Brasília, 5/8 — Durante a abertura da 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende se manifestar sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na segunda-feira (4/8). “Não quero falar do que aconteceu hoje com o outro cidadão brasileiro que tentou dar o golpe. Eu quero falar do nosso país”, declarou.
Lula prioriza economia no encontro do Conselhão
O CDESS, conhecido como Conselhão, reúne empresários, representantes do setor produtivo, ativistas e demais integrantes da sociedade civil com o objetivo de auxiliar o Poder Executivo na elaboração de políticas públicas. Na abertura da reunião, realizada no Palácio do Planalto, Lula concentrou o discurso em temas econômicos e no planejamento de ações para estimular o crescimento interno. O presidente destacou a importância de “dar uma chance de falar do Brasil” diante dos desafios fiscais e produtivos que o país enfrenta.
Ministros de Estado também participaram do evento, reforçando a pauta de investimentos, geração de empregos e busca por maior competitividade. A composição do colegiado foi apresentada como espaço de diálogo entre governo e iniciativa privada. De acordo com o Planalto, as conclusões do encontro servirão de subsídio para programas nas áreas de infraestrutura, inovação e desenvolvimento social.
Ao recusar comentários sobre a situação jurídica de Bolsonaro, Lula sinalizou que o foco do governo continua nas medidas econômicas e deixou a condução do processo criminal ao Judiciário. Não houve perguntas adicionais da plateia sobre o tema, e o presidente passou diretamente à ordem do dia.
Decisão do STF impõe nova restrição a Bolsonaro
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes sob o argumento de descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente. O estopim, segundo a decisão, foi a participação do ex-chefe do Executivo, por telefone, em manifestação realizada no último domingo (3/8) no Rio de Janeiro. A intervenção foi transmitida ao vivo e republicada pelos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Na ocasião da manifestação, Bolsonaro encontrava-se em Brasília e submetido a obrigações judiciais que, conforme o magistrado, exigiam completo afastamento de atos públicos. “A Justiça não permitirá que um réu faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico. A Justiça é igual para todos”, escreveu Moraes ao fundamentar a nova restrição. O ministro assinalou que se trata do “segundo descumprimento deliberado” das medidas fixadas, o que justificaria a conversão em prisão domiciliar acompanhada de monitoramento.
Além da permanência em casa, a determinação prevê a proibição de comunicação com outros investigados, salvo familiares de primeiro grau, e limita o uso de redes sociais. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre eventual recurso, mas indicou que analisará a decisão antes de adotar medidas judiciais.


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Repercussão política imediata
Esta foi a primeira menção pública de Lula ao caso desde a divulgação da ordem do STF. O silêncio do presidente sobre a prisão de seu antecessor sinaliza preferência por manter o tema no âmbito jurídico, evitando desgastes diante de um cenário político já polarizado. Parlamentares governistas e da oposição comentaram o assunto nas redes sociais, mas até o momento não há confirmação de que o Congresso discutirá eventuais consequências legislativas.
No Planalto, auxiliares próximos afirmam que a orientação é concentrar esforços em projetos econômicos para manter a pauta do Executivo. Já integrantes da base aliada veem a decisão de Moraes como demonstração de rigor no cumprimento das leis, enquanto oposicionistas consideram a medida excessiva. Não foram registrados protestos significativos em Brasília após a divulgação da ordem judicial.
Contexto das investigações
Bolsonaro é investigado por suposto envolvimento em tentativa de golpe de Estado e por possível violação de medidas impostas pelo STF. A participação remota no ato do Rio de Janeiro foi interpretada pelo ministro como afronta direta às cautelares estabelecidas. O telefonema, segundo registros, incluiu críticas ao Judiciário e incentivo aos apoiadores presentes na manifestação.
O processo segue em sigilo parcial, e novos desdobramentos dependem de análises dos autos pelo STF e pelo Ministério Público. Enquanto isso, a Polícia Federal permanece responsável pela fiscalização do cumprimento das condições da prisão domiciliar, inclusive o monitoramento eletrônico.
Com isso, o governo federal mantém a agenda econômica como prioridade no CDESS e evita abrir novas frentes de tensão política. O próximo encontro do Conselho está previsto para o último trimestre do ano, quando será apresentado relatório de propostas detalhadas de investimento e reformas setoriais.

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