geraldenoticias 1756046101

Aliança de governadores de direita expõe divisão no clã Bolsonaro para 2026

Política

A formação de um acordo entre governadores alinhados à direita para as eleições presidenciais de 2026 ganhou força após declaração do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Segundo ele, há entendimento para que cada liderança dispute o primeiro turno de maneira independente, com compromisso de união no segundo turno em torno do nome conservador que avançar.

Estratégia: múltiplas candidaturas no primeiro turno

Caiado descreveu a ideia como uma forma de somar forças contra a esquerda, evitando ataques internos e concentrando críticas no campo adversário. O desenho inclui ao menos três nomes com base eleitoral relevante: Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais; Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; e Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná. Todos participariam da primeira fase da disputa, mas assumiriam o compromisso público de apoiar o candidato de direita que chegar ao segundo turno.

O plano prevê que cada pré-candidato use sua estrutura estadual para ampliar o alcance de propostas alinhadas ao liberalismo econômico e ao conservadorismo nos costumes, reforçando a presença da direita em diferentes regiões. A articulação também busca reduzir a dependência de uma única liderança e mostrar capilaridade política em todo o país.

Impacto sobre a família Bolsonaro

Apesar da convergência entre os governadores, o entendimento esbarra em divergências dentro do próprio clã Bolsonaro. Áudios recentes atribuídos ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) indicam resistência do parlamentar à entrada de Tarcísio de Freitas na corrida presidencial. Segundo o conteúdo vazado, Eduardo demonstra preocupação com a possibilidade de dispersão de votos e chega a criticar, de maneira contundente, o governador paulista e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No núcleo familiar, a discussão inclui a hipótese de lançamento de um candidato com o sobrenome Bolsonaro. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge como alternativa juridicamente viável, uma vez que o ex-chefe do Executivo permanece inelegível. A simples possibilidade de uma candidatura de sangue Bolsonaro poderia inviabilizar qualquer acordo prévio costurado por Caiado e demais governadores.

Assessores próximos ressaltam que a decisão final sobre participação da família ocorrerá mais perto das convenções, mas admitem que a ausência de um Bolsonaro na disputa reduziria o engajamento de parte do eleitorado conservador. Por outro lado, estrategistas temem que múltiplas candidaturas à direita atrapalhem a migração de votos no segundo turno, favorecendo a esquerda.

Temores de fragmentação

Interlocutores envolvidos nas conversas avaliam que a direita precisa repetir, em 2026, a estratégia de união que marcou o segundo turno de 2018. Eles reconhecem, contudo, que a pulverização de candidaturas pode se tornar um risco caso não exista compromisso firme de apoio mútuo. O próprio Caiado enfatiza que, sem ataques internos, o eleitor pode escolher livremente o perfil que considerar mais preparado, enquanto a soma de votos ficaria concentrada em um único campo ideológico na etapa final.

Do ponto de vista prático, o pacto demanda uma engenharia partidária complexa. Zema precisaria do aval do Novo, que historicamente adota candidatura própria; Tarcísio depende do Republicanos, legenda ligada a setores evangélicos; já Ratinho Júnior, filiado ao PSD, teria de convencer a sigla comandada por Gilberto Kassab, que costuma negociar espaços com diferentes espectros políticos. A habilidade de coordenar calendários e interesses regionais será determinante para viabilizar a aliança.

Próximos passos

Até o fim de 2024, os governadores pretendem intensificar encontros e aparições conjuntas para sinalizar coesão. A expectativa é formalizar o pacto antes de 2026, caso a família Bolsonaro decida não lançar candidatura própria. Se Flávio ou outro membro da família confirmar entrada na corrida, líderes estaduais apostam em negociação de última hora para evitar divisão irreversível.

No momento, o principal ponto de atenção permanece sendo o posicionamento de Jair Bolsonaro, que, mesmo inelegível, mantém influência sobre a base conservadora. Qualquer sinal emitido pelo ex-presidente terá peso decisivo na definição do quadro eleitoral.

Em síntese, o acordo costurado por Caiado evidencia o esforço da direita em ampliar suas opções para 2026, mas também escancara as dificuldades internas do grupo, sobretudo diante da incerteza sobre o papel da família Bolsonaro na próxima disputa presidencial.

Para acompanhar outras movimentações do cenário político nacional, visite a seção dedicada a Política e fique informado em tempo real.

Resumo: Governadores de direita articulam pacto para disputar o primeiro turno de 2026 de forma fragmentada, prometendo união no segundo turno. A iniciativa enfrenta resistência dentro do clã Bolsonaro, que ainda avalia lançar candidatura própria. Continue acompanhando as atualizações e compartilhe esta notícia com quem se interessa pelos rumos da próxima eleição presidencial.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *