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Milei corta gastos e recoloca Argentina na rota de crescimento, mostra balanço

Política

A Argentina voltou a surpreender os analistas internacionais ao apresentar sinais concretos de recuperação econômica menos de dois anos após a posse de Javier Milei. O libertário, eleito em dezembro de 2023 com a promessa de enxugar o Estado e devolver protagonismo ao setor privado, promoveu cortes drásticos de despesas públicas e reverteu políticas intervencionistas adotadas nas últimas sete décadas. Os primeiros resultados, divulgados por organismos multilaterais e acompanhados de indicadores internos, apontam queda da inflação, superávit fiscal inédito e projeção de crescimento superior a 5% em 2025.

Do auge à decadência: sete décadas de populismo

No início do século XX, a Argentina era referência de prosperidade, detendo renda per capita comparável à de Estados Unidos, Canadá e Austrália. Essa trajetória positiva começou a mudar em 1946, com a chegada do militar Juan Domingo Perón à Casa Rosada. O peronismo, de viés estatizante e favorável ao controle estatal da economia, passou a marcar presença constante no poder, seja diretamente, seja por meio de herdeiros políticos. Entre as medidas que minaram a competitividade nacional, destacam-se estatizações, protecionismo, calotes de dívida externa, controle cambial e expansão desenfreada da máquina pública.

Mesmo administrações consideradas mais moderadas, como a de Maurício Macri (2015-2019), não romperam de forma decisiva com essa herança. Macri reabriu parcialmente o mercado de câmbio e buscou diálogo com credores, mas manteve subsídios, não enfrentou privilégios sindicais e adiou reformas estruturais. O déficit persistiu, a inflação subiu e a dívida ficou sem lastro. Com Alberto Fernández (2019-2023), o desequilíbrio fiscal se agravou, culminando em inflação de 211% em 2023 e pobreza acima de 50%.

O choque liberal de Javier Milei

Assumindo em janeiro de 2024, Milei optou por um ajuste rápido. Seu plano baseou-se em três eixos: liberdade econômica plena, drástica redução do Estado e reaproximação com economias abertas. No primeiro semestre de governo, o presidente cortou 35% dos gastos federais, o equivalente a quase 6% do PIB. A contenção incluiu eliminação de ministérios, revisão de subsídios e congelamento de contratações. O resultado foi superávit fiscal consecutivo, algo inédito no país neste século.

Paralelamente, o governo encerrou o déficit de reservas do Banco Central, melhorando a percepção de risco. O chamado “risco-país” atingiu o menor patamar em cinco anos, abrindo espaço para retorno de capitais estrangeiros. A paridade cambial foi flexibilizada e as primeiras concessões para investimentos privados em infraestrutura foram lançadas.

As mudanças provocaram resistência de sindicatos e partidos de esquerda, que organizaram greves gerais. Ainda assim, a administração manteve o cronograma de reformas, incluindo projetos que facilitam contratações, reduzem burocracias e desregulamentam tarifas no comércio exterior.

Impacto social e projeções

O ajuste inicial aumentou a pobreza de forma momentânea, reflexo da retração de 3,4% do PIB em 2024. No entanto, a inflação começou a desacelerar, e o governo projeta índice inferior a 30% ao término de 2025. Instituições como Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial estimam expansão econômica superior a 5% no mesmo período, a maior da América Latina segundo relatórios preliminares.

Milei sustenta que a queda consistente dos preços será o principal antídoto contra a pobreza. Para sustentar o ciclo virtuoso, o Executivo pretende avançar na privatização de empresas deficitárias e simplificar o sistema tributário, hoje considerado um dos mais onerosos do planeta.

Confiança externa em alta

A retomada das reservas internacionais impulsionou a credibilidade argentina nos mercados. Investidores voltaram a considerar o país para projetos de energia, agronegócio e mineração de lítio. O Ministério da Economia negocia novos acordos de cooperação com Estados Unidos e União Europeia, abrindo portas para financiamentos em infraestrutura logística, setor vital para um território de 2,7 milhões de quilômetros quadrados.

Mesmo ainda distante dos dias em que figurava entre as nações mais prósperas do Ocidente, a Argentina demonstra que reversões de trajetória são possíveis quando o discurso liberal se converte em ações concretas. Analistas observam que a consolidação dependerá da manutenção do superávit e da disciplina no combate aos privilégios corporativos.

Para acompanhar outras análises sobre o cenário político latino-americano, visite a seção dedicada em nosso portal de Política.

Em síntese, o plano de choque de Javier Milei colocou a Argentina novamente no radar dos investidores ao priorizar responsabilidade fiscal, abertura comercial e fortalecimento da iniciativa privada. Se o ritmo for mantido, o país poderá registrar a primeira década de crescimento sustentado desde os anos 1940. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate sobre reformas liberais no continente.

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