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Lula aciona Brics e tenta resposta conjunta às tarifas de Trump

Política

Brasília, 6 de março — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que iniciará, ainda nesta semana, uma rodada de contatos telefônicos com chefes de Estado do Brics para avaliar uma reação coordenada às novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Contato prioritário com Índia e China

Em entrevista concedida à agência Reuters, Lula detalhou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, serão os primeiros a receber suas ligações. O objetivo declarado é “construir uma posição unificada entre países emergentes” diante do aumento tarifário anunciado pela Casa Branca.

Segundo o presidente, a intenção é compreender “como cada nação está inserida na situação” e decidir em conjunto qual medida adotar. Ele destacou que o Brics reúne dez integrantes do G-20, reforçando o peso econômico do bloco. Além de Brasil, China e Índia, o grupo inclui África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Rússia.

Lula antecipou que conversará com Modi nesta quinta-feira, 7, e que prepara uma missão empresarial à Índia nos próximos meses. A agenda deve priorizar a expansão de mercados e a assinatura de novos acordos comerciais.

Tarifa adicional eleva tensão comercial

A partir desta quarta-feira entrou em vigor uma tarifa extra de 40% sobre produtos brasileiros, acrescida à alíquota recíproca de 10%, totalizando 50% de imposto na entrada de determinadas mercadorias nos Estados Unidos. A administração americana, contudo, manteve fora da sobretaxa 694 itens, incluindo aeronaves da Embraer, suco de laranja e petróleo.

O aumento tarifário foi classificado pelo governo brasileiro como “ação abusiva”. Para o Palácio do Planalto, a medida pode afetar setores exportadores estratégicos. Ainda assim, Lula afirmou que pretende convidar pessoalmente o presidente norte-americano Donald Trump para a COP-30, programada para novembro de 2025 em Belém (PA). “Ele não pode ficar de fora”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

Ampliação de diálogos e foco em interesses econômicos

Lula ressaltou que suas iniciativas internacionais não seguem orientação ideológica, mas buscam vantagens comerciais concretas. Ao mencionar conversas com lideranças de diferentes correntes políticas, o presidente argumentou que o critério central é o benefício econômico mútuo.

A nova ofensiva diplomática ocorre em meio a uma reaproximação com nações asiáticas e a crescente tensão comercial com Washington. Em relação à Índia, o governo brasileiro avalia ampliar exportação de proteína animal, produtos agrícolas e biocombustíveis. Com a China, a pauta envolve investimentos em infraestrutura, energia e indústria de semicondutores.

Estratégia conjunta no Brics

Até o momento, não há definição sobre qual instrumento de retaliação ou negociação será adotado pelo bloco. Possibilidades incluem revisão de acordos tarifários, apresentação de queixas na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou adoção de medidas compensatórias em setores específicos.

Os países do Brics respondem por parcela significativa do comércio global de commodities e manufaturados. No caso brasileiro, a parceria com China e Índia representa fatia relevante das exportações de soja, petróleo, açúcar e carnes. Qualquer reação conjunta terá impacto direto nas cadeias produtivas de alimentos, energia e tecnologia.

Agenda imediata

Além dos telefonemas a Modi e Xi, o Itamaraty deve encaminhar, nos próximos dias, comunicados formais aos demais membros do bloco para alinhar posições. A data para eventual reunião virtual ou presencial ainda não foi divulgada.

Internamente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços elabora estudo sobre os produtos mais afetados pela sobretaxa norte-americana. O levantamento servirá de base para o governo estabelecer prioridades na discussão com os parceiros do Brics.

Setores de mercado atentos

No mercado financeiro, investidores acompanham os desdobramentos. Analistas avaliam que o impacto da tarifa de 50% sobre itens brasileiros pode pressionar segmentos como aço, alumínio e têxteis. Por outro lado, a exclusão de aviões, suco de laranja e petróleo trouxe alívio parcial a empresas desses setores.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, economistas projetam crescimento em ritmo moderado até o fim do ano, cenário que tende a influenciar o debate sobre tarifas. Relatórios de pedidos semanais de auxílio-desemprego, previstos para quinta-feira, também estão no radar de investidores.

Ao acionar o Brics, Lula busca demonstrar unidade dos emergentes frente a medidas consideradas danosas aos seus mercados. O desenrolar das negociações nas próximas semanas indicará se haverá efetivamente uma resposta coletiva ou se cada país seguirá estratégia própria ao lidar com o tarifaço de Washington.

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