A prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), aparece em uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre um suposto plano para desviar R$ 500 mil por meio da licitação da Expopec 2024, feira dedicada a tecnologias para pecuária e agricultura. O documento foi apresentado por Priscilla Barro, ex-servidora de confiança da gestão municipal.
Acusação detalha possível fraude na Expopec 2024
De acordo com Priscilla, que ocupou cargos na Assistência Social, Desenvolvimento Econômico, Turismo e na Secretaria de Educação de julho de 2022 a novembro de 2024, o esquema previa o direcionamento do certame para favorecer uma empresa específica. Segundo a denúncia, R$ 300 mil seriam destinados à prefeita e R$ 200 mil a servidores envolvidos na operação.
A ex-servidora anexou à representação conversas por aplicativo de mensagens que, segundo ela, comprovariam a participação de uma ex-integrante da Procuradoria do município. Essa pessoa teria sido responsável por receber, já preenchidos, os documentos da futura vencedora da licitação, dando aparência de legalidade ao processo.
A licitação teria sido impugnada antes da assinatura do contrato, mas a denunciante sustenta que o mecanismo para favorecer a empresa foi montado e permaneceu à disposição para futuros editais.
Prefeitura reage e fala em calúnia
Em nota oficial, a administração de Ituiutaba afirmou que a prefeita tem sido alvo de “crimes de calúnia, injúria e difamação”. Segundo o comunicado, a Expopec não ocorreu em 2024 e, portanto, não houve contratação de serviços ou fornecedores. A prefeitura declarou que Leandra Guedes não foi citada em ação judicial sobre o caso e confia na Justiça para apurar “denunciação caluniosa” por parte de quem divulga as acusações.
A gestora reforçou que vai buscar responsabilizar autores e propagadores de conteúdo que, segundo ela, não apresenta documentos válidos ou provas que sustentem as imputações.


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Rachadinha na prefeitura e histórico de Janones
A nova denúncia surge duas semanas depois de Priscilla Barro ter relatado outro possível esquema dentro da prefeitura: a rachadinha. Ela diz ter sido pressionada a devolver parte de seu salário, prática que, segundo o relato, atingiria vários servidores comissionados sob ameaça de exoneração.
A cidade é reduto eleitoral do deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado político de Leandra. Em março deste ano, Janones firmou um Acordo de Não Persecução Penal com a Procuradoria-Geral da República. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, homologou o ajuste, no qual o parlamentar admitiu ter praticado rachadinha durante mandato e se comprometeu a pagar mais de R$ 100 mil para evitar processo criminal por peculato. O inquérito apontava que ele teria usado cartão de crédito de assessor para gastos pessoais.

Imagem: Reprodução
Próximos passos do Ministério Público
Com o recebimento da representação, o MPMG avaliará se instaura inquérito civil ou ação penal para apurar a suspeita de fraude na licitação da Expopec. Caso haja indícios suficientes, o órgão poderá requisitar documentos à prefeitura, ouvir testemunhas e pedir perícia nas mensagens apresentadas. Se confirmadas irregularidades, os envolvidos podem responder por crimes como fraude a licitação, peculato e organização criminosa.
Já a gestão municipal, amparada pela nota oficial, indica que apresentará ao Ministério Público documentos para demonstrar que o evento não foi realizado e, portanto, não houve licitação concluída. A prefeita também sinaliza que pretende acionar judicialmente a ex-servidora por calúnia.
Contexto político local
Ituiutaba tornou-se palco de disputas internas desde que Leandra Guedes assumiu a prefeitura com o apoio de Janones. A acusação atual intensifica o embate em ano pré-eleitoral, potencialmente afetando não apenas a administração municipal, mas também o grupo político do deputado no Triângulo Mineiro.
Além da relevância financeira, o episódio reforça o debate sobre mecanismos de controle e transparência em prefeituras de médio porte, especialmente em contratos ligados a eventos e festas populares, que costumam movimentar verbas expressivas.
Para acompanhar outras investigações envolvendo autoridades municipais, o leitor pode acessar a seção de política em Geral de Notícias.
Em resumo, a denúncia coloca sob escrutínio a prefeita Leandra Guedes e expõe possíveis conexões com práticas reconhecidas pelo deputado André Janones. O avanço das apurações do Ministério Público definirá se as suspeitas se confirmam ou se a acusação será arquivada. Mantenha-se informado e compartilhe a matéria para ampliar o debate sobre integridade na gestão pública.

