Brasília, 22 de agosto de 2025 – Em entrevista recente à agência Reuters, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revelou que sua leitura preferida no momento é “Liderança: Seis estudos sobre estratégia”, livro do diplomata norte-americano Henry Kissinger. A declaração reacendeu o interesse sobre o conteúdo da obra e sobre a forma como o magistrado interpreta os exemplos de liderança ali descritos.
Obra reúne estratégias de seis líderes do século 20
Publicada originalmente em 2022, a obra de Kissinger examina a atuação de seis figuras centrais da política internacional no pós-guerra: Konrad Adenauer (Alemanha), Charles de Gaulle (França), Richard Nixon (Estados Unidos), Anwar Sadat (Egito), Lee Kuan Yew (Singapura) e Margaret Thatcher (Reino Unido). Cada capítulo detalha os desafios enfrentados por esses governantes e agrupa suas condutas em seis linhas estratégicas:
• estratégia da humildade
• estratégia do equilíbrio
• estratégia da transcendência
• estratégia da excelência
• estratégia da vontade
• estratégia da convicção
Segundo Kissinger, esses perfis ajudam a compreender como diferentes líderes responderam a crises internas e externas, redesenhando o ambiente político em seus países. Os casos de Charles de Gaulle e Margaret Thatcher, em especial, ganharam destaque no debate brasileiro após a entrevista de Alexandre de Moraes.
Charles de Gaulle e a “estratégia da vontade”
Na leitura do ex-secretário de Estado norte-americano, de Gaulle simboliza a “estratégia da vontade”. Isolado em Londres durante a Segunda Guerra Mundial, o militar francês conduziu a Resistência com o objetivo declarado de restaurar a soberania e a dignidade nacionais. A obra relata que o general mantinha determinação firme, mas compensava a escassez de meios com flexibilidade tática, negociando com aliados e adaptando rotas para garantir a libertação da França.
Kissinger observa que a força de vontade de de Gaulle funcionava como principal ativo político, mas só obteve sucesso graças a ajustes contínuos na forma de ação. O contraste entre convicção inabalável e pragmatismo operacional é apontado como fator decisivo para a consolidação da Quinta República em 1958.
Margaret Thatcher e a “estratégia da convicção”
Outro trecho destacado é o dedicado a Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990. Kissinger descreve a líder conservadora como exemplo da “estratégia da convicção”, caracterizada pela aplicação rigorosa de princípios ideológicos — no caso, o liberalismo econômico. Thatcher enfrentou forte oposição ao implementar cortes de gastos, privatizações e medidas de enfrentamento à inflação.
Em discurso na Câmara dos Comuns em 1990, quando se discutia a integração europeia, Thatcher reagiu às propostas de ampliar os poderes do Parlamento Europeu com a expressão “No, no, no”. A frase se tornou um marco de sua postura inflexível e, segundo o autor, contribuiu para o desgaste interno que levou à sua saída do cargo no mesmo ano.


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Imagem: criada utilizando Grok
Declarações de Moraes sobre democracia e sanções
Além da referência ao livro de Kissinger, Alexandre de Moraes voltou a reiterar, em entrevista ao Washington Post, que “não recuará um milímetro” no que considera ser seu dever de proteger a democracia brasileira de tentativas de ruptura institucional. O ministro afirmou ver suas decisões como uma “vacina” contra o que chamou de histórico de golpismos no país.
No mesmo diálogo, Moraes disse esperar que os Estados Unidos revejam as sanções anunciadas recentemente contra autoridades brasileiras. Ele não detalhou quais medidas seriam reconsideradas, mas ressaltou confiar na revisão do governo norte-americano.
Repercussão no meio político
A preferência literária do ministro e suas declarações sobre a defesa da democracia ganharam atenção no Congresso e em setores do governo. Parlamentares favoráveis às ações do STF destacaram que a leitura de Kissinger reforça a necessidade de líderes firmes em momentos de crise. Já oposicionistas apontaram para o risco de rigidez excessiva, lembrando o desfecho do governo Thatcher descrito na obra.
Analistas consultados por veículos de imprensa lembram que, no livro, Kissinger enfatiza a importância de alinhar convicção a mecanismos de negociação, a fim de evitar isolamento político. Embora o debate siga aberto, a menção direta de Moraes ao trabalho do ex-secretário de Estado colocou novamente em pauta a forma como autoridades brasileiras interpretam modelos de liderança estrangeiros.
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Em síntese, a escolha de “Liderança” como leitura de cabeceira e as falas recentes do ministro revelam o interesse em exemplos históricos de determinação, mas também ampliam o escrutínio sobre o equilíbrio entre firmeza e flexibilidade no exercício do poder. Continue acompanhando nossas publicações e receba atualizações diárias sobre política, economia e tecnologia.

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