Brasília, 28 ago. 2025 – A disputa presidencial de 2026 já mobiliza setores da direita, que veem a necessidade de um nome “antissistema” para enfrentar o bloco formado pelo Centrão e pela esquerda tradicional. Essa avaliação foi apresentada pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que descreve o “Sistema” como a convergência entre partidos do centro, alas do Judiciário, meios de comunicação e grupos econômicos.
Crítica ao “Sistema” e à troca de pele política
De acordo com o parlamentar, o “Sistema” se renova periodicamente, adotando novos rostos e discursos sem alterar estruturas de poder. O Centrão, segundo ele, exerce influência prioritária por controlar tempo de televisão e recursos do fundo eleitoral, além de manter um pacto implícito para impedir reformas profundas.
Orleans e Bragança sustenta que candidatos apoiados por esse bloco tendem a oferecer melhorias pontuais em segurança ou economia, mas evitam mexer em temas como tamanho do Estado, aparelhamento institucional ou reformas constitucionais. Para o deputado, a estratégia lembra “troca de pele de cobra”: mudanças aparentes preservam o modelo de governança existente.
Declínio da esquerda e ascensão do conservadorismo
O congressista afirma que a esquerda de perfil estatizante perdeu tração em diversas democracias ocidentais. Ele argumenta que ideias como estatização ampla, sindicalismo agressivo e aumento permanente de impostos deixaram de mobilizar grandes parcelas do eleitorado na Europa e, gradualmente, também no Brasil.
No lugar desse modelo, teria surgido a “nova esquerda”, associada a agendas identitárias, ambientais e à ampliação do poder de organismos internacionais. O deputado relaciona iniciativas como ESG (Ecologia, Sustentabilidade e Governança) e DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) a um projeto de centralização regulatória supervisionado por entidades supranacionais e por um suposto cartel financeiro global. Ele sustenta que tais iniciativas atravessam crise de legitimidade, reforçando a procura popular por alternativas conservadoras.
Europa como laboratório político
Orleans e Bragança cita cenários europeus em que partidos classificados como direita “real” avançam fora de acordos entre centro-esquerda e centro-direita. Para ele, a experiência demonstra que candidaturas que se recusam a compor grandes coalizões conseguem capitalizar insatisfação social, defendendo valores cristãos, soberania nacional e controle de fronteiras.
Na análise do deputado, a formação de frentes antissistema depende de propostas objetivas: redução da burocracia, estímulo à iniciativa privada e revisão de atribuições de cortes superiores. Ele considera que, sem um projeto claro, candidaturas ditas conservadoras tendem a ser absorvidas pelo Centrão, perdendo identidade e credibilidade junto ao eleitorado.
Eleições de 2026: cenário binário
Para o parlamentar, o pleito brasileiro será novamente marcado por polarização. Ele descreve duas vias: de um lado, um candidato integrado ao “Sistema”; de outro, um nome disposto a confrontar o arranjo de poder. Caso a direita não apresente alternativa antissistema, o segundo polo ficaria vago e poderia ser ocupado por legenda de esquerda, retomando a lógica que predominou entre 1988 e 2014, período que o congressista chama de “Teatro das Tesouras”.


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Imagem: Sebastião Moreira
Nesse modelo, partidos supostamente rivais mantiveram programas semelhantes, focados em expansão do Estado e manutenção de privilégios burocráticos. A repetição dessa dinâmica, indica o deputado, adiaria reformas e prolongaria a influência de estruturas que descreve como “deep state”.
Recado ao eleitorado de direita
Orleans e Bragança defende que, mesmo em desvantagem numérica ou financeira, uma candidatura antissistema deve ser lançada para representar pautas como liberdade econômica, fortalecimento de mecanismos de freios e contrapesos e revisão do sistema tributário. Ele argumenta que a simples presença de um concorrente identificado com tais bandeiras pressiona o debate público e impede a reedição do modelo que uniria Centrão e esquerda numa mesma base de governabilidade.
Para o congressista, o sucesso dessa alternativa depende de mobilização popular, financiamento descentralizado e comunicação direta via redes sociais, reduzindo dependência de estruturas partidárias tradicionais.
Em síntese, a corrida para 2026 revela mais que disputa de cargos: é, segundo Luiz Philippe de Orleans e Bragança, um embate entre continuidade e ruptura. A direita organizada espera definir, nos próximos meses, se apresentará um nome capaz de desafiar o bloco governante sem ceder a acordos que mantenham o status quo.
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Resumo: Parlamentar afirma que Centrão e esquerda se revezam no poder, aponta falência das antigas agendas estatizantes e defende candidato conservador antissistema em 2026. Acompanhe os desdobramentos e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate.

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