O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) classificou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) como “vingança política”. A Corte inicia nesta terça-feira, 2 de setembro de 2025, a análise da ação que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Segundo o ex-vice-presidente, a quase certa condenação abre precedente considerado perigoso para o sistema democrático brasileiro.
Reação de Mourão nas redes sociais
Em publicação divulgada na noite de 1º de setembro, o parlamentar afirmou que o processo vai além da esfera jurídica. “É importante que todos entendam: o julgamento que se inicia amanhã, tendo como réus o presidente Bolsonaro e seu núcleo de assessoramento mais próximo, não é apenas um simples processo jurídico; é o ocaso de uma vingança política”, escreveu.
Mourão também atribuiu responsabilidade ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao que definiu como “hipertrofia” do STF. Para ele, a atual administração petista transformou divergências ideológicas em condutas criminosas e relativizou a liberdade de expressão. O senador encerrou a mensagem defendendo “pacificação” e “anistia já” como caminho para restabelecer a estabilidade nacional.
Contexto do julgamento no STF
O processo que chega ao plenário virtual envolve oito réus, incluindo Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República aponta que o grupo teria articulado medidas para reverter o resultado das eleições de 2022, o que configuraria tentativa de ruptura institucional. Caso condenados, os acusados podem perder direitos políticos e ficar sujeitos a penas de reclusão.
A defesa do ex-presidente nega qualquer intenção golpista, alegando que as acusações são baseadas em interpretações políticas. Já a relatoria do caso, sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, sustenta que há provas documentais e depoimentos que confirmam a organização de um plano para invalidar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O julgamento ocorrerá integralmente no ambiente eletrônico da Corte. Cada ministro terá até 8 de setembro para registrar voto. Nos bastidores, a expectativa é de placar desfavorável a Bolsonaro, hipótese que motivou a manifestação de Mourão.


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Críticas a interferências estrangeiras
Além de contestar a condução interna do processo, Mourão rechaçou intervenções de autoridades de outros países. A atitude foi evidenciada em julho de 2025, quando o ex-vice criticou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump por comentar decisões do STF e anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
Na ocasião, Trump qualificou como “vergonha internacional” o tratamento dado a Bolsonaro e pediu o fim do que chamou de “caça às bruxas”. Mourão respondeu: “Há uma injustiça sendo praticada contra o ex-presidente, mas compete a nós, brasileiros, resolvermos isso. Não aceito que Trump venha meter o bedelho em um caso interno nosso.”
Apesar da negativa de intervenção externa, o senador reiterou que o cenário atual fragiliza a confiança nas instituições. Para ele, decisões do Supremo assumiram, nos últimos anos, caráter político que impacta setores econômicos e reforça o ambiente de insegurança jurídica.

Imagem: Internet
Possíveis desdobramentos
Caso a maioria dos ministros confirme a denúncia, Bolsonaro pode enfrentar inabilitação política por oito anos, além de sanções de natureza penal. A eventual condenação estaria alinhada a precedentes fixados pelo STF em processos relacionados aos eventos de 8 de Janeiro, quando manifestantes depredaram prédios dos Três Poderes em Brasília.
Mourão defende alternativa oposta. Para o senador, o país deveria adotar lei de anistia abrangente, capaz de encerrar disputas judiciais ligadas ao período eleitoral de 2022. Ele sustenta que a pacificação é condição para retomada do crescimento econômico e para restabelecer harmonia entre os Poderes.
Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou as declarações, e o STF mantém o cronograma do julgamento. Os olhos do cenário político permanecem voltados para a Corte, que pode redefinir a trajetória do ex-chefe do Executivo e de seus aliados mais próximos.
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