Manifestações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avançaram pelo interior de São Paulo neste domingo, 3 de agosto. Grupos de moradores saíram às ruas em pelo menos cinco municípios, empunhando bandeiras do Brasil e cartazes com pedidos de impeachment e críticas ao Judiciário.
Cinco municípios registram atos simultâneos
Em Jundiaí, manifestantes se concentraram logo pela manhã. As ruas ganharam tons de verde e amarelo, e palavras de ordem como “Fora Lula” e “Fora Moraes” foram repetidas em coro. Faixas e camisetas reforçaram o pedido de destituição tanto do chefe do Executivo quanto do magistrado do STF.
No oeste paulista, São José do Rio Preto programou a mobilização para as 15 h, na Praça Dom José Marcondes. Antes do início oficial, motoristas realizaram um buzinaço, ação que se tornou frequente em atos de protesto desde 2023. As buzinas marcaram o ritmo do trajeto percorrido por carros decorados com adesivos contra o governo federal.
Em Sorocaba, a manifestação começou às 10 h no bairro Campolim. A exemplo de outras cidades, veículos circularam em fila, acompanhados de cidadãos a pé, muitos deles agitando bandeiras nacionais. Pelas redes sociais, participantes divulgaram imagens do buzinaço e das faixas com a hashtag #ForaMoraes.
No Vale do Paraíba, São José dos Campos também registrou grande adesão. A concentração ocorreu no Parque Vicentina Aranha às 10 h. Entre os cartazes, um destacava a frase: “Nossa liberdade está em risco. O STF condenou uma nação inteira para salvar um ladrão”. A mensagem reflete a insatisfação do grupo com decisões judiciais que consideram favoráveis ao atual presidente.
Em Bauru, o ato foi realizado na Avenida Getúlio Vargas, ponto tradicional de encontros políticos. Manifestantes pediram o impeachment de Lula e Moraes, defenderam a anistia aos presos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023 e reforçaram o apelo por garantias constitucionais, principalmente a liberdade de expressão. Uma segunda mobilização foi convocada para o início da tarde na mesma cidade.

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Liberdade de expressão e anistia aos presos do 8 de Janeiro no centro das pautas
As manifestações deste domingo mantiveram temas recorrentes nos protestos da oposição ao governo petista. Entre os principais pontos, constaram:
Anistia aos detidos em 8/1: faixas, camisetas e discursos pediram a libertação ou revisão das penas aplicadas a quem participou das invasões aos prédios dos Três Poderes em Brasília. Segundo os manifestantes, as condenações foram desproporcionais.
Defesa das liberdades individuais: críticas ao ministro Alexandre de Moraes dominaram boa parte das falas, que atribuíram ao magistrado “censura” e “perseguição” contra adversários políticos. Cartazes reforçaram a reivindicação de respeito ao artigo 5º da Constituição Federal.
Impeachment do presidente: populares repetiram que Lula perdeu legitimidade após decisões econômicas e alianças consideradas lesivas aos interesses do país. Embora o pedido formal dependa da Câmara dos Deputados, os atos buscam pressionar parlamentares para abertura do processo.
Rejeição ao STF: além de Moraes, outros ministros foram citados em discursos que classificaram o Supremo como afastado da vontade popular. Participantes cobraram limites às competências da Corte e defesa do equilíbrio entre Poderes.
A mobilização foi organizada principalmente pelas redes sociais, onde hashtags como #ForaLulaForaMoraes alcançaram destaque entre os assuntos mais comentados. Sem estruturas partidárias formais, grupos locais assumiram a coordenação de logística, segurança e divulgação.
Atmosfera pacífica e presença familiar
Nos cinco municípios, não houve registro de confrontos ou intervenções policiais significativas. Famílias, idosos e jovens formaram a maior parte do público, mantendo o caráter cívico do protesto. Em vários pontos, comerciantes aproveitaram o fluxo de pessoas para vender água, alimentos e artigos nas cores da bandeira.
A agenda de novos protestos ainda não foi detalhada, mas organizadores indicaram que as manifestações podem se repetir nos próximos fins de semana, especialmente em cidades de médio porte onde a presença do governo federal é considerada menos intensa. O calendário dependerá da adesão popular e de temas que ganhem relevância no noticiário político nacional.
O movimento no interior paulista reforça a capilaridade da oposição ao Planalto e ao STF além das capitais. Sem avanços concretos até agora na agenda de impeachment, os manifestantes apostam na mobilização de base para pressionar deputados e senadores. Em 2025, o equilíbrio entre instituições e a liberdade de expressão seguirá no centro do debate público, sustentado por atos como o deste domingo.

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