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Quaest revela divisão acirrada sobre prisão de Bolsonaro nas redes sociais

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Levantamento divulgado pela Quaest nesta terça-feira (5/8) aponta que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou forte polarização nas plataformas digitais. Entre as 1,2 milhão de menções monitoradas na segunda-feira (4/8), 53% aprovam a medida, enquanto 47% se manifestam contra.

Dados do monitoramento indicam engajamento elevado

De acordo com a consultoria, o volume expressivo de publicações demonstra o alto potencial de repercussão do caso. Foram analisados conteúdos no X (antigo Twitter), Instagram, Facebook, Reddit, YouTube e portais de notícias, coletados por meio de operadores booleanos que relacionam palavras-chave ao processo contra o ex-chefe do Executivo.

O equilíbrio entre apoio e rejeição reforça o cenário de divisão que marca a opinião pública brasileira desde a campanha presidencial de 2018. Entre os usuários favoráveis à decisão, prevalecem manifestações de comemoração e uso de tags como #GrandeDia e #BolsonaroPreso, que rapidamente alcançaram os Trending Topics do X. Já o grupo contrário concentra-se em acusações de perseguição política, abuso de autoridade e tentativa de desviar o foco da investigação chamada de “Vaza Toga”, que envolve o próprio Moraes.

Motivos que levaram à decretação da prisão domiciliar

A decisão do ministro foi proferida na segunda-feira (3/8), após a suposta violação de medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Bolsonaro estava proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, além de ter de permanecer em casa das 19h às 6h e nos fins de semana, portar tornozeleira eletrônica e não deixar o país.

O ponto considerado descumprimento foi a participação telefônica do ex-mandatário em uma manifestação de apoiadores realizada no domingo (3/8), no Rio de Janeiro. O áudio se espalhou pelas redes, republicado pelos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro. Na avaliação de Moraes, a fala pública, mesmo por intermédio de terceiros, configura violação da cautelar que proíbe atividade em redes sociais, levando à determinação de recolhimento domiciliar integral, monitoramento eletrônico e restrição de visitas.

Reações de críticos e apoiadores

Segundo a Quaest, publicações de perfis alinhados à esquerda foram mais pulverizadas, sem coordenação central. O tom predominante foi de celebração, com destaque para memes, vídeos e montagens que ironizam a situação. Em contrapartida, a mobilização em defesa de Bolsonaro surgiu rapidamente em grupos associados ao conservadorismo, apresentando mensagens padronizadas, vídeos de repúdio e convocações para atos públicos.

A análise identificou que personalidades de grande alcance digital, parlamentares e influenciadores favoráveis ao ex-presidente impulsionaram hashtags que questionam a legalidade da ordem judicial, reiteram a narrativa de perseguição e chamam atenção para supostas motivações políticas. Entre os termos mais frequentes estão #PerseguicaoPolitica e #LiberdadeParaBolsonaro.

Metodologia da pesquisa

A Quaest coletou as menções entre 0h e 23h59 de segunda-feira (4/8). O sistema próprio da empresa rastreou postagens públicas contendo referências diretas ao ex-presidente, ao ministro Alexandre de Moraes ou à decisão de prisão. Em seguida, um algoritmo classificou cada registro como favorável ou contrário, com base em palavras-chave, emojis e expressões de sentimento.

A margem de erro do monitoramento não foi divulgada, pois se trata de análise de big data, não de amostragem tradicional. Ainda assim, o instituto ressalta que a proporção de 53% a 47% se mantém estável após testes de sensibilidade que removeram bots e contas com comportamento automatizado.

Contexto político e impacto nas redes

O caso amplia a disputa discursiva já existente entre grupos ideológicos. Para usuários contrários à decisão, a medida reforça preocupações sobre equilíbrio entre Poderes e uso de medidas cautelares contra figuras públicas de oposição. Entre os favoráveis, o argumento central é a necessidade de cumprimento de ordens judiciais e punição por desrespeito às regras impostas pelo STF.

A Quaest destaca que a presença de políticos e figuras de alto alcance digital deve manter o tema em evidência nos próximos dias. A empresa prevê picos de engajamento sempre que houver novos desdobramentos, como recursos da defesa, manifestações de autoridades ou eventuais mudanças nas condições da prisão domiciliar.

O ex-presidente não se pronunciou oficialmente sobre os números apresentados pela consultoria. Já o gabinete de Alexandre de Moraes também não comentou a repercussão online. Até o momento, não há previsão de audiência para reavaliar as medidas impostas, mas a defesa de Bolsonaro deve protocolar recurso ainda nesta semana.

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