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PT insiste em prisão de Bolsonaro e sugere fuga à embaixada dos EUA em 10 minutos

Política

Brasília, 24 de agosto de 2025 — O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), voltou a pressionar neste sábado pelo decreto de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar afirma, sem apresentar provas públicas, que o ex-mandatário teria um plano para se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a poucos quilômetros de seu condomínio na capital federal, em um trajeto que levaria “apenas dez minutos”.

Deputado fala em “salvo-conduto” e crise diplomática

Segundo Lindbergh, a suposta estratégia consistiria em entrar rapidamente na representação diplomática norte-americana, pedir asilo político e solicitar um salvo-conduto para deixar o país. “Se ele entrar na embaixada, a confusão está feita. O governo americano pode requerer que ele viaje protegido, e o Brasil seria pressionado”, declarou o petista.

O deputado sugeriu que a recusa de Brasília em conceder o salvo-conduto agravaria as tensões bilaterais, comparando o cenário aos recentes atritos comerciais gerados por tarifas impostas por Washington contra produtos brasileiros. Para o parlamentar, somente uma detenção imediata impediria esse desfecho.

Bolsonaro nega e defesa fala em perseguição

A equipe jurídica do ex-presidente, já notificada pelo ministro Alexandre de Moraes a prestar esclarecimentos, reiterou não haver qualquer carta, pedido de asilo ou planejamento de fuga. Os advogados classificam a narrativa como “especulação política” e afirmam que Bolsonaro está à disposição da Justiça, ainda que cumpra medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores, aliados do ex-chefe do Executivo enxergam na iniciativa do PT uma tentativa de manter o tema dominando o noticiário às vésperas do julgamento marcado para 2 de setembro, quando o STF analisará denúncias de suposta tentativa de golpe de Estado. Para esses interlocutores, a repetição de pedidos de prisão preventiva serve para sustentar uma imagem de culpa antes mesmo do veredicto.

Governador de São Paulo se manifesta

Diante da nova ofensiva petista, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) saiu em defesa de Bolsonaro. Durante evento em Barretos (SP), Tarcísio afirmou que o ex-presidente “está sendo humilhado” e que “a justiça chegará”. O governador reforçou a importância de respeitar o devido processo legal e alertou contra decisões que, em sua avaliação, ultrapassem limites constitucionais.

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Histórico citado pelo PT é contestado

Lindbergh Farias justifica o pedido de prisão preventiva com base em episódios anteriores envolvendo missões diplomáticas. Ele recorda a estadia de Bolsonaro na Embaixada da Hungria em fevereiro de 2024 e a suposta minuta de 33 páginas direcionada ao presidente argentino Javier Milei, na qual o ex-mandatário teria pedido asilo. Ambos os fatos foram negados pela defesa: no caso argentino, a própria Casa Rosada declarou nunca ter recebido o documento.

No entendimento do PT, esses antecedentes demonstrariam risco concreto de fuga. Já simpatizantes do ex-presidente apontam que não há mandado de prisão em vigor nem condenação definitiva, o que inviabiliza a caracterização do “perigo de evasão” exigido pela legislação para decretar custódia preventiva.

PGR analisa posicionamento

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República os argumentos apresentados pela defesa e o novo requerimento do PT. A PGR deve se manifestar até segunda-feira (25) sobre a necessidade de converter as atuais restrições em prisão domiciliar ou decretar regime fechado. A decisão influenciará diretamente os rumos do julgamento que se estenderá até 12 de setembro.

Segurança e monitoramento

Questionada sobre eventual vigilância no entorno da residência de Bolsonaro ou nas imediações da Embaixada dos EUA, a Polícia Federal não comenta protocolos de segurança. Fontes ligadas ao órgão, porém, indicam que qualquer deslocamento relevante do ex-presidente é acompanhado em tempo real, ainda que sem escolta ostensiva, por força das medidas impostas pelo STF.

Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos manteve silêncio sobre a possibilidade de receber pedidos de asilo, lembrando que não comenta casos específicos e segue as normas do direito internacional.

Embora o líder petista insista em risco iminente de fuga, a eventual concessão de asilo dependeria de avaliação exclusiva do governo norte-americano. Especialistas em direito internacional recordam que, mesmo embaixado, o solicitante não possui status automático de asilado; o processo pode levar semanas. Durante esse período, o país anfitrião mantém prerrogativa de negar ou aceitar o salvo-conduto.

Com o calendário judicial avançando e a temperatura política elevada, a expectativa agora recai sobre o parecer da PGR. Caso a solicitação petista seja aceita, Bolsonaro ficaria sob custódia antes mesmo de o Supremo examinar o mérito das acusações relacionadas ao 8 de janeiro.

Para acompanhar outras movimentações em Brasília, acesse a cobertura completa em Política.

Em resumo, o PT reforçou o pedido de prisão preventiva alegando plano de fuga de Jair Bolsonaro para a Embaixada dos EUA; defesa nega, aliados falam em perseguição e a PGR decidirá os próximos passos. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe este conteúdo.

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