O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao sétimo dia de prisão domiciliar neste domingo (10), Dia dos Pais, no condomínio em que reside em Brasília. A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringe deslocamentos, proíbe o uso de redes sociais e fixa horários específicos para visitas.
Agenda de visitas definida pelo STF
Desde a decretação da prisão domiciliar, Moraes avaliou e autorizou, caso a caso, a entrada de familiares, assessores, advogados e médicos. Nos primeiros dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o primeiro filho a chegar. Em seguida, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou na capital federal na quinta-feira (7).
A programação de visitas se ampliou com a presença do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na terça-feira (5). O parlamentar permaneceu cerca de trinta minutos na residência e relatou que o ex-chefe do Executivo se mostrou “inabalável”. No mesmo dia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), permaneceu quase duas horas no local e declarou que encontrou Bolsonaro “bem e sereno”.
Para este domingo, Moraes liberou a entrada de oito familiares adicionais, além dos que já moram com o ex-presidente. Entre os autorizados estão o sogro, a sogra, dois sobrinhos, uma neta, duas noras e um cunhado, considerado irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As visitas podem ocorrer das 10h às 18h, sem celular ou gravações.
Também receberam aval para encontros futuros a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e os deputados federais Junio do Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS), Luciano Zucco (PL-RS), Domingos Sávio (PL-MG), Joaquim Passarinho (PL-PA), Capitão Alden (PL-BA) e Júlia Zanatta (PL-SC). O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), solicitou autorização e aguarda resposta.
Restrições, rotina e manifestações de apoio
A principal condição imposta pelo STF é a proibição de acesso a redes sociais, motivo apontado pelo ministro para justificar o regime domiciliar. Para evitar violações, visitantes deixam os celulares no carro antes de entrar na residência. Conforme apuração de bastidores, Bolsonaro demonstra insatisfação com o bloqueio digital, alegando limitação ao acompanhamento de informações.
Sem acesso às plataformas on-line, a rotina do ex-mandatário inclui longos períodos de televisão. Advogados e pessoas próximas relatam que ele acompanha telejornais e programas esportivos. Segundo aliados, a opção por TV aberta e canais por assinatura busca suprir a ausência das redes sociais.
No exterior da casa, apoiadores organizaram buzinaços e pequenas carreatas nas imediações do condomínio. A primeira mobilização ocorreu na noite de segunda-feira (4), poucas horas após a prisão ser decretada. Uma segunda carreata foi registrada na noite seguinte. Mesmo sem contato direto, Bolsonaro conseguiu ouvir as manifestações da varanda, conforme relataram familiares.


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Dentro da residência, moram Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia. Todos têm livre trânsito, assim como os advogados e médicos cadastrados. As determinações judiciais, contudo, mantêm a vigilância sobre registros em vídeo e fotografias, além da fiscalização de possíveis transmissões on-line.
Contexto e próximos passos
A decisão de Alexandre de Moraes incluiu a instalação de tornozeleira eletrônica, coleta de passaporte e obrigação de comunicar qualquer deslocamento interno. A defesa de Bolsonaro avalia apresentar novos pedidos ao STF para flexibilizar pontos considerados excessivos, especialmente no tocante à comunicação eletrônica. Até o momento, não há previsão oficial de análise desses pleitos.
No campo político, parlamentares do PL e de legendas aliadas articulam demonstrações públicas de solidariedade. Lideranças querem converter as visitas autorizadas em momento para reforçar a narrativa de perseguição judicial. Apesar das restrições, a coordenação partidária considera que a manutenção de contatos presenciais preserva o capital político do ex-presidente.
Segundo interlocutores, Jair Bolsonaro acompanha de perto o andamento de projetos no Congresso Nacional, com ênfase em propostas ligadas à segurança pública e ao controle de gastos. Documentos e relatórios são entregues impressos para leitura fora do ambiente digital.
A cada novo pedido de visita, Alexandre de Moraes analisa nome por nome, fixando datas e horários. A Procuradoria-Geral da República segue informada sobre cada decisão. Caso haja descumprimento das medidas, o STF pode converter a prisão domiciliar em preventiva, hipótese que obrigaria transferência para unidade prisional.
Completada a primeira semana de restrições, o ex-presidente permanece no centro das atenções políticas. O cronograma de visitas nos próximos dias indicará o ritmo de articulação de sua base, enquanto a defesa monitora os desdobramentos judiciais e prepara recursos. Até lá, o ex-chefe do Executivo segue em casa, cercado por familiares, assistindo TV e aguardando definições sobre o futuro próximo.

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