Brasília, 19 mar. 2025 — A defesa de Débora dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, confirmou nesta terça-feira que não restam mais recursos a serem interpostos no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a condenação de 14 anos imposta pela 1ª Turma da Corte pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A cabeleireira paulista foi acusada de ter escrito a frase “perdeu, mané” na Estátua da Justiça utilizando batom durante a invasão às sedes dos Três Poderes.
Embargos rejeitados e situação processual
O ministro Alexandre de Moraes rejeitou os embargos infringentes apresentados pelos advogados Hélio Júnior e Taniéli Telles, esgotando as possibilidades de reversão da sentença dentro do STF. Apenas o ministro Luiz Fux votou contra a pena de 14 anos aplicada à ré; os demais integrantes da 1ª Turma mantiveram a condenação por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e associação criminosa.
Com a decisão, o processo transita em julgado na Suprema Corte. A defesa informou, em nota enviada à imprensa, que concentrou os esforços na solicitação de progressão de regime, já encaminhada ao relator. Segundo os advogados, Débora preenche requisitos objetivos, como tempo mínimo de cumprimento da pena e bom comportamento carcerário, para migrar do regime fechado ao semiaberto.
Repercussão política e familiar
Desde a prisão em 2023, o caso desperta atenção de parlamentares da oposição e de entidades ligadas à defesa de direitos individuais. Deputados federais como Gustavo Gayer (PL-GO) e Bia Kicis (PL-DF) compartilharam nas redes sociais o apelo gravado pelos dois filhos da ré, de 6 e 9 anos, pedindo a libertação da mãe.
Casada com o pintor Nilton Cesar, Débora frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia antes de ser detida. Integrantes da comunidade religiosa também lançaram campanhas de oração e arrecadação de fundos para auxiliar a família, que vive em Paulínia, interior de São Paulo. O marido assumiu sozinho a criação das crianças e, de acordo com relatos, enfrenta dificuldades financeiras após a condenação.
Próximos passos e debate jurídico
Com a fase recursal encerrada, caberá ao juízo responsável pela execução penal analisar a progressão de regime. A defesa sustenta que, apesar da tipificação grave acolhida pelo STF, a conduta atribuída à ré não envolveu violência física nem ameaça direta a pessoas. Para os advogados, a pena seria desproporcional, argumento que poderá ser retomado em futuros pedidos de indulto ou comutação.
O caso de Débora soma-se a outros processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro, nos quais o Supremo determinou penas superiores a dez anos para acusados de vandalismo ou invasão de prédio público. Parlamentares alinhados à oposição apontam que as condenações indicam rigor inédito e lançam questionamentos sobre a dosimetria aplicada.
Do lado do Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República defende a manutenção das sentenças, argumentando que os réus atentaram contra a ordem constitucional e a integridade dos Três Poderes, o que justificaria punições exemplares. A Corte, até o momento, tem acompanhado essa posição.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Imagem: Reprodução
Contexto dos embargos infringentes
Os embargos infringentes são instrumento previsto para decisões não unânimes no STF, permitindo novo julgamento quando a divergência ocorre na condenação ou na fixação da pena. No caso de Débora, o voto minoritário de Luiz Fux não foi suficiente para reverter a maioria formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, que mantiveram os 14 anos de reclusão.
Após a rejeição, os advogados reiteraram em nota que “seguirão lutando incansavelmente pela justiça e pela dignidade” da cliente. A equipe jurídica não descarta levar o caso a organismos internacionais, medida já cogitada por defensores de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O desfecho no STF reacende o debate sobre o alcance do poder punitivo estatal e a proteção de garantias fundamentais. Para juristas ligados a entidades conservadoras, a discussão sobre proporcionalidade penal permanece aberta, especialmente em episódios que não resultaram em feridos ou mortes, como o de Débora.
Para acompanhar a evolução de processos semelhantes e os desdobramentos políticos em Brasília, o leitor pode acessar a seção de política do site Geral de Notícias, atualizada diariamente com análises e fatos verificados.
Em síntese, a cabeleireira paulista esgotou as instâncias recursais no STF e aguarda, agora, a decisão sobre eventual progressão para o regime semiaberto. A defesa mantém esperança em medidas de execução penal e estuda alternativas em tribunais internacionais. Continue acompanhando as atualizações e compartilhe esta matéria para ampliar o debate sobre direitos individuais e proporcionalidade de penas no Brasil.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!