Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstraram surpresa com a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de não comparecer ao ato em apoio ao ex-chefe do Executivo, agendado para este domingo na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação na capital paulista é considerada a mais simbólica do movimento, já que o próprio Bolsonaro permanece impedido de viajar devido a medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinam recolhimento domiciliar nos fins de semana.
Compromissos no Pará definem a agenda de Michelle
De acordo com a assessoria da ex-primeira-dama, Michelle cumpre, desde sábado, compromissos do PL Mulher em Marabá (PA) e já tem presença confirmada em ato programado para Belém. A equipe afirma que a escolha reflete uma estratégia de descentralização das manifestações, convocadas para ocorrer simultaneamente em todas as unidades da Federação. A nota enviada à imprensa ressalta o “carinho pelo povo do Norte” e a conveniência logística de permanecer no estado onde sua agenda partidária já estava organizada.
A ausência, porém, gerou desconforto entre parlamentares próximos ao ex-presidente. Nos bastidores, a expectativa era de que Michelle viajasse a São Paulo para reforçar a mobilização paulista, tida como vitrine nacional da base conservadora. Fontes ligadas à organização relatam que se buscava, com a presença de Michelle, compensar a restrição imposta a Bolsonaro e garantir maior visibilidade ao movimento.
Não é a primeira vez que a ex-primeira-dama deixa de participar de eventos de grande repercussão. Em março, Michelle não compareceu ao ato no Rio de Janeiro que pedia anistia para investigados pelos eventos do 8 de janeiro de 2023, justificando na ocasião recuperação de cirurgia estética.
Falta de governadores reforça cautela entre apoiadores
Além de Michelle, outros nomes de peso do espectro conservador optarão por não ir à Avenida Paulista. Os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR) não confirmaram presença. A ausência das lideranças estaduais intensifica receios de esvaziamento do ato, cenário que preocupa organizadores a poucos dias das manifestações.
O pastor Silas Malafaia, um dos responsáveis pela organização na capital paulista, evitou comentar antecipadamente a desistência de Michelle. Ao ser questionado, respondeu que a questão só seria tratada depois da manifestação. Internamente, contudo, articuladores esperavam contar com a ex-primeira-dama para atrair público e imprensa, compensando a restrição judicial que mantém Bolsonaro em Brasília.
Apesar das ausências, dirigentes do PL sustentam que a mobilização nacional se mantém robusta. A sigla aposta na capilaridade dos diretórios estaduais e no engajamento de vereadores, deputados e senadores para sustentar atos em várias capitais. A avaliação é de que a simultaneidade dos protestos dilui a obrigatoriedade de concentração em São Paulo e permite que cada região demonstre força política local.


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Imagem: Brenno Carvalho via oglobo.globo.com
Contexto das cautelares e impacto na agenda de Bolsonaro
Desde 18 de abril, Jair Bolsonaro está sujeito a medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. As restrições o impedem de deixar o Distrito Federal nos fins de semana e incluem fiscalização eletrônica sobre eventuais deslocamentos. Com o ex-presidente impedido de comparecer à Avenida Paulista, aliados acreditavam que a presença de Michelle conferiria legitimidade adicional ao ato.
Mesmo à distância, Bolsonaro deve enviar mensagem de vídeo para os simpatizantes na capital paulista. A fala deverá ressaltar os princípios defendidos pelo movimento e agradecer a participação dos presentes em todas as capitais. A estratégia é manter a mobilização coesa, reforçando a narrativa de perseguição judicial que a base bolsonarista denuncia desde a saída do ex-presidente do Planalto.
Enquanto isso, no Pará, Michelle deve focar na expansão do PL Mulher, segmento responsável por ampliar a participação feminina no partido. Aliados próximos defendem que o engajamento em Belém não prejudica a causa nacional e, ao contrário, sinaliza atenção a regiões historicamente menos visitadas por lideranças políticas.
A coordenação do partido avalia que, mesmo com as ausências, as manifestações deste domingo servirão para medir o grau de mobilização da direita em 2024, ano que antecede as eleições municipais. A expectativa interna é que a pauta conservadora se mantenha em evidência e que o engajamento seja replicado nos pleitos locais.

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