Torcedor declarado do Corinthians, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expôs sua insatisfação com o desempenho do clube durante entrevista concedida nesta terça-feira (30) à rádio BandNews. Após a derrota por 2 a 1 para o Juventude, em Caxias do Sul, o chefe do Executivo questionou o rumo da equipe e classificou a situação como “baderna”.
Críticas diretas ao desempenho
No Campeonato Brasileiro, o Corinthians ocupa a 13ª posição, com 22 pontos em 19 partidas. Lula citou o comentarista e ex-jogador Neto para contextualizar o desabafo: “Neto, me ajude a entender. Sou corintiano desde 1954 […]. Não posso acreditar como o Corinthians chegou na baderna que virou”.
O presidente reforçou a sequência de resultados negativos: eliminação na pré-Libertadores para o Barcelona de Guayaquil, queda ainda na fase de grupos da Copa Sul-Americana e campanha irregular no Brasileirão. “Perdemos mais de dez pontos dentro do nosso estádio”, apontou, ressaltando que, dos dez jogos disputados na Neo Química Arena até aqui, apenas um terminou em vitória.
Sob o comando do técnico Dorival Júnior, a equipe paulista soma cinco vitórias, sete empates e sete derrotas no Nacional, desempenho que representa aproveitamento de 38%. Esses números motivaram novas críticas de Lula: “Não é possível. Os jogadores ganhando um salário razoável. O que está acontecendo?”.
Cobrança ao elenco e elogio à torcida
O dirigente apontou diretamente para o grupo de atletas, cobrando comprometimento: “Gostaria de uma explicação para a torcida mais sofrida desse país”. Em seguida, exaltou a Fiel: “Acho que o Corinthians tem a melhor torcida do mundo, mas ela precisa de um pouco de conforto. E o conforto é o time ganhar”.
Ao lamentar a derrota para o Juventude, Lula mencionou nomes históricos do clube: “Dizem que o time está desfalcado. Está desfalcado de você (Neto), do Sócrates, do Casagrande, do Zenon, do Rincón”. Em tom enfático, concluiu que a solução passa por reformulação: “Vamos esquecer esses grandes craques e contratar gente que jogue”.
Contexto dos resultados recentes
O revés em Caxias do Sul ampliou a sequência de instabilidade alvinegra. O time sofreu o primeiro gol aos 13 minutos do primeiro tempo, empatou ainda na etapa inicial, mas viu o Juventude definir o placar na metade final da partida. Com o resultado, o Corinthians permaneceu estacionado nos 22 pontos, número que mantém o clube mais próximo da zona de rebaixamento do que do grupo de classificação às competições continentais de 2025.
As eliminações precoces em torneios internacionais também reforçam o clima de pressão no Parque São Jorge. Na pré-Libertadores, o clube foi superado nos pênaltis pelo Barcelona-EQU e, na Copa Sul-Americana, encerrou a participação na terceira colocação do grupo, atrás de Argentinos Juniors e Racing-URU.
Repercussão interna e próximos desafios
Diante das críticas públicas de seu torcedor mais influente, a diretoria corintiana evita manifestações oficiais, mas reconhece que o momento exige resposta rápida em campo. O elenco retorna a São Paulo para iniciar preparação visando à próxima rodada do Brasileirão.


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O Corinthians terá pela frente confrontos diretos na parte intermediária da tabela. Um resultado positivo pode aliviar a pressão, enquanto novo tropeço tende a intensificar cobranças de torcedores e conselheiros. A temporada 2024 caminha para a fase decisiva, e a diferença para a zona de rebaixamento é de apenas cinco pontos.
Embora a entrevista de Lula tenha ocorrido em tom de torcedor, as declarações ganharam repercussão nacional pela eloquência e pela posição do autor. As afirmações do presidente reforçam o sentimento de urgência que já permeia o ambiente alvinegro.
Panorama financeiro e elenco
Além do desempenho esportivo, o Corinthians enfrenta limitações orçamentárias. A folha salarial do futebol, embora considerada alta, pouco se converteu em resultados. O presidente corintiano Augusto Melo pretende enxugar custos e busca oportunidades de mercado para reforçar o plantel sem comprometer ainda mais as finanças.
Dirigentes trabalham com duas frentes: liberar atletas que não renderam o esperado e integrar jovens formados na base. A ideia é renovar o elenco mantendo competitividade para evitar riscos maiores no Brasileiro.
A fala de Lula sobre a ausência dos craques do passado ilustra a distância entre o presente e a memória de conquistas recentes, como a Libertadores e o Mundial de 2012. O desafio, contudo, permanece: transformar o protesto verbal em estímulo para que jogadores e comissão técnica revertam a má fase.
Enquanto isso, a torcida prepara nova mobilização na Neo Química Arena. A expectativa é de arquibancadas cheias e pressão contínua por resultados. Para a Fiel, vitória é obrigação; para o elenco, oportunidade de responder a críticas que agora ecoam também do Palácio do Planalto.

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