Levantamento da Genial/Quaest, divulgado em 25 de agosto, aponta que a sociedade brasileira continua dividida a respeito da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora 55% dos entrevistados considerem a medida “justa”, uma parcela expressiva, de 39%, avalia a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “injusta”. Outros 6% não souberam ou não quiseram responder.
Contexto da decisão e perfil dos entrevistados
A prisão domiciliar foi determinada em 4 de agosto, após o STF avaliar que Bolsonaro descumpriu restrições referentes ao uso de redes sociais e participação em eventos públicos. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre 13 e 17 de agosto, período anterior à conclusão da Polícia Federal que indicou mais de 300 compartilhamentos de vídeos pelo ex-presidente no WhatsApp.
O estudo apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e confirma ampla atenção pública ao caso: 84% afirmaram estar cientes da detenção domiciliar, e 86% disseram saber que o ex-presidente será julgado pelo STF, com início previsto para 2 de setembro.
Motivação do vídeo e percepção de provocação
Questionados sobre a participação de Bolsonaro em uma chamada de vídeo com apoiadores no dia 3 de agosto — data de atos em seu favor — 57% dos entrevistados enxergam a iniciativa como provocação direta ao ministro Alexandre de Moraes. Já 30% acreditam que o ex-presidente apenas não compreendeu integralmente as regras impostas. Outros 13% não opinaram.
Grupos que apoiam e rejeitam a prisão
A sondagem evidencia clivagens políticas e sociais:
Maior apoio à prisão domiciliar
- Eleitores de Lula no 2º turno de 2022: 84%
- Moradores do Nordeste: 65%
- Pessoas com renda de até 2 salários mínimos: 62%
- Católicos: 62%
- Jovens de 16 a 34 anos: 59%
- Mulheres: 58%
- Indivíduos com até ensino fundamental: 56%
Maior rejeição à medida
- Eleitores de Bolsonaro no 2º turno de 2022: 83%
- Evangélicos: 57%
- Declaradamente bolsonaristas: 87%
Percepção sobre tentativa de golpe e julgamento no STF
Segundo a Genial/Quaest, 52% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro participou de um plano para tentativa de golpe, variação de três pontos em relação aos 49% registrados em março. A parcela que discorda não foi detalhada no recorte divulgado. O julgamento no Supremo desperta atenção elevada: 86% sabem que o ex-presidente será apreciado pela Corte, número consideravelmente maior que os 73% medidos cinco meses antes.


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Imagem: Internet
Repercussão política e próximos passos
O ministro Alexandre de Moraes recebeu, na última sexta-feira, argumentos formais da defesa de Bolsonaro. Caberá ao magistrado decidir se mantém ou amplia as atuais medidas cautelares. Nos bastidores, parlamentares da base governista e da oposição observam com cautela o possível impacto sobre o calendário eleitoral de 2024, considerando que a elegibilidade do ex-presidente segue em discussão no Tribunal Superior Eleitoral.
Enquanto isso, as redes de apoio a Bolsonaro mantêm mobilização. De acordo com a Polícia Federal, em 3 de agosto o ex-presidente encaminhou vídeos promovendo as manifestações e criticando a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. A conduta integra o inquérito que apura violação das restrições judiciais.
Divisão persistente e pressão institucional
O quadro traçado pela Genial/Quaest evidencia uma divisão consistente. Mesmo com maioria favorável à prisão domiciliar, quase quatro em cada dez brasileiros veem a medida como injusta, índice que reforça a tensão institucional. Diante do início do julgamento no STF, a opinião pública tende a acompanhar de perto cada posicionamento do ministro Alexandre de Moraes e dos demais membros da Corte.
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Resumo: a pesquisa Genial/Quaest confirma apoio de 55% à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas destaca oposição significativa de 39% e percepção majoritária de provocação ao STF. Siga-nos para mais atualizações e participe deixando seu comentário sobre a decisão do Supremo.

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