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Êxodo de milionários cresce 50% e retira R$ 46 bilhões do Brasil em 2025

Política

Cerca de 1.200 brasileiros com patrimônio superior a US$ 1 milhão devem fixar residência fora do país em 2025, segundo projeção da consultoria Henley & Partners. O contingente supera em 50% o registrado no ano anterior e mantém o Brasil entre as nações que mais perdem contribuintes de alta renda.

Número de brasileiros de alta renda que deixam o país dispara

O estudo da Henley & Partners coloca o Brasil na sexta posição do ranking global de saída de milionários. Só ficam à frente Reino Unido (16,5 mil), China (7,8 mil), Índia (3,5 mil), Coreia do Sul (2,4 mil) e Rússia (1,5 mil). Se o movimento se confirmar, aproximadamente US$ 8,4 bilhões — R$ 46 bilhões na cotação de R$ 5,48 — deixarão de circular internamente.

Dados do Instituto Millenium reforçam a tendência. Entre 2014 e 2024, o país perdeu 18% de seu contingente de milionários. A entidade destaca que, além dos recursos, o Brasil perde capital humano qualificado: empresários, executivos e investidores capazes de impulsionar novos negócios, fomentar inovação e ampliar a competitividade internacional.

Leonardo Chagas, especialista em gestão de patrimônio que colaborou com o estudo do Instituto Millenium, observa que a evasão envia sinal negativo ao investidor estrangeiro. “Quando o nacional desiste, o estrangeiro reconsidera”, resume. Segundo ele, a percepção de risco aumenta, a entrada de capital produtivo diminui e setores como startups, mercado imobiliário e serviços especializados sentem o impacto direto.

Motivos apontados: insegurança, carga tributária e instabilidade

A pesquisa lista a segurança pública como principal fator para a mudança. Mesmo adotando blindagens, vigilância privada e residências em condomínios fechados, famílias de alta renda relatam viver sob constante receio. O bem-estar dos filhos costuma ser o gatilho definitivo para a decisão de sair.

Contribuem ainda preocupações financeiras e tributárias. As altas alíquotas, somadas à duplicidade de gastos com saúde, educação e proteção individual, alimentam a percepção de um “contrato social rompido”. O empresário paga caro, mas recebe serviços deficientes em retorno, argumenta Chagas. A instabilidade política, com mudanças frequentes de regras e volatilidade cambial, completa o cenário que estimula a busca por destinos mais previsíveis.

Impacto econômico e principais destinos

A fuga de capital não afeta apenas a arrecadação direta. O dinheiro que sai deixa de financiar empresas emergentes, de gerar empregos qualificados ou de movimentar o consumo em segmentos de alto valor agregado. Como resultado, o mercado de luxo, a construção civil de padrão elevado e serviços como arquitetura, consultorias e wealth management perdem clientela e receita.

Nos últimos anos, Estados Unidos, Portugal e Itália estiveram entre os destinos preferidos, mas novas barreiras migratórias levaram brasileiros de alta renda a avaliarem alternativas. Os Emirados Árabes Unidos aparecem na liderança da Henley & Partners como principal receptor em 2025, com previsão de atrair 9,8 mil milionários de diversas nacionalidades. A combinação de imposto de renda zero para pessoas físicas, estabilidade política e infraestrutura moderna sustenta essa posição. Em seguida surgem Estados Unidos, Itália, Suíça, Arábia Saudita, Singapura, Portugal, Grécia, Canadá e Austrália.

O exemplo britânico oferece alerta adicional. Após o Partido Trabalhista anunciar, em 2024, medidas de aumento da carga tributária sobre grandes fortunas, heranças e ganhos de capital, o Reino Unido liderou o êxodo global e viu a arrecadação cair 18%. A experiência reforça que tributos excessivos podem gerar efeito inverso ao pretendido, reduzindo receitas e acelerando a saída de contribuintes de maior capacidade financeira.

Ciclo de perda fiscal e redução de investimentos

No caso brasileiro, a saída de 1,2 mil milionários representa diminuição expressiva na base de contribuintes de alta renda. O resultado direto é a queda na arrecadação dos tributos mais progressivos, impactando transferências para estados e municípios, além de pressionar ainda mais o orçamento federal. Sem o capital desses indivíduos, novos empreendimentos deixam de surgir e setores como tecnologia e inovação sofrem retração.

A consultoria enfatiza que, enquanto outros países oferecem segurança jurídica e tributação racional, o Brasil mantém ambiente de negócios instável. A consequência visível é a migração do patrimônio para fora e o fortalecimento de uma cultura de preservação, na qual o foco se desloca do investimento produtivo interno para a proteção de ativos no exterior.

Em síntese, a combinação de insegurança pública, carga tributária elevada e incertezas políticas impulsiona o êxodo de milionários. O movimento arrasta capital, conhecimento e potenciais investimentos, alimentando um ciclo de menor crescimento econômico.

Para acompanhar mais notícias sobre decisões de governo que afetam o ambiente de negócios, visite a seção de Política do nosso portal.

O levantamento da Henley & Partners deixa claro: sem reformas que garantam segurança, estabilidade e previsibilidade, brasileiros de alta renda continuarão a buscar outros destinos. Fique informado e acompanhe nossos próximos conteúdos para entender como essas saídas influenciam a economia nacional.

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