A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) foi alvo de vaias durante um show da banda Roupa Nova em Campo Grande, na noite de sexta-feira. O episódio ocorreu no momento em que o grupo, seguindo prática habitual, abriu espaço para que integrantes da plateia fizessem perguntas aos músicos. Ao pegar o microfone, a parlamentar tentou falar sobre a canção “Coração Pirata”, mas foi interrompida por manifestações contrárias de parte do público.
Interação interrompida por vaias
Os músicos do Roupa Nova mantêm, em todas as apresentações, um breve intervalo dedicado a perguntas da audiência. De acordo com a produção, nem banda nem equipe têm conhecimento prévio do conteúdo dos questionamentos. Ao perceber a reação negativa, um dos integrantes interveio para conter a situação e prosseguir com o show.
“Abrimos nosso palco com coragem para que cada um de vocês, seja de que lado for, faça uma pergunta”, declarou o integrante, reforçando a proposta de participação democrática. A tentativa de diálogo foi interrompida diversas vezes, até que as vaias cessaram e o repertório voltou ao normal.
Em nota, o Roupa Nova classificou o momento como um caso isolado. O grupo reiterou não fazer distinção entre os presentes: “Entendemos que quem está lá está por admirar nosso trabalho”, afirmou a banda, que já soma 45 anos de carreira.
Senadora cobra respeito e condena intolerância
Nas redes sociais, Soraya Thronicke lamentou o episódio e afirmou que “parte da população perdeu a noção e o respeito”. A parlamentar destacou que divergências políticas são legítimas, porém não justificam a hostilidade. “Está tudo certo, vivemos numa democracia. As diferenças existem, mas precisamos ser solução”, declarou diante da plateia.
A senadora acrescentou que muitos a criticam “por moda”, sem acompanhar seu desempenho legislativo. Apesar das vaias, ela manteve a postura de diálogo, enfatizando que o espaço cultural deveria servir para a convivência pacífica de opiniões distintas.
Trajetória política e mudança de partido
Soraya Thronicke foi eleita ao Senado em 2018 com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, defendendo bandeiras conservadoras como o porte de armas e a criminalização do aborto. Em 2022, contudo, a senadora lançou candidatura própria à Presidência da República pelo União Brasil, decisão que marcou o rompimento com parte da base bolsonarista.
Naquele pleito, a campanha concentrou esforços em se desvincular da imagem do ex-presidente. A mudança de postura provocou atritos com eleitores alinhados à direita, que expressaram descontentamento nas redes e em eventos públicos. Após o término da eleição, Soraya migrou para o Podemos, partido pelo qual segue exercendo o mandato.


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Repercussão e polarização
O caso em Campo Grande expôs novamente o ambiente polarizado que segue marcando eventos culturais no país. Para analistas, a mistura de política e entretenimento intensifica reações passionais da plateia, sobretudo quando figuras públicas tentam interagir fora do contexto estritamente partidário.
Embora o Roupa Nova mantenha a prática de abrir o microfone em todos os shows, situações de constrangimento têm sido registradas quando convidados pertencem ao cenário político. Mesmo com a intenção de aproximar fãs e artistas, a iniciativa mostra-se vulnerável a manifestações que extrapolam o conteúdo musical.
Posicionamento da banda e continuidade da turnê
Após o episódio, a banda confirmou que não pretende alterar o formato das apresentações. A turnê dos 45 anos prossegue normalmente, com datas agendadas em diferentes capitais. O grupo reforçou que o palco permanece aberto a perguntas, independentemente do perfil ou da preferência ideológica do público.
A senadora, por sua vez, segue na agenda parlamentar em Brasília. Segundo sua assessoria, não há previsão de medidas judiciais ou representações contra os responsáveis pelas vaias. Soraya disse ver o acontecimento como reflexo de um cenário em que “falta disposição para ouvir o outro”.
O incidente em Campo Grande encerrou-se sem transtornos adicionais. Ainda assim, a noite reforçou o desafio de conciliar diversão e debate público em espaços culturais, sobretudo em período de forte polarização política. Enquanto a banda defende a participação livre da plateia, a senadora alerta para a necessidade de respeito mútuo, mesmo nos momentos de discordância mais acirrada.

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