Na manhã desta sexta-feira, 1º de agosto, movimentos ligados à esquerda realizaram ato em frente à embaixada dos Estados Unidos, no Setor de Embaixadas Sul, em Brasília. O protesto integrou o chamado “Dia Nacional de Mobilização” e teve como alvo o tarifaço de 50 % anunciado pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, além das sanções contra autoridades do país. A mobilização foi convocada por Frente Brasil Popular, CUT-DF e Povo Sem Medo.
Presença de parlamentares e entidades
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) participou do ato e afirmou que “a soberania do Brasil precisa ser respeitada”. A parlamentar criticou as sanções determinadas por Washington e atacou o deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos: “Ele quer manter salário, gabinete e assessores numa missão contra o povo brasileiro”.
Representantes de diversas frentes sindicais e estudantis também se pronunciaram. O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Ualid Rabah, qualificou a medida norte-americana como “ataque inusitado” e associou o gesto ao crescimento do Brasil nos BRICS. Já o vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Aécio Ayres, declarou que os EUA “lucram com guerras” e acusou Washington de desejar “nossas reservas minerais”. O secretário-geral do PT-DF, Geovane Silva, reforçou apoio ao Supremo Tribunal Federal e rejeitou “interferências estrangeiras”.
Atos simultâneos em São Paulo
Em frente ao consulado norte-americano na capital paulista, manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e bonecos que representavam Donald Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Houve ainda cartazes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, retratado ao lado de Trump em tom crítico. As imagens registradas mostram grupos empunhando faixas com palavras de ordem contra o “imperialismo” e denunciando o que chamam de tentativa de “deslegitimar” as instituições brasileiras.
De acordo com os organizadores, o objetivo foi dar caráter nacional à mobilização e pressionar o governo norte-americano a recuar. Apesar de a tarifa de 50 % ter sua entrada em vigor adiada para 6 de agosto, a manifestação foi mantida como gesto simbólico.
Contexto da tarifa
A sobretaxa fixada por Trump é apontada como uma das mais altas aplicadas a parceiros comerciais dos Estados Unidos. Segundo dados oficiais citados pelos manifestantes, o superávit brasileiro com Washington somou US$ 284 milhões no ano anterior. A decisão, divulgada em 30 de julho, ganhou contornos políticos ao incluir sanções contra o magistrado responsável pelo julgamento que envolve Jair Bolsonaro.
Os movimentos presentes alegam que a medida visa pressionar o Brasil em meio à expansão do bloco BRICS. Por outro lado, o governo norte-americano sustenta que o aumento das tarifas responde a práticas consideradas desleais nas exportações brasileiras.

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Imagem: correiobraziliense.com.br
Pontos de tensão
Durante o protesto em Brasília, participantes vestindo fantasias e máscaras de Trump e Bolsonaro carregaram maquetes de algemas, enquanto outros queimavam bonecos dos dois políticos. O uso de objetos inflamáveis chamou atenção da segurança da embaixada, mas não houve registro oficial de confrontos ou prisões até o fim do ato.
Manifestantes também entoaram cânticos contrários à política externa dos EUA, acusando Washington de apoiar conflitos no exterior. Ao mesmo tempo, o foco no STF buscou demonstrar resistência às sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes.
Próximos passos
Os organizadores anunciaram novas ações para a próxima semana, nos dias que antecedem a data definida para a aplicação da tarifa. A intenção é manter pressão sobre a Casa Branca e ampliar o debate no Congresso Nacional. Até o momento, não há sinal de recuo por parte do governo norte-americano.
A embaixada dos EUA em Brasília não emitiu nota pública sobre a manifestação. Já o Itamaraty informou que segue monitorando os desdobramentos e mantém canais diplomáticos abertos com Washington.

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