O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a controlar pessoalmente a lista de visitantes autorizados a entrar em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração divulgada pelo jornal O Globo, o antigo chefe do Executivo quer receber apenas pessoas de absoluta confiança ou com papel relevante na articulação política da direita no Congresso.
Critérios mais rígidos para acesso
Até agora, a autorização para cada visita era encaminhada diretamente ao STF. Com a nova orientação, o pedido só seguirá para a Corte depois do aval pessoal do ex-presidente. Bolsonaro manifestou a interlocutores desconforto com a presença de parlamentares com os quais mantém pouca ou nenhuma relação política e, por isso, decidiu estabelecer um “filtro” interno.
A iniciativa atende a duas finalidades. Primeiramente, busca evitar encontros considerados dispensáveis em meio às restrições da prisão domiciliar, decretada em 4 de agosto. Em segundo lugar, pretende preservar um ambiente de confiança na residência, onde conversas sobre estratégia política e defesa jurídica ocorrem com frequência.
Aliados que já passaram pelo crivo
O primeiro visitante aprovado pelo novo sistema foi o empresário Renato Araújo, ex-candidato à prefeitura de Angra dos Reis (RJ) pelo PL. O encontro ocorreu na quarta-feira (13) e contou com conversas de cunho pessoal. De acordo com relatos, Bolsonaro voltou a demonstrar incômodo com as limitações impostas pela decisão de Moraes. Ao deixar o local, Araújo gravou vídeo afirmando que o ex-presidente sofre “perseguição injusta”, opinião recorrente entre apoiadores da direita.
Para os próximos dias, está agendada visita do líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson Zucco (PL-RS). Na semana anterior, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), já haviam se encontrado com Bolsonaro. Ambos integram a ala que busca manter coesão na base conservadora em meio às disputas judiciais.
Contexto da prisão domiciliar
Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar após Alexandre de Moraes concluir que ele descumpriu medidas cautelares. Mesmo impedido de realizar atividades políticas, o ex-presidente participou virtualmente de um ato por meio de terceiros, fato considerado violação das restrições impostas pelo STF.
O processo apura possível tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. O julgamento definitivo está previsto para setembro. Até lá, Bolsonaro deve permanecer em sua residência, sob monitoramento eletrônico e com limitações de contato presencial.
O ex-presidente alega inocência e sustenta que suas manifestações foram enquadradas indevidamente como ameaça às instituições. Seus advogados trabalham para derrubar a prisão domiciliar, argumentando que a medida não encontra respaldo proporcional na legislação.


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Reações e impactos políticos
Dirigentes do PL avaliam que o controle rígido de visitas pode ajudar a evitar declarações inoportunas que prejudiquem a estratégia de defesa. Ao mesmo tempo, a filtragem reforça a imagem de Bolsonaro como líder ainda influente na direita, capaz de selecionar interlocutores e pautar a agenda dos aliados mesmo sob restrição.
No Congresso, parlamentares alinhados ao ex-presidente veem na iniciativa um sinal de foco: apenas quem oferece contribuição efetiva para a articulação ou para a linha de defesa jurídica terá acesso. A expectativa é que novos encontros se concentrem em nomes estratégicos, como líderes de bancada, governadores conservadores e advogados.
Do outro lado, críticos interpretam a medida como tentativa de controlar narrativas e blindar o ex-presidente de questionamentos incômodos. No entanto, até o momento, não há indicação de que o STF vá restringir ainda mais as visitas desde que os pedidos continuem sendo formalizados.
Próximos passos
Enquanto aguarda o julgamento de setembro, Bolsonaro deve intensificar conversas com parlamentares para alinhar discursos e propor ações legislativas de apoio. A defesa trabalha para demonstrar que ele não promoveu qualquer ato que configure ameaça real à ordem institucional.
Se o STF mantiver a prisão domiciliar após o julgamento, aliados cogitam recorrer a organismos internacionais alegando violação de garantias fundamentais. Por ora, o foco permanece na triagem de visitantes, vista como ferramenta para manter coesão e evitar desgastes adicionais ao ex-presidente.

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