A residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, passou a ser monitorada em tempo integral pela Polícia Penal do Distrito Federal. A medida cumpre ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi executada a partir da madrugada desta quarta-feira (27).
Decisão do STF amplia vigilância
O magistrado determinou a presença permanente de agentes nas imediações da casa do ex-chefe do Executivo após receber solicitações do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão exige que o monitoramento ocorra em tempo real, sem exposição pública ou perturbação da vizinhança.
Agentes em viaturas descaracterizadas cumprem a ordem e se revezam no entorno do condomínio. O texto de Moraes autoriza o uso de uniforme e armamento “a critério policial”, mas também recomenda discrição completa, vedando qualquer medida intrusiva ao domicílio do ex-presidente.
PF aponta “risco concreto” de fuga
Em ofício enviado ao Supremo, a Polícia Federal solicitou reforço imediato no policiamento e a checagem constante da tornozeleira eletrônica imposta a Bolsonaro no início de maio. O documento menciona informações sobre um possível plano de fuga: segundo a PF, o ex-presidente poderia ingressar na Embaixada dos Estados Unidos para, em seguida, pleitear asilo político naquele país.
A corporação também apresentou aos autos um rascunho de pedido de refúgio na Argentina, supostamente escrito por Bolsonaro. No texto, o ex-presidente solicita ao presidente Javier Milei acolhimento “em caráter de urgência”. Moraes citou esse esboço como indício adicional de intenção de deixar o território nacional.
Contexto do processo
Bolsonaro figura como réu no chamado “núcleo 1” da ação penal que apura eventual planejamento de golpe de Estado. O julgamento dessa etapa está previsto para as próximas semanas, fator destacado por Moraes ao justificar a necessidade de vigilância reforçada.
Para o ministro do STF, a proximidade do julgamento somada aos supostos planos de asilo reforçaria o risco de evasão, exigindo medidas cautelares mais firmes. Bolsonaro nega qualquer intenção de fugir e classifica as restrições como desproporcionais. Aliados do ex-presidente consideram o cerco uma demonstração de poder do Supremo e apontam perseguição política, enquanto adversários defendem o reforço como garantia de cumprimento das decisões judiciais.
Como funciona o monitoramento
A Polícia Penal mantém viaturas estacionadas em pontos estratégicos para cobrir todas as saídas do condomínio. Os agentes se revezam em turnos de 12 horas, registrando qualquer movimento cuja rota possa indicar tentativa de evasão. Imagens de câmeras instaladas em postes públicos também são enviadas em tempo real ao centro de operações da corporação.
Além disso, a tornozeleira eletrônica vinculada ao ex-presidente emite alertas de georreferenciamento. Qualquer perda de sinal dispara protocolo de busca imediata, que inclui contato telefônico e mobilização de equipes de campo.


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Imagem: Internet
Reações políticas
No Congresso, parlamentares alinhados ao governo comemoraram a decisão. Integrantes da oposição, por sua vez, argumentam que a medida afronta garantias individuais e reforça a concentração de poder no STF, sem respaldo do Legislativo. Para esses congressistas, o reforço policial extrapola a finalidade cautelar e transforma uma investigação em espetáculo midiático.
Juristas também se dividem. Alguns defendem a decisão como “necessária diante de indícios de fuga”, enquanto outros apontam possível abuso de autoridade, visto que não há condenação transitada em julgado contra Bolsonaro.
Próximos passos
A defesa do ex-presidente deve protocolar, ainda nesta semana, questionamento à ordem de vigilância, alegando ausência de fundamentos concretos e prejuízo à privacidade familiar. Enquanto isso, a Polícia Penal continuará com o monitoramento 24 h, sem prazo para encerramento, aguardando nova manifestação do STF.
O julgamento do núcleo 1 da ação penal pode redefinir as restrições impostas a Bolsonaro. Caso seja absolvido, as medidas cautelares tendem a ser revogadas. Em cenário de eventual condenação, a tendência é o Supremo manter ou até ampliar o controle policial sobre o ex-presidente.
Para acompanhar outros desdobramentos da crise institucional e seus impactos na cena política, acesse nossa cobertura em Política.
Em resumo, a decisão de Moraes coloca a casa de Jair Bolsonaro sob vigilância permanente, atendendo a pedidos da cúpula da PF e de aliados do governo. Resta saber se o monitoramento resistirá a questionamentos judiciais ou se novas medidas serão adotadas conforme avance o julgamento sobre a alegada tentativa de golpe. Fique atento às próximas atualizações e compartilhe esta notícia para que mais pessoas acompanhem o desfecho.

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