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Lula recua e admite diálogo com Trump após tarifaço dos EUA

Política

Brasília, 1º ago. 2025 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta sexta-feira, a necessidade de abrir canal de comunicação com o presidente norte-americano Donald Trump, após a Casa Branca anunciar sobretaxas que atingem em cheio as exportações brasileiras. A declaração coloca fim ao silêncio oficial e marca mudança de postura do Palácio do Planalto diante da pressão econômica vinda de Washington.

Lula admite conversas, mas fala em proteger a economia

Por meio de nota publicada nas redes sociais, Lula afirmou que “o Brasil está pronto para dialogar” e reforçou que a prioridade do governo é “proteger a economia nacional, as empresas e os trabalhadores” frente às barreiras tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. Até então, o chefe do Executivo havia adotado tom crítico, acusando Trump de agir como “imperador do mundo” ao justificar o tarifaço.

Enquanto discursa sobre abertura ao diálogo, o presidente determinou que o vice, Geraldo Alckmin, conduza reuniões técnicas com representantes da indústria, do agronegócio, da tecnologia e de outros segmentos para mensurar o impacto das sobretaxas. O esforço interno busca mapear setores mais expostos, preparar contramedidas e avaliar eventuais ajustes na política comercial.

Trump elogia brasileiros, mas critica liderança do país

Em conversa com repórteres na Casa Branca, Donald Trump reafirmou “apreço pelos brasileiros” ao mesmo tempo em que responsabilizou “as pessoas que lideram o Brasil” por decisões equivocadas. O republicano declarou que o governo brasileiro pode procurá-lo “a qualquer momento” para discutir as tarifas, sinalizando disposição para negociar, mas sem abrir mão da pressão sobre Brasília.

Apesar da abertura verbal, Lula e Trump ainda não se reuniram nem trocaram telefonema desde a posse do norte-americano para o novo mandato. Em 11 de julho, o presidente dos EUA dissera não ter, naquele momento, planos de conversar com o petista, embora não excluísse diálogo futuro. A escalada tarifária acelerou a necessidade de contato direto entre os dois mandatários.

Tarifas pesam mais sobre o Brasil que sobre vizinhos

O pacote anunciado por Washington estabeleceu alíquotas elevadas para produtos brasileiros, incluindo carne bovina, aço, alumínio e itens do setor químico. De acordo com documentos oficiais, o Brasil recebeu a maior faixa tarifária entre os países latino-americanos, enquanto a Argentina obteve condições mais brandas.

No campo doméstico, governos estaduais ampliam linhas de crédito e incentivos fiscais para mitigar perdas de exportadores. No Nordeste, administrações estudam redirecionar parte da produção de alimentos destinada ao mercado externo a programas locais de segurança alimentar.

Alckmin assume frente de negociações

Como coordenador das conversas técnicas, o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera reuniões com confederações empresariais a fim de colher dados sobre emprego, balança comercial e cadeias produtivas. O governo pretende apresentar relatório consolidado antes da eventual conversa direta entre Lula e Trump.

Paralelamente, o Itamaraty monitora repercussão em organismos multilaterais e avalia possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio, caso não haja avanço nas tratativas bilaterais. Em Brasília, interlocutores admitem que medidas judiciais ou retaliações só serão consideradas após esgotado o caminho diplomático.

Próximos passos

Embora ainda não haja data para um encontro presencial, auxiliares presidenciais trabalham na montagem de agenda que permita videoconferência ou telefonema entre os dois chefes de Estado. Nos bastidores, a expectativa é que o diálogo ocorra antes de as tarifas entrarem plenamente em vigor, minimizando impactos sobre exportações programadas para o último trimestre do ano.

Até lá, a equipe econômica continua avaliando cenários. A orientação do Planalto é buscar solução negociada, mas sem abrir mão de mecanismos de defesa comercial previstos em acordos internacionais. O recuo discursivo de Lula sinaliza disposição para acomodar pressões, mesmo após semanas de críticas ao governo norte-americano.

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