São Paulo – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não deve participar do ato “Reaja, Brasil” marcado para o próximo domingo na Avenida Paulista. A ausência está ligada a uma cirurgia de tireoide agendada para a véspera, procedimento que exige repouso imediato e impede o chefe do Executivo paulista de subir no trio elétrico, como ocorreu na última mobilização de junho.
Recuperação médica define agenda do governador
Segundo interlocutores do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio deverá permanecer em casa durante o pós-operatório. Embora aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador optou por seguir a orientação dos médicos. A equipe avalia que a presença física no ato poderia comprometer a recuperação e, por consequência, a rotina administrativa do estado.
A manifestação deste domingo terá caráter nacional, mas a concentração principal seguirá na capital paulista. Na última edição, em 29 de junho, Tarcísio discursou e direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evitando menções diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, parte do público conservador demonstrou insatisfação pela não inclusão do tema “judiciário” no pronunciamento.

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Bolsonaro impedido de comparecer por decisão do STF
Jair Bolsonaro não participará do ato presencialmente. O ministro Alexandre de Moraes mantém medida cautelar que proíbe o ex-presidente de deixar sua residência aos fins de semana no âmbito de investigação conduzida no Supremo. Dessa forma, Bolsonaro acompanhará a mobilização à distância, repetindo o protocolo adotado em datas recentes.
Mesmo assim, lideranças próximas ao ex-mandatário confirmaram presença. O pastor Silas Malafaia, principal organizador da mobilização, declarou que o objetivo é “marcar posição contra censura e injustiças” e convocou apoiadores a ocuparem as ruas para defender pautas conservadoras.
Entre os parlamentares, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), fará agenda dupla: integrará um ato pela manhã no Rio de Janeiro e seguirá para São Paulo à tarde. Estratégia semelhante foi anunciada por Nikolas Ferreira (PL-MG), que pretende sair de Belo Horizonte após participar de mobilização local.
Queda gradual na adesão popular
Levantamento do Monitor do Debate Político, projeto do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) da USP, aponta redução na quantidade de participantes nos atos pró-Bolsonaro ao longo do último ano. Em 25 de fevereiro de 2023, a Avenida Paulista reuniu aproximadamente 185 mil pessoas, número que caiu para 12,9 mil em 29 de junho de 2024 — variação negativa de 93 %.
Outras mobilizações vinculadas ao campo conservador também registraram oscilações. Em 16 de março deste ano, 18,3 mil pessoas compareceram ao ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Já em 6 de abril, o retorno à Paulista somou 44,9 mil manifestantes, enquanto a celebração de 21 de abril, novamente em Copacabana, reuniu 32,7 mil. No 7 de Setembro de 2023, data simbólica para a base bolsonarista, o monitor aferiu 45,4 mil pessoas na mesma avenida paulistana.
Os organizadores esperam reverter a tendência neste fim de semana, argumentando que o mote “Reaja, Brasil” amplia o escopo da convocação. A expectativa é que lideranças nacionais dividam agenda em seus estados pela manhã e se encontrem à tarde em São Paulo, reforçando a visibilidade do protesto.
Logística e segurança
A Polícia Militar de São Paulo prepara esquema de segurança semelhante ao adotado em atos anteriores, com bloqueios no entorno da Avenida Paulista e reforço no efetivo de patrulhamento. A interdição parcial da via começará nas primeiras horas de domingo, e a liberação deve ocorrer após a dispersão do público.
Trios elétricos ocuparão a faixa central da avenida, enquanto grupos de apoio providenciarão distribuição de água e atendimento de primeiros socorros. A organização recomenda que participantes evitem objetos pontiagudos, inflamáveis e que sigam orientações das autoridades para garantir a fluidez do evento.
Embora impeça a participação de Tarcísio de Freitas, o procedimento médico do governador não altera o calendário administrativo do estado, segundo nota da assessoria. Ele retoma atividades oficiais assim que receber autorização da equipe de saúde, sem previsão pública de nova aparição em atos políticos.

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