O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), protagonizou um momento incomum na noite de sexta-feira (22) durante um encontro de empresários na capital fluminense. Ao final da programação, o chefe do Executivo subiu ao palco e interpretou a canção “Evidências”, clássico de Chitãozinho & Xororó, enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes assistia à apresentação.
Governador sobe ao palco
Imagens que circularam nas redes sociais mostram Castro acompanhado da banda contratada para animar o evento. O trecho mais divulgado exibe o governador entoando o refrão “E nessa loucura de dizer que não te quero…”, arrancando aplausos e celulares erguidos para registrar a cena. A organização do encontro confirmou que a iniciativa partiu do próprio mandatário, convidado a cantar depois dos discursos oficiais.
O evento, promovido por um grupo de empresários do Rio, reuniu políticos, magistrados e representantes do setor produtivo. Sem caráter público, a cerimônia serviu para aproximar o mundo jurídico do ambiente empresarial fluminense. Além de Moraes, compareceram o ministro André Mendonça – também integrante do STF – e outras autoridades.
A escolha de “Evidências”, composição de José Augusto e Paulo Sérgio Valle lançada em 1990, reforçou o tom descontraído da confraternização. A gravação de Castro no palco ganhou repercussão rápida, repetindo situações semelhantes já protagonizadas por membros do Supremo, como o ministro Luís Roberto Barroso, conhecido por cantar em solenidades institucionais.
Debate sobre atuação do STF marca o encontro
Pela manhã, ainda no mesmo evento, André Mendonça defendeu maior autocontenção do Judiciário. Segundo o ministro indicado em 2021 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, decisões que ultrapassem os limites da lei colocam em risco a segurança jurídica. “O Estado de Direito demanda autocontenção do Poder Judiciário”, afirmou, ressaltando que valores pessoais não podem se sobrepor ao texto constitucional.
À tarde, Moraes respondeu indiretamente às críticas. O magistrado sustentou que o Judiciário brasileiro é independente e corajoso frente a pressões externas. “Os ataques podem continuar, pouco importa. O juiz que não resiste deve buscar outra profissão”, declarou, citando exemplos históricos para reforçar a necessidade de firmeza institucional.
A troca de mensagens, embora cordial, evidenciou visões distintas sobre o papel do Supremo. Enquanto Mendonça enfatizou a obediência estrita à lei, Moraes destacou a necessidade de manter a Corte imune a influências políticas ou populares. O contraste ocorreu diante de uma plateia formada majoritariamente por empresários, que acompanham com atenção o ambiente jurídico por seu impacto direto na economia.
Repercussão política
A performance de Cláudio Castro rapidamente se tornou assunto nas redes sociais. Aliados enxergaram leveza e proximidade com o público, enquanto críticos consideraram a cena destoante do protocolo esperado para o evento. Apesar das reações divergentes, a participação artística do governador dominou o noticiário, ofuscando parte do debate jurídico travado pelos ministros.


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Imagem: Tânia Rego
No campo político, o episódio reforça o perfil de Castro como figura acessível e disposta a dialogar com diferentes públicos, algo valorizado por apoiadores do campo conservador. Integrante do PL, o governador mantém relação direta com a base que sustenta a bandeira de menos intervenção estatal e maior respeito às prerrogativas dos Poderes.
Encontro aproxima setores
Para os organizadores, a presença simultânea de chefes de Poder e de lideranças empresariais destaca a intenção de fortalecer laços institucionais em um momento de incertezas econômicas. O ambiente descontraído, marcado pela música sertaneja, funcionou como oportunidade para diálogos reservados sobre segurança jurídica, geração de empregos e retomada dos investimentos.
Ainda que as falas de Moraes e Mendonça tenham evidenciado diferenças internas no STF, o consenso entre participantes foi a necessidade de previsibilidade. Empresários apontam que decisões judiciais inesperadas afetam diretamente planos de expansão e custo de capital. Por outro lado, magistrados reforçaram o compromisso com a Constituição de 1988 como garantia de estabilidade institucional.
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Em síntese, o evento no Rio uniu entretenimento e discussões sobre os limites da Justiça. A interpretação de “Evidências” por Cláudio Castro quebrou o protocolo e destacou o contraste entre visões sobre ativismo judicial. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

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