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EUA deslocam destróieres ao Caribe e reforçam pressão sobre Venezuela e China

Política

Três contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk, zarparam rumo ao Caribe e à costa venezuelana. O movimento, confirmado pelo Departamento de Defesa norte-americano na segunda quinzena de agosto, marca a maior demonstração naval dos Estados Unidos na região desde 2020 e sinaliza uma postura mais assertiva de Washington diante dos atuais focos de tensão na América do Sul.

Objetivos declarados: narcotráfico, imigração e influência externa

Segundo o Pentágono, a missão oficial é ampliar a Operação Martelo, iniciativa antinarcóticos voltada ao bloqueio de carregamentos de fentanil e cocaína. As embarcações destacadas — USS Gravely (DDG-107), USS Roosevelt (DDG-80) e USS Porter (DDG-78) — operam com sensores de longo alcance, helicópteros MH-60R e mísseis Tomahawk capazes de atingir alvos terrestres a mais de 1.500 quilômetros.

Além dos destróieres, o Iwo Jima Amphibious Readiness Group, composto por três navios de assalto anfíbio e um contingente de 2.200 fuzileiros navais da 22ª Unidade Expedicionária, permanece de prontidão para desembarques rápidos em portos caribenhos. Autoridades americanas citam ainda a necessidade de conter rotas migratórias irregulares e monitorar a atuação crescente da China em infraestrutura e telecomunicações no hemisfério ocidental.

Venezuela no centro da atenção

A presença naval ocorre em paralelo à escalada de acusações contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Washington considera o governo de Caracas ilegítimo e aponta Maduro, o ministro da Defesa Vladimir Padrino López e oficiais ligados ao regime como líderes do chamado “Cartel de los Soles”, rede investigada por tráfico de drogas. O programa de recompensas do Departamento de Estado elevou para US$ 50 milhões o prêmio por informações que resultem na captura de Maduro.

Em sinal de alinhamento, a Guiana divulgou nota oficial classificando o Cartel de los Soles como “ameaça à segurança regional”. O país vive disputa territorial com a Venezuela pela região do Essequibo e realizará eleições presidenciais em 1º de setembro, contexto que reforça a expectativa de tensões diplomáticas.

Alerta do Comando Sul em Buenos Aires

Durante a Conferência de Defesa da América do Sul 2025 (SOUTHDEC 25), realizada em Buenos Aires, o almirante Alvin Holsey, comandante do Comando Sul dos EUA, enumerou 33 grupos sancionados pelo governo norte-americano ativos na América Latina e no Caribe, incluindo dez entidades classificadas recentemente como organizações terroristas estrangeiras.

De acordo com Holsey, essas redes criminosas movimentam aproximadamente US$ 358 bilhões por ano por meio de tráfico de drogas, armas, commodities, vida selvagem e pessoas, alimentando ciclos de violência e corrosão institucional. Ele destacou ainda o interesse estratégico da China em rotas como o Estreito de Magalhães e a Passagem de Drake, pontos que podem ser empregados para projetar poder militar e exercer pressão econômica sobre nações sul-americanas.

Reação regional e desafios para o Brasil

Delegações de Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai acompanharam o discurso do almirante Holsey. Embora não tenha sido divulgado posicionamento conjunto, militares presentes relataram preocupação com a convergência de ameaças transnacionais e influência extra-hemisférica.

Para analistas envolvidos no encontro, o contraste entre a abordagem atual — baseada em concentração naval — e a linha defendida até 2024 pela ex-comandante Laura Richardson, mais focada em investimentos e cooperação econômica, sugere mudança de ênfase na política de segurança dos EUA para a região.

No caso brasileiro, fontes do Ministério da Defesa afirmam que o Palácio do Planalto acompanha a movimentação sem indicar adesão imediata a operações coordenadas. Entretanto, oficiais da Marinha ressaltam a importância de proteger a foz do Amazonas e o arco norte da Amazônia Azul, onde circulam comboios que abastecem refinarias e exportadores de minério.

Escalada retórica reforça clima de incerteza

A intensificação do discurso de Washington contra Caracas, aliada à aproximação eleitoral na Guiana e ao envio de apontamentos públicos sobre a China, eleva o risco de incidentes diplomáticos e militares. Mesmo sem anúncio de exercício de tiro real, a capacidade dos destróieres Arleigh Burke de lançar Tomahawks serve de lembrete do alcance americano sobre alvos costeiros.

Na avaliação de oficiais presentes ao UNITAS Atlântico 53, realizado no Caribe com participação de 13 navios de sete países, a interoperabilidade das marinhas sul-americanas com a esquadra norte-americana permanece estruturada para ações conjuntas curtas e cirurgicamente planejadas. Todavia, eventuais operações prolongadas dependeriam de autorização política de cada capital.

Com a convergência de interesses antinarcóticos, controle migratório e contenção geopolítica, o reposicionamento naval dos EUA sinaliza nova fase de pressão estratégica na América do Sul. Governos da região, sobretudo o Brasil, precisarão calibrar respostas de forma a preservar soberania, garantir segurança de rotas marítimas e evitar que decisões externas condicionem políticas internas.

Se você deseja acompanhar outros desdobramentos sobre defesa e política regional, confira a cobertura em nossa editoria de Política, que traz análises e notícias atualizadas.

Em resumo, a chegada de destróieres e grupos anfíbios dos EUA ao Caribe reforça a preocupação com o narcotráfico, inibe a expansão de atores extra-regionais e coloca o governo venezuelano no foco de pressões inéditas. Continue atento ao nosso portal e receba notificações para não perder as próximas atualizações sobre o cenário estratégico sul-americano.

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