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Ibaneis Rocha rebate Trump e cobra Lula por diálogo direto com os EUA

Política

BRA­­SÍ­­LIA, 12 de março de 2024 — O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), reagiu publicamente à declaração do ex-presidente norte-americano Donald Trump que incluiu Brasília em uma lista de capitais violentas. Em mensagem publicada no X (antigo Twitter) na segunda-feira (11), o chefe do Executivo local contestou a comparação, apresentou dados de criminalidade da capital brasileira e aproveitou para criticar a condução da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Trump cita Brasília ao falar de segurança em Washington

Durante pronunciamento sobre o envio da Guarda Nacional para reforço policial em Washington, D.C., Trump mencionou cidades latino-americanas — entre elas Brasília, Bogotá e Cidade do Panamá — como exemplos de locais com alto índice de violência. O republicano defendeu ação enérgica na capital norte-americana e usou essas referências para justificar a mobilização.

Dados divulgados pelas autoridades de Washington, no entanto, indicam queda de 26 % nos crimes violentos em 2024, informação que também coloca em dúvida a comparação feita pelo ex-presidente. Ainda assim, o comentário repercutiu no Brasil e levou Ibaneis Rocha a responder imediatamente.

Governador apresenta números e exalta gestão de centro-direita

No texto direcionado a Trump, Ibaneis afirmou que o discurso do republicano baseou-se em “informações equivocadas” possivelmente decorrentes da “atual ausência de um diálogo mais consistente” entre Brasília e Washington. Para sustentar sua contestação, o governador listou estatísticas que apontam redução de indicadores criminais no DF, citando programas locais de policiamento, monitoramento eletrônico e integração de inteligência.

Segundo o governador, o DF encerrou 2023 com queda de homicídios e latrocínios, além de redução proporcional de crimes contra o patrimônio. Ele ressaltou que a atual gestão é “de centro-direita” e prioriza “resultados concretos, livres de vieses ideológicos”, numa clara alfinetada no Planalto. Ainda na carta, Ibaneis defendeu relações pragmáticas com os Estados Unidos, classificando o contato direto como essencial para parcerias em segurança, comércio e tecnologia.

“Interesses geopolíticos e comerciais devem estar acima de divergências político-partidárias”, escreveu o governador, reforçando que iniciativas conjuntas podem fortalecer políticas de combate ao crime e impulsionar investimentos na capital federal.

Financiamento federal e resposta de Gleisi Hoffmann

A reação do Palácio do Planalto não demorou. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, utilizou a mesma rede social para rebater o governador. Ela lembrou que a segurança pública brasiliense depende de repasses federais via Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) — R$ 25 bilhões somente em 2024, metade destinada ao pagamento de policiais.

Gleisi também mencionou a investigação sobre servidores distritais envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e acusou Ibaneis de “subserviência” a Trump. O governador, por sua vez, sustenta que as transferências constitucionais não anulam a autonomia da gestão local nem o direito de buscar parcerias externas que beneficiem a população.

Foco em resultados e pressão por diplomacia pragmática

Ao Estadão, Ibaneis já havia antecipado que responderia ao ex-presidente norte-americano “de forma bem-educada”, destacando as diferenças entre sua administração e a do governo federal. A divulgação da carta confirma a estratégia: defender a imagem de Brasília, endossar a aproximação com Washington e, paralelamente, cobrar do Planalto uma política externa menos pautada por afinidades ideológicas.

Dentro do Palácio do Buriti, a avaliação é de que críticas à condução diplomática petista reforçam o posicionamento de centro-direita do governador e consolidam seu discurso de gestão eficiente. Assessores próximos afirmam que a meta é atrair investimentos estrangeiros, especialmente norte-americanos, em áreas como segurança cibernética, tecnologia urbana e obras de infraestrutura.

Próximos passos e cenário político

Ibaneis já sinalizou que pretende encaminhar formalmente ao Departamento de Estado dos EUA os dados de criminalidade do DF, iniciativa que, segundo ele, pode abrir caminho para cooperação técnica e acesso a fundos internacionais de segurança. A movimentação ocorre em meio a divergências entre os governos distrital e federal em temas como combate ao crime organizado e política de armas.

No Congresso, parlamentares alinhados à oposição utilizam o episódio para questionar a eficácia das ações federais e defender maior autonomia dos estados e do Distrito Federal na definição de estratégias de segurança. Já a base governista argumenta que os repasses do FCDF e apoio da Força Nacional comprovam o engajamento da União.

Enquanto o debate prossegue, o governo distrital aposta em divulgar novos indicadores de criminalidade até o fim do mês, na tentativa de consolidar a narrativa de que a capital federal não se encaixa na lista de metrópoles mais violentas da região. Nos bastidores, auxiliares de Ibaneis veem a troca de mensagens com Trump como oportunidade de ampliar visibilidade internacional e, simultaneamente, pressionar o Planalto a adotar postura mais aberta junto aos Estados Unidos.

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