Brasília, 26 de agosto de 2025 — O secretário de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, afirmou que a explosão de plataformas de apostas esportivas ilegais ocorreu entre 2019 e 2022, período anterior à regulamentação aprovada em 2024. Segundo ele, a ausência de regras claras naquele intervalo fomentou um ambiente propício para sites clandestinos que operam à margem da lei.
Faturamento bilionário e perfil dos apostadores
Dados divulgados pela SPA indicam faturamento de R$ 17,4 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano. O volume é impulsionado por 17 milhões de usuários, com gasto médio mensal de R$ 164. Homens representam 71 % do público, enquanto metade dos apostadores tem até 30 anos.
Com a regulamentação vigente desde janeiro, as empresas são obrigadas a manter sede no Brasil, capital mínimo, normas de compliance e protocolos de segurança cibernética. Há ainda a cobrança de 12 % sobre a receita líquida de jogos (GGR) e retenção de 15 % de Imposto de Renda sobre prêmios. Do montante arrecadado, 12 % destinam-se a educação, saúde, segurança pública e esporte; os 88 % restantes permanecem com as operadoras.
Fiscalização reforçada e bloqueio de benefícios sociais
Dudena relatou que a pasta conduz varreduras na internet para localizar sites sem licença. Identificadas as irregularidades, a SPA aciona Polícia Federal e Banco Central, além de determinar que instituições de pagamento impeçam transações com plataformas não habilitadas. A lei prevê multas de até R$ 2 bilhões para quem insistir na atividade.
O secretário também adiantou o desenvolvimento de ferramenta que bloqueará apostas realizadas por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), em atendimento a decisão do Supremo Tribunal Federal. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou capacitação de profissionais para tratar casos de ludopatia.
Mecanismos de jogo responsável
As operadoras licenciadas devem adotar sistemas de monitoramento de comportamento dos usuários. Quando o padrão de apostas se afasta do perfil estimado — seja o de um jovem de baixa renda ou o de um aposentado com alto poder aquisitivo —, a plataforma deve emitir alertas, sugerir pausas e, se necessário, suspender a conta.
Além disso, toda publicidade de casas de apostas precisa exibir avisos sobre jogo responsável, não pode ser direcionada a menores de idade e deve obedecer a parâmetros de transparência definidos pela regulamentação.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Imagem: Gazeta do Povo com Dall-E
Responsabilização pelo cenário anterior
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Dudena responsabilizou o governo federal entre 2019 e 2022 pelo “descontrole” que favoreceu o avanço de sites clandestinos. Ele afirmou que a atual administração “limpa a casa” para corrigir a situação. O secretário não detalhou medidas que teriam sido propostas, à época, para evitar o problema.
Na visão da Fazenda, a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, bancos e operadoras de meios de pagamento será decisiva para conter a oferta ilegal e reduzir impactos sociais associados às apostas online.
Para acompanhar outras iniciativas do governo em temas regulatórios, consulte a seção de Política do nosso portal.
Em resumo, a regulamentação de 2024 inaugurou uma fase de controle mais rígido sobre as bets, com exigências financeiras, tributárias e de proteção ao consumidor. A SPA intensifica as ações de fiscalização, enquanto desenvolve ferramentas para restringir o acesso de beneficiários de programas sociais e reforça a prevenção ao vício em jogo. Fique informado e compartilhe esta notícia.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!