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Valdemar diz que Bolsonaro seria bem recebido na Argentina mesmo sob investigação

Política

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (22) que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria “muito bem recebido” na Argentina. A declaração ocorreu durante o 24º Fórum Empresarial do Lide, realizado no Rio de Janeiro.

Presidente do PL ressalta carisma de Bolsonaro

Em discurso direcionado a empresários, Valdemar relatou sua experiência na cerimônia de posse do presidente argentino, Javier Milei, realizada em dezembro de 2023. Segundo ele, diversos convidados manifestaram interesse em encontrar Bolsonaro.

“Estive na posse do Milei e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas querendo conhecer o Bolsonaro. Ele tem defeitos, como qualquer líder, mas possui um carisma incomum”, afirmou. O dirigente também avaliou que, apesar de críticas, o governo Bolsonaro obteve resultados positivos, tendo sido prejudicado por circunstâncias externas, como a pandemia de covid-19.

Documento de pedido de asilo surge em celular de Bolsonaro

A fala de Valdemar ocorreu dois dias após a Polícia Federal divulgar relatório que identificou, no celular do ex-presidente, um arquivo intitulado Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO. O documento, de 33 páginas, solicita asilo político na Argentina e foi gravado no aparelho em 10 de fevereiro de 2024, dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis.

Assinada digitalmente em nome de Bolsonaro, a minuta alega perseguição política no Brasil e receio de atentados contra a vida do ex-mandatário. O texto aponta ainda o temor de prisão “injusta, ilegal, arbitrária e inconstitucional” por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Para a Polícia Federal, o documento indica que Bolsonaro “possuía meio para se evadir do país” após o avanço das investigações sobre suposta tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ex-presidente entregou o passaporte no início de fevereiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Indiciamento de Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro

Na quarta-feira (20), a PF indiciou Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob suspeita de atuar para obstruir as investigações. O relatório menciona que o parlamentar buscou apoio nos Estados Unidos para barrar eventuais sanções a aliados envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

Com o indiciamento, Bolsonaro passa a responder formalmente por suposta interferência na apuração. A Procuradoria-Geral da República ainda decidirá se apresenta denúncia ao Supremo Tribunal Federal.

Governo Milei nega ter recebido pedido formal

Consultado sobre a existência de solicitação oficial de asilo, o governo argentino informou não ter recebido qualquer requerimento de Bolsonaro. Javier Milei mantém relação cordial com o ex-chefe do Executivo brasileiro e já declarou publicamente afinidade ideológica.

Mesmo sem confirmação do pedido, a possibilidade de refúgio reacendeu debates sobre uso de asilo político por ex-presidentes latino-americanos. Juristas recordam que a concessão depende da legislação de cada país e do enquadramento dos fatos como perseguição política, não como crimes comuns.

Repercussão no PL e entre aliados

Lideranças do PL avaliam que eventual estadia de Bolsonaro em Buenos Aires seria bem-vista pela base conservadora, mas poderia ampliar a tensão institucional no Brasil. Ainda assim, Valdemar sustenta que o ex-mandatário permanece disposto a esclarecer fatos perante a Justiça.

Integrantes da oposição atribuem os processos contra Bolsonaro a motivações políticas, citando decisões monocráticas e o que chamam de “criminalização de atos de governo”. Por outro lado, partidos de esquerda defendem a continuidade das investigações, alegando defesa da ordem democrática.

Próximos passos na investigação

Com o indiciamento, a PF aguarda manifestação da Procuradoria para definir eventuais medidas cautelares. Bolsonaro segue em Brasília, impedido de deixar o país sem autorização judicial. Caso o Ministério Público ofereça denúncia, caberá ao STF decidir pela abertura de ação penal.

Especialistas avaliam que o cenário jurídico pode se estender por meses, enquanto o debate sobre asilo permanece no âmbito político. A relação entre Brasil e Argentina, por sua vez, tende a continuar pragmática, apesar das afinidades ideológicas entre Milei e Bolsonaro.

Para acompanhar outras movimentações nos bastidores de Brasília, visite nossa seção de Política e fique por dentro dos desdobramentos.

Em síntese, Valdemar Costa Neto reforçou a receptividade de Jair Bolsonaro na Argentina em meio ao avanço das investigações no Brasil. Com o indiciamento e o surgimento do documento de asilo, o ex-presidente permanece no centro do debate político. Acompanhe os próximos capítulos e compartilhe esta informação com quem se interessa pelos rumos do cenário nacional.

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