BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou em entrevista que confia na reversão das sanções recentemente impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O magistrado aponta divergências internas em órgãos norte-americanos e escolheu aguardar a via diplomática antes de acionar a Justiça norte-americana.
Sanções geram tensão bilateral
Na última semana, a Casa Branca anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e bloqueios financeiros contra Moraes, depois que o ministro intensificou medidas restritivas a Jair Bolsonaro às vésperas do julgamento por suposta tentativa de golpe em 2022. Trump classificou o processo no STF como “caça às bruxas” e exigiu seu arquivamento.
A reação norte-americana preocupou o mercado financeiro no Brasil: ações de bancos recuaram diante do risco de penalidades secundárias ligadas ao magistrado. Mesmo assim, Moraes manteve o roteiro habitual, que inclui sessões no tribunal pela manhã, treinos de boxe e leitura de “Liderança”, obra de Henry Kissinger.
Confiança na diplomacia de Brasília
Segundo o ministro, a decisão de não ingressar de imediato com ação nos Estados Unidos foi deliberada. “Eu aguardo a questão diplomática entre Brasil e Estados Unidos”, disse. Para ele, a interlocução oficial bastará para desfazer o bloqueio. “Não encontrei professor ou advogado, brasileiro ou norte-americano, que considere as sanções juridicamente sustentáveis.”
Moraes diz que informações detalhadas sobre os processos em curso no STF estão sendo encaminhadas a Washington. “A hora que esses dados chegarem, acredito que o próprio Poder Executivo norte-americano vai reverter.”
Divergências internas em Washington
O ministro relata ter conhecimento de resistências no Departamento de Estado e no Tesouro. “Houve relutância na Secretaria de Estado e uma grande relutância na Secretaria do Tesouro”, afirmou, sem detalhar as fontes. Um funcionário do Departamento de Estado ouvido pela agência Reuters confirmou oposição interna, chamando a punição de “legalmente inapropriada”.
Apesar dessa avaliação, o Tesouro divulgou nota dura: “Alexandre de Moraes cometeu graves abusos contra os direitos humanos. Em vez de inventar fantasias, deveria cessar detenções arbitrárias e processos com motivação política”, disse porta-voz do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
Pressões políticas e investigações
Moraes atribui o desgaste externo a uma ofensiva de aliados de Bolsonaro. Entre eles, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por suposta busca de interferência de Trump no processo contra o pai. No Supremo, o ministro acumula casos sensíveis: determinou prisões de manifestantes do 8 de Janeiro, proibiu Bolsonaro de disputar eleições e travou embate público com Elon Musk sobre redes sociais.


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Imagem: Internet
Mercado monitora possível escalada
Investidores observam com cautela a possibilidade de novas retaliações comerciais. Contudo, interlocutores diplomáticos em Brasília avaliam que a Casa Branca pode rever a medida sem desgastar a relação comercial bilateral, caso prevaleça a corrente no Departamento de Estado contrária às penalidades individuais.
Caminhos legais ainda na mesa
Mesmo apostando na diplomacia, Moraes mantém a opção de contestar as sanções nos tribunais dos Estados Unidos. Advogados que o assessoram consideram a Lei Magnitsky — fundamento utilizado por Trump — inaplicável ao caso do ministro brasileiro.
O impasse coloca à prova a relação entre os dois países e expõe divergências sobre liberdade de expressão, devido processo legal e separação de Poderes. Até o momento, o Departamento de Estado não comentou publicamente as declarações de Moraes.
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Em resumo, Alexandre de Moraes aposta no diálogo diplomático para derrubar as sanções impostas por Donald Trump, amparado em sinais de resistência interna no governo norte-americano. Continue acompanhando nossas publicações e receba alertas em tempo real para não perder nenhum detalhe desse embate internacional.

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