No domingo, 3 de agosto de 2025, a Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu milhares de manifestantes em um ato que defendeu o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O ponto alto da mobilização veio com a fala de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), que repetiu por diversas vezes o apelo “Volta, Bolsonaro” e foi acompanhado em coro pelo público presente.
Chamado à volta de Bolsonaro e elogios a aliados
Ao subir no trio, Valdemar direcionou-se à multidão e afirmou de forma direta: “Volta, Bolsonaro”. O líder partidário, que há meses articula pelo retorno do ex-presidente ao Palácio do Planalto, adotou tom contundente e classificou a presença popular como sinal de apoio à pauta conservadora. Segundo ele, “o Brasil precisa novamente de quem defende a liberdade, a família e o emprego”.
Durante o discurso, Valdemar reservou espaço para reconhecer o trabalho de nomes ligados ao PL na Câmara dos Deputados. Ele citou Sóstenes Cavalcante (RJ), líder da bancada, destacando iniciativas do parlamentar na defesa de pautas econômicas liberais e de projetos contra o aumento de impostos. Para Valdemar, “Sóstenes honra o partido e faz muito pelo país”.
O presidente do PL também mencionou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lembrando que o gestor manteve proximidade com o ex-presidente ao longo do mandato. “Ricardo Nunes nunca abandonou Bolsonaro”, disse, atribuindo a postura do prefeito a uma “visão correta de parceria com quem trabalha pelo município e pelo Brasil”.
Mobilização em todo o país e surpresa com a adesão
Além da capital paulista, mais de 30 cidades de todas as regiões do Brasil registraram manifestações simultâneas. Os organizadores relataram atos em capitais como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, sempre centrados no pedido de impeachment de Lula e do ministro Alexandre de Moraes.
Valdemar afirmou não esperar adesão tão ampla. Ele atribuiu o volume de participantes à insatisfação popular com medidas do governo federal que, na avaliação dos manifestantes, ampliam gastos públicos, elevam tributos e restringem liberdades individuais. Para o dirigente, “a população acordou para a necessidade de se mobilizar antes que seja tarde”.
O público começou a chegar à Avenida Paulista por volta das 13h. Às 14h, todos os quarteirões entre a Rua Augusta e a Praça do Ciclista já estavam ocupados por pessoas vestindo camisetas nas cores verde e amarela, empunhando cartazes que pediam “Mais liberdade, menos impostos” e “Respeito à Constituição”.
Cobertura jornalística e homenagem a J. R. Guzzo
Um canal de notícias transmitiu o evento ao vivo a partir das 13h30. A apresentação ficou a cargo da jornalista Paula Leal, com comentários de analistas convidados — entre eles Adalberto Piotto, Ana Paula Henkel, Carlo Cauti e Marina Helena. O grupo analisou o discurso de Valdemar, destacando a centralidade da pauta antiautoritarismo no protesto.
A transmissão foi dedicada à memória do jornalista e escritor J. R. Guzzo, falecido no sábado, 2 de agosto, aos 82 anos, vítima de infarto. Guzzo, reconhecido pela defesa intransigente da liberdade de imprensa e do Estado de Direito, foi sepultado na manhã de domingo no Cemitério Congonhas, zona sul da capital paulista. Durante a homenagem, imagens do jornalista em coberturas históricas foram exibidas e, em seguida, o público na Paulista prestou um minuto de aplausos.
Reivindicações centrais do ato
Os organizadores listaram três reivindicações principais:


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1. Impeachment de Lula: manifestantes acusam o presidente de “quebrar o teto de gastos” e de “apoiar políticas que encarecem o custo de vida”.
2. Afastamento de Alexandre de Moraes: o ministro é criticado por decisões consideradas invasivas contra parlamentares e cidadãos que expressam opiniões contrárias ao governo.
3. Retorno de Jair Bolsonaro: apoiadores afirmam que o ex-presidente representa um “contraponto à expansão do Estado” e garantiu avanços na segurança pública e na economia.
Segundo os responsáveis pelo ato, novas mobilizações podem ocorrer nas próximas semanas, dependendo da resposta do Congresso Nacional às pautas apresentadas. Deputados ligados à bancada conservadora prometeram protocolar pedidos formais na Câmara e no Senado para investigar supostas irregularidades na gestão do Executivo.
Plano do PL para 2026
No encerramento de sua fala, Valdemar Costa Neto antecipou que o Partido Liberal intensificará a pré-campanha de Jair Bolsonaro caso o ex-presidente confirme a intenção de concorrer em 2026. A sigla planeja eventos regionais, encontros com o setor produtivo e campanhas voltadas a moradores do interior, reforçando a mensagem de redução de impostos e valorização da agricultura.
Embora o calendário eleitoral ainda esteja distante, líderes do PL avaliam que a pressão popular pode influenciar votações no Congresso e acelerar debates sobre o equilíbrio de poderes entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Para Valdemar, o resultado do ato na Paulista demonstra que “quem trabalha, produz e paga impostos não aceita retrocessos”.
Encerrada a manifestação, a avenida foi liberada às 18h. A Polícia Militar reportou protesto pacífico e sem ocorrências graves. Já a organização classificou o domingo como “marco” na mobilização da direita em 2025.

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