geraldenoticias 1756063200

Famílias destinam 28% da renda a dívidas, três vezes mais que países ricos

Política

Brasília – As famílias brasileiras comprometem atualmente 27,8% da renda mensal com a quitação de empréstimos, cartões e demais modalidades de crédito, revelam números mais recentes do Banco Central. Desse montante, 9,86% correspondem exclusivamente a juros, indicador que coloca o Brasil muito acima da média de 17 nações desenvolvidas monitoradas pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).

Brasil supera Estados Unidos e Japão no peso das dívidas

O levantamento internacional aponta que, nos Estados Unidos, apenas 8% dos rendimentos familiares são destinados ao serviço da dívida. No Japão, o percentual cai para 7,8%. A diferença mostra que os lares brasileiros despendem praticamente o triplo do que é observado em economias avançadas, reflexo direto dos custos financeiros aplicados no mercado nacional.

Entre as obrigações assumidas pelas famílias, somente 2,13 pontos percentuais se referem a créditos de longo prazo com juros mais baixos, como financiamentos imobiliários. Os restantes 25,67% concentram-se em linhas tradicionais de alto custo, destacando-se cartão de crédito e crédito consignado.

Custo financeiro voltou a avançar em 2025

Os dados do Banco Central indicam que a participação dos juros no orçamento familiar registrou pico em 2023, recuou ao longo de 2024 e retomou crescimento em 2025, acompanhando a maior oferta de crédito no país. A taxa básica de juros, que segue acima de 14% ao ano, mantém o encargo elevado e dificulta a redução do endividamento.

Com esse cenário, o governo federal criou, em março, o programa de crédito consignado privado para trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A iniciativa, apresentada como ferramenta para ampliar o acesso a recursos, pode intensificar o comprometimento da renda, uma vez que os encargos dessa linha superam aqueles oferecidos a aposentados e servidores.

Consignado privado emprestou R$ 21 bilhões em quatro meses

Relatório do Ministério do Trabalho publicado em 25 de julho mostra que o consignado privado concedeu quase R$ 21 bilhões desde sua implantação. Mais de 4 milhões de empregados formais contrataram essa modalidade, que registrou taxa média de 3,79% ao mês no período, valor superior ao consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (1,83% ao mês) e ao destinado aos servidores públicos (1,84% ao mês).

Embora as parcelas sejam descontadas diretamente em folha, garantindo menor inadimplência para os bancos, o custo permanece elevado para o trabalhador. O próprio governo reconhece que o objetivo de baratear o crédito esbarra na resistência das instituições financeiras em reduzir spreads, mesmo com o risco de calote reduzido.

Juros altos afetam orçamento e retardam consumo

A soma de juros e amortizações, quase um terço da renda familiar, limita a capacidade de consumo das famílias brasileiras. Com grande parte do salário destinada a pagar parcelas, sobra pouco para poupança ou aquisição de bens duráveis, o que repercute negativamente na atividade econômica.

De acordo com especialistas, o peso dos juros reflete a estrutura de crédito do país, concentrada em operações rotativas e consignadas, além da elevada taxa Selic, que serve de referência para o custo bancário. Ainda que a política monetária seja apontada como necessária para conter a inflação, o efeito direto é o encarecimento do dinheiro para o consumidor.

Comparação internacional evidencia desvantagem brasileira

Nos 17 países analisados pelo BIS, o desembolso médio para pagamento de dívidas não supera 10% da renda. A distância do Brasil em relação aos pares reforça a particularidade do regime de crédito local, marcado por burocracia, elevada tributação sobre operações financeiras e escassa concorrência entre bancos.

Em economias desenvolvidas, a maior parcela das dívidas refere-se a financiamentos habitacionais, que possuem prazos longos e juros baixos. Esse desenho permite prestações menores e reduz a pressão mensal sobre o orçamento. Já no mercado brasileiro, prevalecem linhas de curto prazo, renegociações e o cartão de crédito rotativo, cujas taxas alcançam três dígitos ao ano.

Famílias absorvem impacto e buscam alternativas

Sem perspectiva de alívio imediato, famílias têm recorrido a trocas de dívidas, antecipação de saques e uso do FGTS para amortizar parcelas mais caras. Enquanto isso, programas oficiais de crédito, embora ampliem o acesso a recursos, também carregam taxas que perpetuam o ciclo de endividamento.

O resultado é a manutenção do elevado comprometimento da renda com dívidas, cenário que exige cautela nas finanças domésticas. A combinação de juros altos e expansão do crédito reforça a necessidade de gestão rigorosa do orçamento familiar para evitar desequilíbrio.

Para acompanhar outros dados sobre a condução econômica do país, visite a seção de Política e confira análises atualizadas.

Em síntese, o novo levantamento do Banco Central confirma que as famílias destinam 27,8% da renda ao pagamento de dívidas, patamar que supera em três vezes a média de economias desenvolvidas. O cenário reforça a importância de escolhas financeiras prudentes. Se deseja receber mais conteúdos sobre economia e finanças pessoais, assine nossos alertas e mantenha-se informado.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *