O pastor Silas Malafaia comandou parte central da manifestação realizada neste domingo, 3 de março, na Avenida Paulista, em São Paulo. Logo no início da fala, o líder evangélico solicitou um minuto de silêncio em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, impedido de deixar Brasília por determinação do ministro Alexandre de Moraes, e também aos brasileiros presos ou exilados após os inquéritos sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023.
Minuto de silêncio e críticas ao STF
O pedido de Malafaia foi atendido por milhares de manifestantes que lotavam a via. Após o silêncio, o pastor voltou a atacar o que considera perseguição judicial contra Bolsonaro e seus apoiadores. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal conduz processos sem possibilidade de recurso, retirando o direito de defesa plena.
Malafaia lembrou que o ex-chefe do Executivo não foi autorizado a comparecer ao ato, fator que, na visão dele, reforça a narrativa de cerceamento político. Citou ainda “centenas de cidadãos” presos ou punidos de forma preventiva desde janeiro de 2023, classificando as medidas como desproporcionais.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Alvo na imprensa e comparação com a esquerda
Parte significativa do discurso foi direcionada à cobertura midiática. O pastor condenou veículos que chamaram o deputado Eduardo Bolsonaro de “traidor” após o parlamentar relatar a congressistas norte-americanos suposta violação de direitos fundamentais no Brasil. Para Malafaia, recorrer a instâncias internacionais não configura delito quando se trata de denunciar abuso de autoridade.
Nesse ponto, ele listou precedentes da esquerda. Recordou a petição apresentada por Lula ao Comitê de Direitos Humanos da ONU em 2016, na qual o então ex-presidente denunciou o então juiz Sérgio Moro. Mencionou, em seguida, viagem do advogado Cristiano Zanin à Europa em 2017, ocasião em que o atual ministro do STF criticou publicamente a Justiça brasileira por suposta perseguição ao petista. O pastor citou ainda que, em 2018, a CUT e a ex-presidente Dilma Rousseff apresentaram queixas semelhantes em organismos externos.
De acordo com Malafaia, quando líderes de esquerda apelam a instituições estrangeiras, a imprensa descreve a iniciativa como “exercício legítimo de defesa”. Já quando políticos conservadores fazem o mesmo, seriam acusados de tentar “deslegitimar as instituições”. Para ele, trata-se de “hipocrisia escancarada”.
Bolsonaro no centro e recado à direita
O pastor rejeitou a ideia de que o campo conservador deva procurar outro nome para liderar futuras disputas eleitorais. “Bolsonaro é insubstituível”, afirmou, recebendo aplausos. Ele sustenta que o ex-presidente representa bandeiras consolidadas, como liberdade econômica, defesa da família e soberania nacional, e que nenhum outro quadro concentrou força eleitoral comparável dentro da direita.
Malafaia argumentou que o eleitorado conservador não aceita imposições de partidos ou cálculos de cúpula. “Quem decide é o povo nas ruas”, declarou. Para reforçar o ponto, citou a multidão presente na Paulista como prova de capital político que, segundo ele, permanece intacto apesar de investigações em curso.
Ausência de Tarcísio questionada
Ao ser indagado sobre a ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pastor respondeu de forma direta: “Tem que perguntar para ele”. Segundo informações divulgadas pela assessoria do governo paulista, Tarcísio realizou exames médicos naquele dia. Malafaia minimizou o procedimento e reforçou que “não se tratou de cirurgia ou urgência grave”.
O líder religioso insinuou que o governador perdeu uma oportunidade simbólica de demonstrar unidade ao eleitorado que o elegeu com apoio decisivo de Bolsonaro. Em tono crítico, observou que “unidades políticas se constroem com presença, não com notas oficiais”.
Outros discursos e homenagem a J. R. Guzzo
A manifestação recebeu ainda a participação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entre outros dirigentes partidários e parlamentares. A cobertura foi transmitida ao vivo em diversos canais conservadores, com destaque para a revista Oeste.
Durante a transmissão, jornalistas dedicaram o evento à memória de J. R. Guzzo, falecido no sábado, 2 de março, aos 82 anos, vítima de infarto. O corpo do articulista foi sepultado na manhã de domingo no Cemitério Congonhas, zona sul de São Paulo. Guzzo era referência editorial para veículos alinhados a pautas liberais na economia e conservadoras nos costumes.
Encerrado o discurso, Malafaia conclamou os presentes a manter mobilização “dentro da lei e da Constituição”, mas sem recuar diante de “ameaças que pretendem calar a oposição”. A multidão respondeu cantando o hino nacional e empunhando bandeiras do Brasil, reforçando o clima de apoio ao ex-presidente e crítica ao atual cenário político-judicial.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!