O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que pretende concorrer à Presidência da República em 2026 caso o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça impedido de disputar eleições. A afirmação foi feita em entrevista publicada nesta sexta-feira (29/8) e reforça as articulações internas da direita para definir quem representará o eleitorado conservador no próximo pleito nacional.
Inelegibilidade de Jair Bolsonaro e cenário no PL
Desde junho de 2023, Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa condição alimenta especulações sobre o futuro do bloco político que o ex-mandatário lidera. Eduardo, em seu terceiro mandato na Câmara, afirmou que a eventual impossibilidade do pai o coloca naturalmente na disputa. “Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato”, disse.
O parlamentar ressaltou que a base eleitoral bolsonarista precisa de um nome competitivo e comprometido com a pauta de direita. Ele citou sua experiência legislativa, bem como relações com líderes estrangeiros, para justificar a pretensão de assumir o protagonismo. “Depois de ter sido o deputado mais votado da história e manter contato direto com presidentes alinhados, tenho condições de representar as demandas conservadoras”, argumentou.
No Partido Liberal, a possível filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é vista por Eduardo como obstáculo direto. Para ele, a entrada do ex-ministro da Infraestrutura num eventual acordo para disputar o Planalto reduziria o espaço da família Bolsonaro dentro da legenda. “Se o Tarcísio vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço”, avaliou.
Possível saída do PL e mandato remoto nos EUA
Eduardo Bolsonaro não descarta trocar de partido para viabilizar a candidatura. Segundo o deputado, o movimento seria uma resposta a tentativas de marginalizar o clã no debate público: “Existe um direcionamento para apagar a família Bolsonaro do cenário político”, afirmou. Ainda assim, declarou preferir permanecer no PL, sigla pela qual obteve votação recorde em 2018.
Desde fevereiro, o parlamentar reside nos Estados Unidos. Instalado no exterior, ele solicitou à Mesa Diretora da Câmara autorização para exercer o mandato remotamente. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou resistência à ideia, lembrando que a Constituição prevê cassação por faltas em um terço das sessões. Caso não seja liberado, Eduardo corre risco de perder o cargo por ausência.
Além do debate sobre participação remota, Eduardo enfrenta questionamentos judiciais. A Advocacia-Geral da União (AGU) avalia cobrar R$ 18,9 milhões dele e do ex-presidente por contrato jurídico firmado nos EUA durante a gestão passada. Adversários políticos também pressionam a Câmara a bloquear salários e verbas do deputado enquanto ele permanece fora do país.
Nos bastidores, aliados observam que a definição do candidato da direita depende da permanência da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, hoje contestada em recursos. Caso o TSE mantenha a punição, cresce a chance de o campo conservador consolidar um nome alternativo. Eduardo, por sua vez, condiciona qualquer decisão à correlação de forças dentro do PL e às negociações futuras.


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Imagem: Marcos Correa
Ainda não há calendário oficial para filiações partidárias visando a eleição de 2026, mas o período para troca de siglas se encerra seis meses antes do primeiro turno. Até lá, Eduardo buscará construir apoio, avaliar possibilidades de migração e acompanhar o destino de Tarcísio de Freitas. A disputa por espaço interno reflete o desafio de manter coeso o eleitorado bolsonarista diante de novos atores.
Enquanto o cenário se define, o deputado reforça a intenção de preservar as bandeiras conservadoras na corrida presidencial. Entre elas estão segurança pública, redução do tamanho do Estado e defesa de valores tradicionais, agenda que o clã Bolsonaro apresenta como marca registrada desde 2018.
Em síntese, a declaração de Eduardo Bolsonaro abre mais um capítulo na reorganização da direita para 2026. A permanência ou não de Jair Bolsonaro na disputa, a entrada de Tarcísio de Freitas no PL e o eventual deslocamento de Eduardo para outra legenda são peças-chave desse tabuleiro político.
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Resumo: Eduardo Bolsonaro condiciona sua candidatura ao Planalto à inelegibilidade do pai e à configuração partidária envolvendo o PL e Tarcísio de Freitas. Continue acompanhando nossos artigos e receba atualizações em primeira mão sobre as definições que moldarão a eleição de 2026.

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