A deputada norte-americana María Elvira Salazar (Partido Republicano, Flórida) usou o X nesta segunda-feira, 4, para saudar as manifestações realizadas no Brasil no domingo, 3, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Segundo a parlamentar, os atos que tomaram ruas de capitais e municípios do interior demonstram a resistência popular àquilo que ela classificou como “tirania” e “agenda socialista”.
Parlamentar destaca “coragem” dos manifestantes
Na mensagem publicada em inglês, Salazar descreveu como “inspirador ver milhões de bravos brasileiros se levantando em todo o país contra a tirania de Alexandre de Moraes e a agenda socialista de Lula da Silva”. Ainda segundo a republicana, “nenhum tirano de túnica preta silenciará um povo livre” e “o fogo da liberdade queima mais forte do que o punho de ferro de qualquer ditador”.
A deputada, que integra a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos, vem acompanhando a situação política brasileira desde o início do atual governo. Em pronunciamentos anteriores, ela criticou decisões do Supremo Tribunal Federal que, na visão dela, restringem liberdades civis, especialmente as relacionadas à expressão e à participação política de opositores.
Protestos alcançam capitais e cidades do interior
Os atos de domingo reuniram manifestantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Belém e Campo Grande, além de municípios do interior como São José do Rio Preto e Bauru, no estado de São Paulo. Na Avenida Paulista, epicentro das mobilizações, participantes entoaram palavras de ordem, exigindo anistia para os detidos em 8 de janeiro de 2023 e criticando tanto o chefe do Executivo quanto o magistrado do STF.
Entre os principais bordões ouvidos estavam “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” e “Anistia já”. Faixas e cartazes carregavam mensagens contra o que os organizadores chamam de “censura judicial” e “perseguição a opositores”. Apesar da grande concentração de público, os atos transcorreram sem confrontos relevantes com as forças de segurança, segundo relatos de corporações estaduais.
Repercussão nos Estados Unidos
Salazar não foi a única voz no Congresso norte-americano a se posicionar. Parlamentares republicanos próximos ao ex-presidente Donald Trump vêm demonstrando preocupação com decisões recentes do Judiciário brasileiro. O tema ganhou maior visibilidade após a imposição, pelo governo dos Estados Unidos, de sanções econômicas contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky, instrumento que permite punir autoridades estrangeiras acusadas de violações graves de direitos humanos.
A deputada comemorou a medida ainda na quarta-feira, 30, agradecendo a Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio. “Desde o primeiro dia, pedi sanções contra o juiz Alexandre de Moraes por suas graves violações de direitos humanos. Hoje, esse pedido foi atendido. Que fique claro: uma toga não é escudo para tirania”, escreveu.


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Contexto político nacional
As críticas a Moraes se intensificaram após decisões consideradas restritivas à liberdade de expressão, como bloqueios de perfis em redes sociais e abertura de inquéritos contra jornalistas e ativistas alinhados à oposição. Do lado governista, aliados afirmam que as medidas se baseiam no combate à desinformação e na preservação das instituições.
O governo Lula, por sua vez, encara os protestos como movimento político de grupos que não aceitam o resultado das urnas de 2022. Em entrevistas recentes, integrantes da Esplanada classificaram as manifestações como tentativa de “deslegitimar” o Executivo e o Judiciário.
Próximos passos
Organizadores já planejam novos atos para as próximas semanas, com foco na aprovação de projetos que limitem o poder de ministros do STF e ampliem a fiscalização sobre decisões monocráticas. No Congresso Nacional, parlamentares de oposição articulam propostas de emenda à Constituição que restringem prazos de mandatos na Corte e ampliam o controle externo sobre o Judiciário.
No cenário internacional, congressistas republicanos prometem pressionar a Casa Branca a endurecer ainda mais as medidas contra autoridades brasileiras acusadas de violar garantias individuais. O tema deve aparecer em audiências no Capitólio nas próximas sessões, reforçando o escrutínio externo sobre as decisões do STF e as ações do governo Lula.
A repercussão da fala de María Elvira Salazar evidencia a crescente atenção que a política brasileira desperta em círculos conservadores nos Estados Unidos. Para esses grupos, o embate entre manifestantes e o Supremo Tribunal Federal se tornou símbolo de resistência ao avanço de pautas de esquerda na América Latina.

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