O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste sábado (16) um vídeo em que aparece no jardim do Palácio da Alvorada plantando uma muda de uva Vitória, cultivar desenvolvida pela Embrapa. Durante a filmagem, o chefe do Executivo faz um convite direto ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma conversa presencial em Brasília. Segundo Lula, o objetivo é apresentar “o Brasil de verdade” e reforçar que o país “não planta ódio”.
Convite ocorre após sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros
O gesto público de Lula acontece poucos dias depois de o governo norte-americano anunciar tarifa adicional de 50% sobre itens do Brasil. A iniciativa, atribuída a Trump, foi justificada como reação a medidas brasileiras consideradas prejudiciais a empresas dos EUA e contrárias a princípios de liberdade de expressão e equilíbrio comercial. A nova barreira tarifária afeta diretamente setores do agronegócio, pilares da economia nacional.
Nesse contexto, Lula procurou adotar um tom conciliador, ainda que crítico, declarando desejar diálogo para estreitar laços e desfazer percepções negativas. “Estou plantando comida, e não violência ou ódio. Espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro”, afirmou o petista no vídeo.
Agenda diplomática inclui COP30 e Assembleia Geral da ONU
Além do convite informal feito pelas redes sociais, o Palácio do Planalto já enviou comunicação oficial a Trump para que o republicano participe da COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA). O governo brasileiro considera o evento climático uma vitrine internacional para reforçar seu discurso ambiental.
Lula também declarou ter discurso preparado para a abertura da Assembleia Geral da ONU, prevista para 23 de setembro, em Nova York. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a falar na sessão plenária. O presidente disse esperar um encontro bilateral com Trump à margem do evento, mas a reunião ainda não foi confirmada pelas equipes de protocolo dos dois países.
Embrapa, simbologia agrícola e recado político
A escolha da uva Vitória, fruto sem sementes desenvolvido por pesquisadores brasileiros, reforça a mensagem de inovação tecnológica no campo. Ao plantar a muda, Lula destacou que o Brasil é “um povo que gosta de samba, Carnaval, futebol, dos Estados Unidos, da China, da Rússia, do Uruguai e da Venezuela”. A declaração busca enfatizar a postura de alinhamento múltiplo adotada pelo atual governo em política externa.
No mesmo pronunciamento, o presidente reiterou que deseja que Trump “conheça o Brasil verdadeiro”, afastando a imagem de nação hostil a investimentos estrangeiros. Apesar da fala conciliatória, a equipe econômica monitora possíveis impactos da sobretaxa americana sobre as exportações brasileiras.
Repercussão e próximos passos
Nos bastidores, auxiliares do Planalto avaliam que o convite a Trump funciona como sinal de disposição ao diálogo antes da abertura oficial da ONU. O gesto também busca fortalecer a narrativa de que o Brasil pode assumir protagonismo internacional em clima e comércio, ainda que a retórica protecionista dos EUA avance.
Do lado americano, interlocutores próximos a Trump não confirmaram o recebimento de convite pessoal nem a intenção de viajar ao Brasil. A assessoria do republicano informou apenas que ele “acompanha com atenção” as medidas ligadas às tarifas e às divergências sobre liberdade de expressão nas redes sociais.


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Tarifas e liberdade de expressão alimentam tensão bilateral
A nova taxação de 50% foi anunciada como resposta a atos do governo brasileiro que, segundo Washington, restringem a atuação de empresas de tecnologia e ameaçam a liberdade de expressão on-line. O tema ganhou destaque após decisões judiciais que obrigaram plataformas a remover conteúdos ou bloquear perfis acusados de disseminar desinformação. Para a administração Trump, tais ordens configuram censura e desequilibram o ambiente de negócios.
Analistas de mercado apontam que o aumento das tarifas pode pressionar exportadores nacionais, especialmente de proteínas e commodities agrícolas. O Ministério da Agricultura prepara relatórios para avaliar eventuais perdas de competitividade e estuda medidas de compensação.
Diálogo ainda é incerto
Embora Lula tenha reiterado repetidamente o desejo de conversar pessoalmente com Donald Trump, não há sinalização concreta sobre quando — ou se — essa reunião ocorrerá. A presença de ambos na Assembleia Geral da ONU é vista como oportunidade natural, mas depende de confirmações de agenda e acordos protocolares entre as respectivas equipes diplomáticas.
Caso o encontro se confirme, a expectativa é de que os temas centrais sejam a nova tarifa, a liberdade de expressão nas plataformas digitais e a pauta ambiental. Lula pretende mostrar os projetos brasileiros de transição energética e proteção da Amazônia, enquanto o ex-mandatário republicano tende a focar na defesa de empresas americanas e na manutenção de um mercado livre de barreiras regulatórias consideradas excessivas.
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Em resumo, o vídeo em que Lula planta a uva Vitória e convida Donald Trump evidencia tentativa de aliviar tensões comerciais e diplomáticas depois da imposição de tarifas americanas. Resta saber se o aceno será suficiente para abrir espaço a negociações que reduzam a pressão sobre produtos brasileiros. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as novidades da política nacional e internacional.

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