiros e das expectativas de inflação. O comunicado menciona “atenção redobrada” ao processo de definição do arcabouço fiscal e às discussões sobre a ampliação de gastos. Qualquer surpresa negativa nesse campo pode elevar prêmios de risco, afetar a curva de juros e dificultar a convergência da inflação para a meta.

Nos últimos meses, o governo federal tem buscado aprovar medidas que reforcem a arrecadação e controlem o crescimento das despesas. Entretanto, incertezas quanto à execução dessas iniciativas seguem influenciando as projeções de mercado. O Copom avalia que manter os juros em nível elevado contribui para ancorar expectativas e reduzir a probabilidade de novos choques inflacionários.

Trajetória da Selic e perspectivas

A taxa básica passou de 2% ao ano, no auge dos estímulos durante a pandemia, para os atuais 15% após sucessivas elevações iniciadas em março de 2021. Em agosto de 2023, o colegiado interrompeu o ciclo de alta, mas optou por não iniciar cortes diante do quadro de preços resilientes. Desde então, vem reiterando que o cenário demanda “cautela, serenidade e perseverança” na condução da política monetária.

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Na avaliação do comitê, a atividade econômica mostra sinais de moderação, mas ainda opera próximo do nível de capacidade, o que limita o espaço para reduzir a Selic sem colocar a meta inflacionária em risco. Além disso, a combinação de realinhamento de preços de serviços, incertezas fiscais e juros altos nos Estados Unidos sustenta a opção por uma postura mais conservadora.

Expectativas do mercado

Analistas consultados pelo BC mantêm projeções de corte apenas no último trimestre, desde que o cenário externo melhore e o governo avance no ajuste fiscal. Para parte dos economistas, a primeira redução poderia ocorrer em novembro, com diminuições graduais de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a algo entre 13,5% e 14% ao fim de 2024. Contudo, novas pressões inflacionárias ou deterioração das contas públicas podem adiar esse movimento.

O próximo encontro do Copom está marcado para o início de outubro. Até lá, o colegiado acompanhará a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a evolução do debate sobre gastos públicos e as decisões do Federal Reserve. Caso o conjunto de indicadores mostre desaceleração consistente da inflação e maior clareza fiscal, o Banco Central poderá revisar sua estratégia. Por ora, o recado permanece claro: os juros seguirão em 15% enquanto o cenário não oferecer condições seguras para flexibilização.

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