Brasília, 11 de agosto de 2025 — O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou ao jornal Financial Times que o governo dos Estados Unidos avalia adotar novas sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante viagem a Washington, onde o parlamentar articula medidas adicionais de pressão para, segundo ele, acelerar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de coordenar tentativa de golpe de Estado.
Deputado detalha possíveis medidas norte-americanas
Na entrevista, Eduardo Bolsonaro relatou que o presidente Donald Trump dispõe de “uma gama de possibilidades” para endurecer o cerco. Entre as opções citadas estão:
• inclusão de mais autoridades brasileiras em listas de sanções;
• revogação de vistos já concedidos a magistrados e servidores;
• adoção de barreiras tarifárias direcionadas.
O deputado lembrou que o ministro Alexandre de Moraes já foi alvo de restrições impostas por Washington. Segundo ele, novas ações podem alcançar familiares e colaboradores próximos do magistrado, apontados como responsáveis por movimentar recursos financeiros.
“Moraes esgotou suas alternativas. Trump ainda pode avançar, caso a reação do ministro continue na linha atual”, afirmou o parlamentar. Eduardo Bolsonaro sustenta que a estratégia busca impedir uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo.
Ampliação do lobby em capitais estrangeiras
Além da agenda nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro planeja levar o tema ao Parlamento Europeu. O objetivo é articular uma frente internacional que imponha sanções coordenadas contra ministros do STF. Segundo ele, a repercussão externa é essencial para frear o que considera abusos da Corte.


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O deputado não detalhou quais países europeus já foram procurados, mas indicou que pretende apresentar relatórios sobre decisões do tribunal brasileiro que, na avaliação de sua equipe, violam garantias constitucionais e ameaçam a separação de Poderes.
Reações no cenário político e econômico
Setores do governo e representantes do agronegócio demonstraram preocupação com possíveis impactos negativos sobre exportações. Críticos argumentam que sanções adicionais poderiam afetar empregos, gerar insegurança jurídica e reduzir o acesso a mercados estratégicos.
Eduardo Bolsonaro rebate as acusações. Ele sustenta que a campanha busca “salvar a democracia” e disse estar preparado para críticas, especialmente de partidos de esquerda. “Meu compromisso é com a liberdade e com eleições limpas. Qualquer custo econômico será menor que o preço de uma democracia cerceada”, declarou.
Parlamentares alinhados ao STF classificaram a iniciativa como ingerência estrangeira em assuntos internos. Já integrantes da oposição avaliam que a mobilização internacional pode reforçar a pressão sobre o tribunal, considerado por eles excessivamente ativista.

Próximos passos e alternativas em estudo
De acordo com Eduardo Bolsonaro, a Casa Branca examina diferentes instrumentos legais para ampliar as penalidades. Entre eles, a possibilidade de incluir magistrados em novas listas de sanções financeiras, congelar ativos mantidos em bancos norte-americanos e suspender autorizações de viagem.
O deputado acrescentou que Trump poderia endurecer tarifas aplicadas a produtos exportados por estados governados por aliados do Supremo, medida que, na visão dele, aumentaria a eficácia da pressão. Não há, contudo, confirmação oficial da administração norte-americana sobre quando ou se essas ações serão adotadas.
Questionado sobre eventuais diálogos diretos com ministros do STF, Eduardo Bolsonaro afirmou que “qualquer canal de negociação está aberto, desde que a Corte garanta julgamento isento” para o ex-presidente. Ele reiterou que a responsabilização por eventuais danos econômicos recairá sobre quem, em sua avaliação, “insiste em perseguir adversários políticos”.
Contexto do processo contra Jair Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal conduz investigação que atribui ao ex-presidente articulação de golpe de Estado. Jair Bolsonaro nega as acusações e sustenta que é vítima de perseguição jurídica. A defesa afirma que não há provas de envolvimento em atos para subverter a ordem constitucional.
Enquanto o STF se prepara para concluir o julgamento, aliados do ex-chefe do Executivo intensificam mobilizações em fóruns internacionais. A estratégia inclui audiências no Congresso dos EUA, reuniões com think tanks conservadores e apresentação de dossiês a embaixadas.
Nos bastidores, interlocutores do tribunal avaliam que a pressão externa não deve alterar o curso do processo. Contudo, reconhecem que sanções financeiras ou restrições de visto podem atingir patrimônio e reputação de ministros, elevando o custo político das decisões.
Até o momento, não há cronograma divulgado pelo STF para a leitura do voto do relator nem para o julgamento final. A defesa do ex-presidente reafirma confiança na absolvição, enquanto parlamentares da base governista esperam condenação rápida.
Com a ofensiva de Eduardo Bolsonaro em Washington e a possibilidade de novas sanções, o embate entre o Legislativo aliado ao ex-mandatário e o Supremo Tribunal Federal ganha dimensão internacional. Resta saber até que ponto a iniciativa influenciará o ritmo do processo e os laços diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.


