A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (1º), aponta que 47% dos brasileiros aprovam a decisão do governo Donald Trump de revogar o visto americano do ministro Alexandre de Moraes e de outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento, realizado nos dias 29 e 30 de julho com 2.004 entrevistados, traz margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Detalhamento dos números
Entre os que endossam a medida, 33% declararam concordar totalmente e 14% concordar em parte. Do outro lado, 42% desaprovam a revogação: 13% discordam em parte e 29% discordam totalmente. Apenas 1% afirmou não concordar nem discordar, enquanto 10% disseram não saber opinar.
O instituto também aferiu a percepção sobre as restrições impostas pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que incluem tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país. Sobre essa questão, 55% manifestaram apoio às determinações assinadas por Moraes.
Sanções amparadas pela Lei Magnitsky
A revogação do visto integrou um conjunto de punições amparadas pela Lei Magnitsky, legislação que permite aos Estados Unidos sancionar estrangeiros acusados de violar liberdades individuais. Além da perda de visto, todos os eventuais bens de Moraes em solo americano foram bloqueados, e cidadãos dos EUA ficaram impedidos de realizar transações com o ministro.
O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou a revogação em 18 de julho. Na ocasião, ele afirmou que o governo Trump “responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”. Rubio classificou as decisões de Moraes contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas política” que, segundo ele, ultrapassa fronteiras e atinge direitos de cidadãos americanos.
Reação do ministro e posição do STF
Na cerimônia que marcou a abertura do semestre judiciário, Moraes declarou que o Supremo não se “envergará a ameaças covardes”. Segundo o magistrado, os processos sob sua relatoria seguirão o cronograma normal, ignorando as sanções aplicadas pelos EUA. Ele reafirmou que a Corte prosseguirá com os julgamentos dos quatro núcleos ligados aos eventos de 8 de janeiro.


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Imagem: anistia via g1.globo.com
Durante o pronunciamento, Moraes agradeceu o apoio dos colegas Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Em referência indireta às críticas, afirmou que críticos “acham que estão lidando com milicianos”, mas que se tratam de ministros da Suprema Corte.
Como o público percebe a disputa
A pesquisa Datafolha indica que a revogação de visto — passo diplomático raro — tem respaldo de quase metade da população, superando a desaprovação por cinco pontos percentuais. Já as medidas do STF contra Bolsonaro registram apoio ainda maior, de 55%, refletindo cenário político polarizado.
Embora o Datafolha não tenha mensurado expectativas sobre novos desdobramentos da Lei Magnitsky, a inclusão de Moraes na lista de sancionados elevou a temperatura institucional entre Brasília e Washington. Para a ala que apoia as restrições dos EUA, a iniciativa serve de advertência contra ações consideradas lesivas à liberdade de expressão. Entre opositores, prevalece a leitura de ingerência externa em assuntos internos do Judiciário.
Com o avanço do calendário eleitoral norte-americano e a manutenção dos processos no STF, a controvérsia sobre o visto tende a permanecer no centro do debate público. Os dados do Datafolha sinalizam que o tema mobiliza o eleitorado brasileiro e reforça a divisão de opiniões sobre o papel do Supremo e a atuação de suas autoridades em casos envolvendo figuras políticas de destaque.

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