O próximo domingo, 3 de agosto, marcará mais uma mobilização na Avenida Paulista. Sem o ex-presidente Jair Bolsonaro e sem o governador Tarcísio de Freitas, o ato organizado pelo pastor Silas Malafaia e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) concentrará as críticas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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Sanção americana reforça pauta contra o ministro
A manifestação ocorre poucos dias depois de o governo dos Estados Unidos enquadrar Moraes na Lei Magnitsky. A medida, anunciada na quarta-feira, 30 de julho, impede o magistrado de entrar em solo norte-americano e veda transações com instituições daquele país. O episódio foi comemorado nas redes por parlamentares e influenciadores alinhados à direita e acirrou o discurso em favor de responsabilização do ministro.
Em reação imediata, Nikolas revelou que protocolará um pedido de impeachment contra Moraes. O parlamentar participará de um ato em Belo Horizonte durante a manhã e deve desembarcar em São Paulo no início da tarde, quando estão previstos os discursos na Paulista. Já Malafaia, conhecido por rotular Moraes de “ditador de toga”, adiantou que repetirá as críticas no trio elétrico e promete “evidenciar violações de garantias constitucionais”.
Ausências, cirurgias e restrições judiciais
Bolsonaro, réu no STF em inquérito sobre tentativa de golpe, está impedido de sair de casa aos fins de semana desde 18 de julho, por decisão do próprio Moraes. A restrição impossibilita a presença do ex-presidente na Paulista ou em qualquer outro palanque neste domingo. Na ausência do principal líder, organizadores optaram por uma estratégia de pulverização: atos simultâneos em várias capitais, buscando engajamento regional em vez de concentração única.
Entre as ausências confirmadas está também o governador paulista Tarcísio de Freitas. Segundo sua assessoria, ele se submeterá a um procedimento cirúrgico na véspera e permanecerá em repouso. Malafaia antecipou que nenhum governador participará da manifestação da Paulista, mas admitiu que chefes de Executivos estaduais poderão aderir a eventos locais.
Mapa dos políticos alinhados
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), seguirá roteiro semelhante ao de Nikolas: ato pela manhã em seu estado e, à tarde, presença na Paulista. O líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), permanecerá em Porto Alegre; seu colega no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), discursará em Natal; e o senador Magno Malta (PL-ES) confirmará apoio no Espírito Santo. Todos devem reiterar críticas ao Supremo e defender anistia aos presos pelos eventos de 8 de janeiro.
Público menor, mas aposta em engajamento
Levantamento da Universidade de São Paulo registra queda no número de participantes das manifestações de Bolsonaro desde que ele deixou o Planalto. O primeiro ato, em 25 de fevereiro de 2023, reuniu cerca de 185 mil pessoas na capital paulista. O último, em 29 de junho deste ano, contou com 12,4 mil — redução de 93%. Apesar do recuo, organizadores acreditam que múltiplos eventos podem amplificar alcance nas redes e pressionar o Congresso a avaliar pedidos contra Moraes.
Principais reivindicações
O slogan “Justiça Já” guiará os discursos, sustentados em três eixos:
• Anistia aos detidos nos episódios de 8 de janeiro;
• Impeachment de Alexandre de Moraes;
• Respeito às liberdades de expressão e de manifestação, segundo os oradores.
Faixas em apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e críticas ao STF devem reaparecer, repetindo cenários vistos em protestos anteriores.
Logística e expectativa
A concentração está marcada para as 14h na altura do Museu de Arte de São Paulo (MASP). A Polícia Militar acompanha as tratativas de segurança e estima efetivo compatível com manifestações anteriores. De acordo com a organização, ônibus de várias regiões já foram confirmados, e a convocação segue intensa em aplicativos de mensagens.
Mesmo sem a figura de Bolsonaro no carro de som, aliados projetam que a recente sanção norte-americana a Moraes fornecerá combustível suficiente para manter a Paulista tomada por bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos.

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