Brasília, 6 de agosto de 2025 – O PP e o União Brasil anunciaram que vão apoiar a obstrução conduzida por partidos de oposição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, reação direta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Bancadas reforçam movimento oposicionista
Em nota conjunta, os presidentes Ciro Nogueira (PP) e Antônio de Rueda (União Brasil) orientaram os parlamentares das duas legendas a não registrar presença em plenário enquanto durar o protesto. O documento define a iniciativa como “legítimo movimento de obstrução” e defende o diálogo como instrumento para restaurar a normalidade dos trabalhos legislativos.
Somadas, as bancadas do União (59 deputados e 7 senadores) e do PP (51 deputados e 7 senadores) reúnem 110 deputados e 14 senadores. O reforço amplia o bloco oposicionista que, desde terça-feira (5), mantém a Mesa Diretora das duas Casas ocupada e impede votações.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o objetivo é consolidar uma frente com “pelo menos 130 deputados e 20 senadores” comprometidos com a paralisação. “Vamos organizar as coisas para saber o tamanho que a gente vai formar”, declarou.
Negociações para ampliar frente parlamentar
Além de União Brasil e PP, há tratativas com o Republicanos, comandado por Marcos Pereira, e com o PSD, presidido por Gilberto Kassab. A eventual adesão desses partidos pode elevar de forma expressiva o poder de bloqueio no Congresso.
Na terça-feira, o presidente do PP visitou Bolsonaro no local de custódia. “Não vou dizer que não estava triste, mas é uma pessoa que acredita muito ainda no nosso país”, relatou Ciro Nogueira após o encontro. No mesmo dia, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) classificou a prisão como “exagerada” e alertou para o risco de acirrar tensões no cenário político.
O movimento de obstrução começou logo após a detenção de Bolsonaro, decisão que gerou críticas entre diversos parlamentares de centro-direita. O bloqueio impede a leitura de projetos, votação de medidas provisórias e funcionamento regular das sessões deliberativas.
A nota divulgada pelos dois partidos ressalta que “o Brasil precisa virar essa página e voltar a focar em pautas que resolvam os problemas econômicos, sociais e de insegurança do nosso país”. Apesar da paralisação, os líderes afirmam que permanecem abertos a negociações que restabeleçam a rotina legislativa sem, contudo, abrir mão da contestação à prisão do ex-chefe do Executivo.
Impacto sobre a agenda legislativa
No rol de matérias que podem ser afetadas estão projetos de impacto fiscal, a proposta de revisão do arcabouço tributário e pautas relacionadas à segurança pública. A base governista admite que, sem acordo, a tramitação de textos prioritários será adiada por tempo indeterminado.


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Em conversas reservadas, deputados alinhados ao Planalto consideram apresentar requerimentos de urgência para furar o bloqueio, mas a estratégia esbarra no quórum mínimo, já que a obstrução depende justamente da ausência de parlamentares no painel de presença.
Constitucionalmente, as Casas Legislativas não podem deliberar sem a maioria absoluta de seus membros. Caso a obstrução se mantenha, o governo pode recorrer a sessões remotas, mas há divergências sobre a validade desse recurso para votações polêmicas.
Próximos passos e articulações
Para esta semana, líderes de oposição programam reuniões com movimentos civis e representantes do setor produtivo. A intenção é ampliar o debate sobre o que classificam como “medida de força desproporcional” contra Bolsonaro e pressionar o Judiciário por revisão da prisão.
No Senado, o líder do PL, Carlos Portinho (RJ), estuda apresentar requerimento de criação de comissão externa para acompanhar o caso. Ele conta com o apoio dos sete senadores do PP e dos sete do União, além de parlamentares de outras siglas que criticam a decisão judicial.
Enquanto isso, governistas articulam a convocação de sessões de esforço concentrado nas próximas semanas. A meta é votar projetos que possam atrair adesão da oposição em temas como segurança de fronteiras, infraestrutura e repasses para estados e municípios, buscando quebrar a unidade do bloqueio.
Analistas ouvidos nos bastidores avaliam que a duração da obstrução dependerá da evolução do processo judicial contra Bolsonaro e do custo político de manter o Congresso paralisado. Até o momento, contudo, não há sinal de recuo por parte dos partidos que aderiram ao protesto.

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