Brasília, 1º de agosto de 2025 – A direção nacional do Partido Liberal (PL), liderada por Valdemar Costa Neto, confirmou a expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (SP). A medida foi tomada depois de declarações nas quais o parlamentar criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e elogiou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à discussão sobre a aplicação da Lei Magnitsky a autoridades brasileiras.
Decisão unânime da Executiva
Em nota oficial, Valdemar Costa Neto informou que a bancada pressionou pela retirada imediata de Rodrigues. Segundo o dirigente, os parlamentares avaliaram as afirmações do deputado como “ignorância sem tamanho” e “populismo barato”. O partido destacou que o alinhamento internacional do PL, historicamente favorável às políticas conservadoras impulsionadas por Trump, não admite ataques ao ex-presidente norte-americano.
A Executiva Nacional concluiu a votação por aclamação, encerrando a filiação do deputado. De acordo com o estatuto do PL, o desligamento passa a valer assim que comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem direito a recurso interno. A sigla pretende pleitear o mandato junto à Justiça Eleitoral, sob o argumento de infidelidade partidária.
Declarações que motivaram a ruptura
Rodrigues concedeu entrevista a um portal de notícias em que classificou como “absurdo” o uso da Lei Magnitsky para sancionar Alexandre de Moraes. Para o parlamentar, o ministro do STF é “um dos maiores juristas do país” e não deveria ser alvo de medidas aprovadas por Trump em 2017. “Trump tem que cuidar dos Estados Unidos, não se meter com o Brasil”, afirmou à época.
O comentário atingiu diretamente a corrente majoritária do PL, fortemente vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ala conservadora que vê nas sanções internacionais um instrumento legítimo de pressão contra magistrados considerados ativistas. O partido considerou que a fala contraria as posições aprovadas em convenção nacional.
Trajetória e perfil do deputado
Antônio Carlos Rodrigues ocupava vaga na Câmara dos Deputados desde a legislatura anterior. Embora eleito pelo PL, integrava o grupo mais moderado da sigla, mantendo postura independente nas votações. Nos últimos meses, registrou alinhamento frequente com pautas do atual governo federal, contrariando a orientação de oposição adotada pela legenda.
Entre as principais divergências estão votos favoráveis a projetos de aumento de gastos públicos e apoio a indicações de nomes simpáticos ao Palácio do Planalto para órgãos estratégicos. Dentro da bancada, a atitude foi interpretada como tentativa de aproximação com setores de centro-esquerda, movimento mal-visto entre parlamentares ligados ao conservadorismo.


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Imagem: Marcelo Camargo via correiobraziliense.com.br
Reação da base conservadora
Líderes do PL na Câmara reforçaram o discurso de unidade ideológica. Para eles, manter coerência em relação a princípios liberais na economia e valores conservadores na sociedade é condição indispensável para a legenda se apresentar como principal força de oposição. Deputados próximos a Bolsonaro afirmaram que a expulsão preserva a imagem do partido diante do eleitorado comprometido com o ex-chefe do Executivo.
Nos bastidores, dirigentes estaduais vinham relatando pressão de militantes que pediam punição exemplar a parlamentares considerados “dissidentes”. A direção nacional avalia que o caso de Rodrigues funcionará como sinal claro contra posturas vistas como contrárias aos interesses estratégicos do PL.
Próximos passos e possíveis impactos
Com a expulsão, o partido deve encaminhar ofício ao presidente da Câmara solicitando a vaga para o suplente, ligado ao mesmo bloco conservador. Caso a Justiça Eleitoral reconheça a infidelidade partidária, Rodrigues perderá o mandato. O deputado, até o momento, não se pronunciou publicamente sobre a sanção e não respondeu aos contatos feitos pela imprensa.
Já o ministro Alexandre de Moraes segue no centro da polêmica envolvendo a aplicação da Lei Magnitsky. A norma, aprovada nos EUA, permite punições a estrangeiros acusados de violar direitos humanos ou cometer corrupção. Aliados de Trump defendem que sanções contra membros do Judiciário brasileiro seriam resposta a supostas violações de garantias constitucionais em inquéritos sobre atos de 8 de janeiro.
Com o episódio, o PL reforça sua estratégia de alinhamento às pautas defendidas por Trump e pelo conservadorismo norte-americano. Parlamentares acreditam que a medida elevará a coesão interna e facilitará a construção de uma plataforma eleitoral unificada para 2026.

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