Quatro nomes apontados como potenciais candidatos de centro-direita à Presidência em 2026 — Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (PSD) — não participarão das manifestações convocadas para este domingo em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento foi organizado por aliados do ex-chefe do Executivo após a imposição de medidas cautelares pelo ministro Alexandre de Moraes, entre elas a tornozeleira eletrônica imposta a Bolsonaro.
Motivos alegados para a ausência
No caso de Tarcísio de Freitas, a justificativa oficial é um procedimento de radioablação na tireoide, programado para o domingo no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A previsão é de alta no mesmo dia, seguida de repouso com agenda restrita ao gabinete a partir de segunda-feira.
Ronaldo Caiado afirmou ter compromisso agendado anteriormente e considerou inadequado o “timing” do ato. O goiano declarou priorizar conversas com o representante dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para tratar do tarifaço norte-americano sobre produtos nacionais, tema que também mobiliza governadores e empresários.
No Paraná, Ratinho Jr. estará em viagem pelo interior do estado, segundo sua assessoria. Já Romeu Zema não divulgou agenda oficial, mas interlocutores indicam que ele não pretende se deslocar até os locais de maior concentração dos protestos, como São Paulo e Brasília.
Contexto das manifestações
Os atos pró-Bolsonaro surgiram após o STF determinar restrições ao ex-presidente em investigação que apura suposta obstrução de Justiça. A decisão, assinada por Moraes, incluiu uso de tornozeleira, proibição de contato com investigados e veto a viagens internacionais sem autorização judicial. A medida foi recebida com críticas no campo conservador, que classifica a conduta do ministro como excessiva.
Além de contestar as decisões do Supremo, os organizadores pretendem denunciar suposta perseguição judicial a aliados de Bolsonaro. Parlamentares e lideranças de direita também inseriram na pauta a reação ao anúncio de tarifas mais altas pelos Estados Unidos sobre commodities brasileiras. A crise ganhou corpo após Washington aplicar sanções contra o próprio Moraes com base na Lei Magnitsky, gesto elogiado por parte do eleitorado bolsonarista.
Relação dos governadores com o eleitorado conservador
Tarcísio, Caiado, Zema e Ratinho Jr. compareceram a diferentes mobilizações em apoio a Bolsonaro nos últimos anos. Em abril, o quarteto dividiu palanque em São Paulo com o ex-presidente. No evento seguinte, em junho, apenas Tarcísio e Zema marcaram presença, ao lado dos governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Jorginho Mello (PL-SC). A ausência deste domingo, portanto, contrasta com participações anteriores e ocorre em momento de exposição nacional para nomes que buscam consolidar espaço no campo da direita.


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Imagem: Brenno Carvalho Mônica Andrade via oglobo.globo.com
Silêncio sobre sanções norte-americanas
Apesar de críticas pontuais ao ministro Alexandre de Moraes, nenhum dos quatro governadores endossou abertamente as sanções impostas pelos Estados Unidos ao magistrado. Em evento recente, Zema declarou que Moraes “colhe o que plantou”, citando alegados excessos do STF. Caiado, por sua vez, avaliou que “ambos os lados perderam o limite” — referência às medidas cautelares contra Bolsonaro e à resposta de Washington.
Ausência de Bolsonaro
O próprio Jair Bolsonaro não estará presente às manifestações por força das restrições judiciais que o impedem de sair de Brasília nos finais de semana. A defesa do ex-presidente tenta reverter a medida, mas ainda aguarda decisão do Supremo.
Expectativa de público e locais dos atos
Organizadores projetam caravanas em capitais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia. Parlamentares federais e estaduais alinhados ao bolsonarismo confirmaram presença, bem como líderes de movimentos conservadores. Mesmo sem a participação dos quatro governadores, a expectativa é de manter a mobilização em torno das críticas às decisões do STF e à política comercial dos Estados Unidos.
A ausência simultânea de Tarcísio, Caiado, Zema e Ratinho Jr. evidencia o cálculo político dos governadores em meio a um cenário de tensões institucionais. Enquanto a base bolsonarista pressiona por respostas mais contundentes ao Judiciário, os pré-presidenciáveis optam por agendas próprias, preservando margem de manobra para 2026.

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