WASHINGTON — O estrategista republicano Jason Miller, aliado de longa data de Donald Trump, anunciou que intensificará a pressão internacional até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja libertado das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No domingo (10), Miller escreveu na rede social X que “não vai parar, não vai desistir, não vai ceder” enquanto Bolsonaro não estiver “livre”. A declaração foi acompanhada de uma postagem que defendia ser “mais importante o impeachment de Alexandre de Moraes do que libertar Bolsonaro”. O ministro do STF conduz a ação penal em que o ex-chefe do Executivo brasileiro é réu por suposta tentativa de golpe de Estado.
Pressão pública contra Moraes e o STF
Desde que a Polícia Federal cumpriu mandados contra Bolsonaro, Miller adotou um discurso sistemático contra as decisões de Moraes. Em julho, chegou a acusar o ministro de buscar “protagonismo” ao colocar o ex-presidente no centro das investigações. Na mesma época, o magistrado foi incluído, ainda sob a administração Trump, na lista de alvos da Lei Magnitsky, que prevê sanções a autoridades estrangeiras.
O novo posicionamento de Miller soma-se a outras críticas dirigidas não apenas ao STF, mas também a autoridades brasileiras, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o conselheiro de Trump, as medidas judiciais adotadas no Brasil configuram “táticas ditatoriais” que fragilizam a oposição.
A publicação mais recente ganhou reforço interno. Logo após o post, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu com emojis das bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil, sinalizando a convergência de interesses entre Washington e a ala conservadora brasileira.
Articulação nos bastidores do Congresso dos EUA
Fora do Brasil desde o fim de fevereiro, Eduardo Bolsonaro mantém agenda junto a parlamentares americanos. O deputado busca apoio para sanções contra Moraes e outros ministros, mirando a legislação norte-americana que pune violações de direitos fundamentais cometidas por autoridades estrangeiras.
Jason Miller, embora sem cargo oficial no governo dos Estados Unidos, é considerado peça-chave na comunicação das campanhas republicanas. Atuou como conselheiro sênior nas vitórias de 2016, na tentativa de reeleição de 2020 e na pré-campanha de 2024. Sua influência se estende às equipes de transição, onde auxilia Trump em estratégia política e digital, área em que dirige a rede social Gettr.
Com essa estrutura, Miller pretende amplificar críticas ao STF em perfis digitais alinhados ao republicano e a parceiros conservadores internacionais. O conselheiro avalia que a visibilidade externa pode pressionar autoridades brasileiras, especialmente diante do ambiente eleitoral nos Estados Unidos.
Histórico de proximidade com a família Bolsonaro
A relação entre Miller e os Bolsonaro ganhou força em setembro de 2021, quando o americano se reuniu com o então presidente no Palácio da Alvorada. Na saída do país, foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília e prestou depoimento no inquérito que apura a atuação de milícias digitais — investigação também relatada por Moraes.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Apesar do episódio, o estrategista manteve contato direto com a família. Ele e Eduardo Bolsonaro compartilham pautas comuns, como o combate ao que chamam de “censura” nas plataformas tradicionais de mídia social. A Gettr, criada por Miller após suspensões em redes maiores, tornou-se ponto de encontro para influenciadores conservadores no Brasil.
Além da afinidade político-ideológica, Miller vê no ex-presidente brasileiro um aliado estratégico para fortalecer a narrativa antiesquerdista na América Latina. Ao indicar que não descansará até que Bolsonaro esteja “livre”, o conselheiro endossa o discurso de perseguição política sustentado por parte da oposição no Brasil.
Impacto potencial na cena política brasileira
A ofensiva de Miller ocorre em momento de pressão judicial sobre Bolsonaro. Réu por tentativa de golpe e investigado em outros processos, o ex-presidente aguarda a conclusão de denúncias que podem resultar em penas de prisão e inelegibilidade. A articulação de aliados nos Estados Unidos procura, assim, criar constrangimento diplomático ao Supremo e reforçar a leitura de interferência judicial sobre o debate político.
Nos bastidores de Brasília, parlamentares governistas reagem classificando as investidas do conselheiro de “ingerência externa”. Já líderes da oposição veem na mobilização de Miller uma oportunidade para internacionalizar denúncias contra o que chamam de abuso de autoridade do STF.
Ainda não há indicação de medidas formais do Departamento de Estado norte-americano, mas fontes próximas a Miller ressaltam que ele seguirá promovendo audiências no Congresso dos EUA, com foco em novas sanções. Na avaliação do conselheiro, o tema pode ganhar visibilidade no contexto da corrida presidencial americana, beneficiando a pauta de Trump sobre liberdade de expressão e combate a governos de esquerda.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece no Brasil, sujeito às restrições impostas pelo Supremo. A promessa de Jason Miller estabelece uma conexão direta entre a campanha republicana e a defesa do ex-presidente, indicando que a disputa jurídica brasileira tende a reverberar no tabuleiro político dos Estados Unidos.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!