Brasília – Relatório da Polícia Federal aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou 300 vídeos por WhatsApp após ter sido proibido de utilizar redes sociais pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A documentação, tornada pública na quarta-feira (20), sustenta que o então investigado recorreu ao aplicativo de mensagens para contornar as restrições judiciais.
Relatório da Polícia Federal descreve uso de terceiros
Os investigadores apreenderam o aparelho celular de Bolsonaro ao apurar suposta influência dele e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil. Conforme a PF, parte dos arquivos enviava conteúdo sobre a Lei Magnitsky, dispositivo norte-americano que permite sancionar estrangeiros acusados de violações de direitos humanos, citando especificamente o ministro Alexandre de Moraes.
Em 3 de agosto, data na qual já vigoravam as medidas cautelares, Bolsonaro distribuiu mensagens a respeito de manifestações a seu favor em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. De acordo com a corporação, um único conjunto de mensagens sobre atos na capital baiana foi repassado 363 vezes pelo ex-presidente.
O relatório sintetiza a conduta do ex-mandatário como semelhante à de “milícias digitais”, expressão usada pela PF para caracterizar o disparo em massa de conteúdos políticos. Os agentes concluíram que a estratégia violou “de forma reiterada” a ordem do STF que vedava qualquer uso de redes sociais, próprio ou por intermédio de terceiros.
Conversão de medidas cautelares em prisão domiciliar
No dia 4 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes transformou as restrições já impostas em prisão domiciliar. O despacho citou duas situações ocorridas na mesma data: a participação de Bolsonaro em videochamada com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a aparição do ex-chefe do Executivo em publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante protestos de apoio em Copacabana.
Até então, o ex-presidente usava tornozeleira eletrônica, encontrava-se proibido de acessar redes sociais e cumpria recolhimento noturno das 19h às 6h em dias úteis, além de recolhimento integral aos fins de semana e feriados. A decisão de Moraes considerou que a suposta utilização de dispositivos alheios para difusão de mensagens configurou infração grave às determinações anteriores.
No entendimento da Polícia Federal, a remessa de 300 vídeos demonstra intenção deliberada de manter interlocução direta com apoiadores, ignorando limites fixados pelo Supremo. Entre os materiais mapeados, figuram discursos gravados, convites para atos de rua e críticas à atuação do magistrado relator.
Detalhamento das mensagens enviadas
Segundo a PF, os arquivos compartilhados no aplicativo incluem:
- Mensagens sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes;
- Convocações para manifestações pró-Bolsonaro em diversas capitais;
- Registros audiovisuais das próprias manifestações;
- Vídeos com análise de juristas simpáticos ao ex-presidente.
O relatório indica que cada conteúdo era replicado em grupos e contatos individuais, ampliando o alcance. Os agentes frisam que o volume de envios não se limita a 300 destinatários, pois um mesmo vídeo poderia ser disparado em cadeias sucessivas.


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Imagem: Internet
Próximos passos da investigação
A documentação será encaminhada à Procuradoria-Geral da República, que poderá oferecer denúncia ou solicitar diligências adicionais. Até o momento, não há decisão sobre eventual endurecimento das medidas cautelares além da prisão domiciliar já em curso.
Advogados de Bolsonaro afirmam que apresentarão manifestação nos autos assim que tiverem acesso integral ao material. A defesa sustenta que o ex-presidente apenas teria compartilhado conteúdos recebidos e que não houve intenção de descumprir ordem judicial.
Embora o relatório destaque uso intenso do WhatsApp, a PF não detalhou se houve participação de assessores na operação dos disparos. A investigação também não especifica quantos aparelhos diferentes foram utilizados.
Para o Judiciário, o ponto central permanece o suposto desrespeito às determinações do STF. Moraes já mencionou, em decisões anteriores, que o uso de redes sociais por meio de familiares ou aliados constitui violação equivalente ao acesso pessoal.
O caso continua sob sigilo parcial, mas a quantidade de vídeos e a classificação da conduta como “milícia digital” reforçam a tensão entre o ex-presidente e o Supremo. Novas medidas judiciais não estão descartadas, a depender das conclusões finais da Polícia Federal e da posição da PGR.
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Resumo: relatório da PF indica que Jair Bolsonaro compartilhou 300 vídeos pelo WhatsApp após a proibição de usar redes sociais, o que levou Alexandre de Moraes a converter as restrições em prisão domiciliar. Continue acompanhando nossos conteúdos e receba atualizações diárias sobre os principais acontecimentos nacionais.

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