Brasília — O Ministério da Fazenda confirmou que a liberação das linhas de crédito anunciadas para empresas impactadas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos só ocorrerá de forma plena após a aprovação de um projeto de lei complementar (PLP) no Congresso Nacional. O esclarecimento foi feito pelo secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, em entrevista publicada neste sábado (16).
Dependência do Legislativo
Segundo Mello, a Medida Provisória que sustenta parte do pacote Brasil Soberano já está em vigor, mas não cobre todos os instrumentos previstos, sobretudo os financiamentos com subsídio. “A aprovação do PLP é muito importante para que as medidas cheguem a todas as empresas, principalmente as micro, pequenas e médias. Sem isso, uma boa parcela terá muita dificuldade em acessar o crédito”, afirmou.
Por regra, a MP precisa ser votada em até 120 dias para não perder validade. No entanto, as ações que envolvem equalização de juros e garantias adicionais somente serão efetivadas depois do sinal verde do Legislativo para o PLP que acompanha o texto principal.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a Casa deve priorizar a análise da matéria devido ao impacto imediato das tarifas norte-americanas sobre segmentos exportadores brasileiros. A manifestação ocorreu na quinta-feira (14), um dia após a publicação da MP no Diário Oficial.
Detalhes do pacote de crédito
Anunciado na quarta-feira (13), o pacote totaliza até R$ 30 bilhões em crédito direcionado a empresas que exportam para o mercado norte-americano. A iniciativa foi desenhada como resposta à sobretaxa de 50% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, incluindo alimentos processados, químicos e siderúrgicos.
Apesar de conter diferentes instrumentos, o programa tem um ponto em comum: a exigência de manutenção de empregos. De acordo com Guilherme Mello, a regulamentação será flexível, pois o grau de impacto varia entre os setores. “Vamos regulamentar os critérios para a manutenção do quantitativo de empregos. Vai haver flexibilidade porque algumas empresas serão muito afetadas, outras menos”, explicou.
A elevação tarifária já influencia estimativas de crescimento de companhias voltadas ao mercado externo. Consultorias privadas apontam que a redução de margem pode levar à suspensão de investimentos caso o crédito emergencial não seja liberado dentro do prazo previsto.
Impacto nos setores atingidos
Os segmentos afetados representam parcela relevante da pauta exportadora brasileira. No caso do aço, por exemplo, analistas de mercado estimam redução de embarques em até 20% ainda no primeiro semestre, caso a sobretaxa seja mantida. No setor químico, as empresas já projetam aumento de custos e necessidade de repassar parte da alta para o consumidor final.


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Com o câmbio estável, a elevação de tarifas agrava a competitividade externa e pressiona a atividade doméstica. Por isso, a equipe econômica enxerga no crédito subsidiado uma ferramenta para preservar fluxo de caixa e evitar cortes de postos de trabalho.
Próximos passos em Brasília
O governo conta com o apoio da base aliada para aprovar o PLP nas próximas semanas. Líderes partidários avaliam que a pauta possui caráter emergencial, mas alertam para a necessidade de calibrar o custo fiscal do subsídio. O texto ainda será analisado nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça antes de seguir ao plenário.
Em paralelo, representantes do setor privado articulam audiências públicas para detalhar o impacto da medida norte-americana e reforçar a urgência da aprovação no Congresso. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende que a liberação rápida do crédito é imprescindível para preservar competitividade e empregos em cadeias produtivas espalhadas por vários estados.
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Em síntese, o pacote Brasil Soberano oferece um respiro financeiro de até R$ 30 bilhões às empresas atingidas pelas tarifas dos EUA, mas a efetivação plena depende do aval do Congresso. A expectativa é que deputados e senadores votem a matéria com celeridade, garantindo recursos, preservação de empregos e estabilidade para o setor exportador. Mantenha-se informado e acompanhe as atualizações sobre a tramitação do PLP.

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