O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) fez um alerta direto ao Palácio do Planalto: sem uma reorientação na política externa, o Brasil continuará a sentir efeitos negativos da nova rodada de sanções anunciada pelos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, as medidas refletem uma estratégia de Washington contra países associados a regimes autoritários, grupo em que o atual governo teria se inserido.
Tarifaço x Lei Magnitsky: dois movimentos distintos
Na avaliação do deputado, é preciso separar com clareza o tarifaço aplicado a produtos brasileiros e as punições amparadas na Lei Magnitsky. Esta legislação norte-americana pune violações de liberdades fundamentais, como perseguição política e cerceamento de expressão. Luiz Philippe sustenta que a recente atuação do Judiciário brasileiro vem sendo apontada nos Estados Unidos como exemplo desses abusos, motivo pelo qual sanções pessoais e financeiras teriam sido disparadas.
Já o tarifaço tem natureza eminentemente econômica e geopolítica. O congressista explica que as sobretaxas foram pensadas para atingir setores exportadores estratégicos, reduzindo a competitividade das empresas nacionais no mercado norte-americano. “Trata-se de uma resposta ao alinhamento do governo brasileiro com nações tratadas como inimigas estratégicas dos EUA”, afirmou.
Pressão indireta sobre a economia e sobre o Planalto
Embora não configurem intervenção direta, as tarifas funcionam como um mecanismo de pressão de dupla via, diz o parlamentar. De um lado, encarecem a importação de produtos brasileiros, desestimulando compradores nos Estados Unidos. De outro, fragilizam a base econômica do Executivo, que depende do setor exportador para sustentar o superavit comercial e a arrecadação em dólar.
Luiz Philippe destaca que o impacto imediato recairá sobre empresas cuja receita principal vem do exterior. Mesmo com uma economia considerada fechada, o Brasil sentirá consequências relevantes, porque a retaliação é seletiva: atinge cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, à mineração e à indústria de transformação, pilares do PIB nacional.
O deputado observa que, internamente, o Planalto tenta enquadrar a reação americana como ataque à “soberania”. No entanto, ele avalia que esse discurso não será suficiente para blindar o governo dos custos econômicos. “As tarifas reduzem o faturamento das empresas, comprimem empregos e enfraquecem o apoio político ao Executivo”, sintetizou.
Mensagem de Washington é considerada definitiva
Na leitura do parlamentar, a Casa Branca não demonstra disposição para rever as medidas. “Não vejo qualquer sinal de recuo por parte dos americanos. A mensagem é clara: ou o Brasil muda sua direção, ou pagará caro por suas escolhas”, declarou. Ele defende uma correção de rota imediata na diplomacia brasileira, com ênfase no restabelecimento de pontes com os Estados Unidos e outras democracias ocidentais.


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Imagem: Kayo Magalhães via correiobraziliense.com.br
Para Luiz Philippe, a permanência dos atuais posicionamentos políticos coloca em risco o fluxo de investimentos externos e aprofunda a desconfiança de parceiros tradicionais. “Sem alinhar-se a valores de liberdade e mercado, o país ficará sujeito a novas rodadas de punições, ampliando o isolamento e a perda de competitividade”, alertou.
Alternativa: reorientação política e diplomática
O deputado aponta que a solução passa por rever alianças internacionais e adotar um discurso firme em defesa de liberdades individuais, estado de direito e economia de mercado. Essa postura, argumenta, enviaria sinal de compromisso com princípios valorizados por Washington, abrindo caminho para negociações que suspendam ou aliviem as tarifas.
Ele conclui que o Parlamento precisará assumir protagonismo se o Executivo não alterar a rota. “Cabe ao Congresso oferecer salvaguardas institucionais para reconquistar a confiança externa, garantir segurança jurídica e preservar empregos no setor produtivo”, afirmou.
Enquanto isso, empresas exportadoras já iniciam planos de contingência, redirecionando parte da produção a mercados asiáticos e europeus, embora sem o mesmo potencial de absorção que os Estados Unidos oferecem. Economistas ouvidos pelo setor privado estimam que, mantidas as tarifas, a balança comercial pode sofrer enxugamento de até 10% em 12 meses, reforçando a urgência de uma definição diplomática.
O alerta do deputado ecoa entre empresários, que pressionam por uma solução pragmática. Se confirmada a tendência de endurecimento em Washington, o Brasil terá de escolher entre insistir no atual alinhamento ou recalibrar estratégias para evitar um choque econômico mais profundo.

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